pessoal, to de férias essa semana! por isso, convidei minha prima paty moll novaes, jornalista que trabalha com gastronomia, para escrever sobre sua viagem para belém do pará, cidade considerada o principal centro da gastronomia da amazônia. espero que gostem! beijos!!!!
olá! vou contar para vocês como foi a minha incrível experiência em belém do pará, de onde acabo de voltar. conhecer esta cidade era um sonho antigo, e eu não só o realizei como fui na época mais importante do calendário local: o círio de nazaré. celebrado desde 1793 e considerado o natal dos paraenses, patrimônio imaterial e cultural do brasil, esta é a maior procissão do mundo e reúne cerca de 2 milhões de católicos para homenagear a santa padroeira do estado, a nossa senhora de nazaré, ou naza, nazinha ou santinha, para os mais íntimos. É uma fé inimaginável! a festa é realizada no segundo domingo de outubro e, como desta vez caiu em um feriado, consegui ir, com uma tia um pouco distante, mas muito querida que nasceu lá e mora em São Paulo há muitos anos.
diversos festejos antecedem a procissão, entre elas missas e outras romarias, como a comovente romaria fluvial, na qual a imagem da santa é levada, na baia de guajará, do porto de icoaraci ao porto de belém, seguida por centenas de barcos e, hoje em dia, até lanchas e jet skis, acreditam? o cortejo principal acontece no domingo de manhazinha e a nossa senhora vai da catedral metropolitana à basílica de nazaré. círio significa uma grande vela que muitos promesseiros e fiéis carregam no percurso. após o cortejo, um grande almoço é realizado nas casas das famílias e são servidos os pratos mais típicos da culinária paraense. na casa que eu fui, o cardápio era pato no tucupi, maniçoba e vatapá, sempre com arroz e farinha. de sobremesa, minhas duas mais novas paixões, sorvete de açaí e tapioca.
o pato no tucupi é um prato muito tradicional da culinária local, no qual o pato é cozido em um caldo feito com o tucupi, líquido amarelo extraído da mandioca brava que precisa ser fervido por dias até perder o seu veneno, e o jambu, aquela verdura que causa dormência na língua. os paranses são ta-ra-dos por este prato, que não foi meu preferido, mas achei bem gostoso. a maniçoba é uma espécie de feijoada preparada coma maniva moída no lugar do feijão. maniva é a folha da mandioca brava, que também precisa ser fervida por dias até perder seu veneno. este eu gostei muito mesmo, mas é tão forte que tem que comer só um pouquinho. o vatapá paraense é diferente do baiano, não leva peixe, castanha de caju nem amendoim, apenas camarão seco, leite de coco e dendê. mas o meu eleito predileto da viagem foi o pirarucu de casaca, feito com este peixe amazônico, farofa molhada com vinagrete e leite de coco, coberto com banana frita, um escândaloooo! depois desta comilança, eu quase não consegui mais socializar e pedi discretamente a chave da casa para a minha tia, e capotei nada menos que 4 horas seguidas. é, deu para entender porque os paraenses fazem a tradicional siesta depois do almoço. a comida é sensacional, mas forte, forte… no próximo post vou contar como foi a minha visita ao famoso e sensacional ver-o-peso, o mercadão de lá, um dos maiores mercados da américa latina, que eu estava super ansiosa para conhecer!




20 de outubro de 2009, às 11:51
Sou suspeita para falar, pois sou de Belém, mas de fato, a energia que sentimos neste período na mangueirosa é contagiante e as delícias … vou descongelar um pouco de maniçoba e comer por ti. E o sorvete de açaí e tapioca ,tu podes saborear por aí,na Feira Moderna, que fica na Vila Madalena, ah, experimenta o de cupuaçú com castanha.
Paz e luz!
21 de outubro de 2009, às 11:08
[...] por patricia moll novaes [...]
23 de outubro de 2009, às 15:51
[...] por patricia moll novaes [...]