enquanto andava pelas de ruas de manhattan, minha amiga de infância que está aqui de passagem perguntou – ‘qual a melhor parte de morar em nova york?’. sem pensar muito respondi, ‘são as infinitas exposições de arte’.
ny tem essa qualidade/problema – a gente está sempre perdendo alguma coisa. é show do flight of the concords no radio city, a peça waiting for godot no studio 54, o tribeca filme festival, etc. mas são as mostras de arte que me fazem sentir que coisas muito boas vão ficando pra trás.
neste exato momento, estão em cartaz uma exposição sobre nossa incrível mira schendel junto com león ferrari no moma; outra do alex katz na galeria pace wildenstein downtown com pinturas monumentais de paisagens feitas em maine; os vídeos, instalações, esculturas e fotografias de jonathan horowitz no p.s.1; as frases de jenny holzer no whitney museum; the generational: younger then jesus no new museum com artistas que têm menos de 33 anos de idade; a coletiva the pictures of generation 1974-1984 no met, que inclui cindy sherman e sherrie levine; e on the money na morgan library, com cartoons da revista new yorker que falam de dinheiro (tudo por conta da crise financeira mundial), além de muitas outras.
só de escrever esta listinha já fiquei meio aflita! porque mesmo se você se dedica e vê tudo o que dá, sempre escapam vários programas… enquanto um roteiro cultural é preparado no seu moleskine, milhares de outras atividades são acrescentadas à agenda novaiorquina. pois bem – a minha parte favorita de ny é essa sensação constante de que sempre há algo mais que precisa ser visto urgentemente… ny é bom pra gente faminta!



(flight of the concords, cartoon da new yorker, jenny holzer, cindy sherman, alex katz e new museum)



24 de abril de 2009, às 11:46
credo gi, eu acho que eu “se matava” como diz uma amiga minha, ia sofrer de depressão crônica por perder tanta coisa legal… mas não perde o flight of the concords… tão lindos… shuif!
24 de abril de 2009, às 11:52
como uma amiga minha disse, a melhor solucao eh parar de comprar/assinar a time out! Assim, pelo menos para saber metade do q acontece e sofre menos angustia.
mas quem quer fazer isso?
24 de abril de 2009, às 12:06
cla, só pra dar uma ideia, o ingresso top-top do fotc custava us$590! eles são muito pop na vida real…
ka, falando em múltiplas atividades, vc vai no ucraniano? (eu compro a time out e sofro!)
beijos, gi
24 de abril de 2009, às 12:33
ai gei, que ansiedade que deve dar! que delicia que logo mais eu vou ser a “amiga de infância que está aqui de passagem”.
24 de abril de 2009, às 12:47
e que cidade que seria mais a sua cara, bree??
mtas saudades infinitas
24 de abril de 2009, às 16:43
Adoro seus posts e já a acompanho desde o seu blog original, no meu reader… Qd li que vc faz mestrado em história da arte, minha admiração só fez crescer, pois tenho vontade de fazer um curso de história da arte ainda… hj apenas compro livros… se vc puder indicar alguns, tb seria muito legal. Aproveito para lhe dizer que, quando li o seu liiiiindo post sobre o livro Sal…, abri uma aba na pág. do computer e imediatamente o comprei e presenteei (de surpresa) o meu marido. Ah, ele tá adorando! Muito obrigada pela dica!
24 de abril de 2009, às 17:11
oi georgiana! que delícia saber que vc gosta do taxi. vou pensar numa listinha de livros de história de arte pra te recomendar. de repente faço até um post. beijos!
28 de abril de 2009, às 20:23
assim nao da, vou ter que dar um pulinho ai!!!!!!
e nao so por causa das exposicoes!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!