tem dois livrinhos muito em pauta nas livrarias nova iorquinas – sempre na sessão dos mais vendidos.
um é “food rules: an eater’s manual” [regras da comida: um manual para o comedor], de michael pollan. o mesmo que escreveu “em defesa da comida” e “o diário do onívoro”. michael sempre trata de assuntos ligados a alimentação saudável. o detalhe mais curioso deste novo livro dele – que tem pouco menos de um parágrafo por página – é perceber que, no fim, o conselho dele é – coma comida. comida de verdade.
entre as regras estão ‘cozinhe sua própria comida’, ‘evite os supermercados, compre na feira’, ‘se alimente de coisas que vão estragar em algum momento, desconfie do que tem data de validade muito longa’, ‘evite comidas que têm o mesmo nome no mundo todo, como big mac e pringles’ e ‘não coma o que você não sabe como ou onde foi feito’.
entre suas sugestões, pollan cita um provérbio chinês que diz ‘comer o que se equilibra em uma perna (plantas, cogumelos…), é melhor do que comer o que se equilibra em duas pernas (aves) que é melhor do que comer o que se equilibra em quatro pernas (vaca, porco e outros mamíferos…)’. bom, né?
enfim, um livro simpático e legal de ter num canto da casa, para se inspirar de vez em quando. até porque algumas das páginas dizem que tudo bem quebrar as regras de vez em quando (ufa!), além de recomendar comer carne duas vezes por semana, apesar de nos lembrar que vegetarianos são muito mais saudáveis – com menos risco de doenças cardícas e câncer.
o outro livro, de matthew frederick, se chama “101 things i learned in architecture school” [101 coisas que aprendi no curso de arquitetura]. um pouco mais ténico que o de pollan, mas não menos gracioso. neste livreto, matthew – que é professor de arquitetura – dá explicações completas-mas-resumidas de conceitos arquitetônicos. ele explica como desenhar uma linha forte, passa pelas complexidades da teoria das cores, fala da ocupação do espaço e de outros clássicos como o vazio e a beleza.
o livrinho também traz menos de um parágrafo por página e inclui frases de arquitetos célebres como robert venturi, que, ao contrário de mies van der rohe e seu lema “less is more” (menos é mais), acreditava que “less is a bore” (menos é uma chatice). muito boa essa frase!! resumindo, mais um livrinho perfeito para deixar em cima da mesa e abrir de vez em quando para pensar no espaço que ocupamos.
* infelizmente estes livros ainda não foram lançados em português. mas vale ficar de olho!




28 de janeiro de 2010, às 03:07
a-meeee-i o “less is bore” pq me fez lembrar da minha mãe que se auto-comprou um livro de decoração chamado “more is more” e ainda colocou na sala. haha
28 de janeiro de 2010, às 03:20
já amo a sua mãe!
28 de janeiro de 2010, às 11:07
Obrigada pela dica dos livros, Gisela! Adoro Michael Pollan e acho que é uma das pessoas mais lúcidas na sua filosofia de comer. Lembrei de mais 2 livros bárbaros, já que vc está super into food: “The Taste Culture Reader: Experiencing Food and Drink” e “Cuisine and Culture: A History of Food and People”. São densos e profundos, mas mudaram o meu modo de perceber tudo que colocamos para dentro de nós.
28 de janeiro de 2010, às 11:21
Obrigada pela dica, Kiki! Vou procurar por eles. Beijo!
29 de janeiro de 2010, às 06:40
- “less is a bore” é fantástico!
Vou bordar uma almofada ou fazer um quadro, pq meu marido diz que “meu mundo tem muitos itens”…
Tem um exercício de desapego que é o seguinte – vc tem que deixar o planeta com uma mochila. Pense no que vc levaria.
Oh my god!
29 de janeiro de 2010, às 15:21
Mãe, acho que vc não conseguiria fazer a escolha dos itens da mochila… quem sabe um dos itens não seria uma mala king size?
29 de janeiro de 2010, às 16:03
a re é super do conceito less is more, eu to aprendendo, ainda mais que vou morar ai na gringa.
como diz a minha prima, na gringa não da pra ter uma vida barroca! eu amei isso!!!
to me desfazendo de mta coisa, i want a simple life!
bjss
29 de janeiro de 2010, às 16:59
aninha pra onde é que tu vai?!?!
29 de janeiro de 2010, às 17:56
nini, vc é a pessoa mais ‘barroca’ que eu conheço, mas devo dizer que desde que eu cheguei a NY eu já embarroquei muito a minha vida. no começo eu só tinha 4 malas de roupas e alguns quadrinhos. com o tempo fui trazendo tapetes, panelas, livros… hoje em dia eu não poderia dizer que minha casa é um lugar minimalista. ao contrário, tá mais pra entulho barroco! de todo jeito, acho que ‘tentar’ ser less is more é bom, porque é impossível, então acabamos encontrando um meio termo entre barroco e minimal!!! ua! que resposta longa!
29 de janeiro de 2010, às 23:38
uma mala inflável….
para comprinhas no outro planeta…
na mochila teria um espelho e uma pinça pra começar…
31 de janeiro de 2010, às 14:19
how wonderful that a book about eating and not a crazy diet manual is selling in the usa!
bjao