acreditem ou não, às vezes morro de saudade de dirigir (mesmo com o trânsito intragável de são paulo). em nova york, você nunca tem aquele momento solitário, indo de um lugar a outro, onde você escolhe sua própria música, aumenta o volume no máximo, abre a janela e sente a brisa bater enquanto cantarola um samba de paulinho da viola sob o sol.
aqui, ou você está no taxi – onde o motorista geralmente fala no telefone sem parar num idioma ininteligível –, ou no metrô – onde além do efeito lata de salsicha, a gente muitas vezes escuta a música alheia no ipod alto – ou no ônibus – que é mais ou menos parecido com o metrô, apesar de ter janelas abertas e vista para a cidade.
outra hora em que o carro faz muita falta é na ida ao supermercado. no inverno, quando tenho que carregar minhas sacolinhas pesadas no metrô – cheias de legumes, ovos, sorvete, arroz, torrada, etc – fico bem mau humorada. dói a mão, amassa o tomate, as pessoas te olham feio porque você está ocupando mais espaço no vagão… é um horror!
mas esta semana resolvi mudar! usei o serviço do site fresh direct e acho que vai ser difícil voltar ao esquema sacolinhas-pesadas-no-metrô… além de vender os mesmos produtos fresquinhos (incluindo frutas, legumes e picolés!) do supermercado, o fresh direct ainda entrega suas encomendas em casa na hora que você pedir – geralmente meio dia depois da compra online, em períodos de 2 horas, tipo quarta-feira das 8 às 10 da manhã.
até a noite da véspera você ainda pode fazer alterações no seu pedido, que deve ser de no mínimo 30 dólares. a taxa de entrega é razoável, cerca de 5 dólares e eles entregam no brooklyn também. fala sério! é o serviço dos sonhos…




23 de março de 2010, às 18:34
gei! nossa, eu sofria demais com as compras de supermercado. Dai passei a pedir peapod, um serviço parecido que era um sonho. eles colocavam minhas sacolas dentro da minha cozinha, era um luxo!
23 de março de 2010, às 18:55
tei! que bom saber que você me entende! é um drama, né?
23 de março de 2010, às 20:48
Fiquei com inveja…
Isto porque o delivery do pão de açúcar, o melhor por aqui, está atualmente demorando 3 dias para entregar!
23 de março de 2010, às 21:20
olha só! o fresh direct batendo o pão de açúcar…!
24 de março de 2010, às 12:08
nossa, e comprar água, o tanto que pesa?
24 de março de 2010, às 12:30
é a pior parte – água com gás e água de côco, que eu compro de caixa!
24 de março de 2010, às 14:51
Imagino bem o trabalho que você tinha. Quando eu morei em Sana, no Yêmen, peguei muito ônibus com sacolas. Era uma delícia usar Niqab na primavera, nem passava calor…rs…Deixei de ser pão dura e passei a andar de taxi.
24 de março de 2010, às 16:04
Juli! Não acredito que vc morou no Yemen…! Conta mais! Beijos
24 de março de 2010, às 23:25
Putz, Gisela. Digamos que não foi a minha escolha mais sensata…rs…O meu trabalho não ajudava. Fui dançar em um hotel, no sheraton. Dançarina e prostituta no mundo árabe são sinônimos. Pra piorar, a prostituição, no golfo ao menos, acontece mais nos hotéis. Eu morava no hotel. Foi muiiito difícil. Quando saia pela cidade geralmente ia acompanhada, mas me aventurei muitas vezes sozinha de niqab e encarando o calor. Foi uma experiência bem diferente, no mínimo.
25 de março de 2010, às 12:47
Gi, nao acredito que voce demorou tanto pra descobrir o fresh direct! É tudo de bom, vai. Dica: o pao congelado deles é muito bom e uma mao na roda… coloca no forno 15 minutos e voce tem pao quentinho como se tivesse chegado da padaria!
26 de março de 2010, às 18:28
oi andrea! vou super experimentar o pãozinho congelado! brigada pela dica
26 de março de 2010, às 18:32
Nossa, Juliana… Que experiência maluca deve ter sido dançar no Yemen! A vida em San Francisco deve ser beeeem mais fácil. Um dia mudo praí! beijos
29 de março de 2010, às 12:34
gi, este está entre os melhores posts q vc já colocou no blog. bem bom.
29 de março de 2010, às 12:36
valeu, poc!