andei pensando nos shows (gringos) e no jeito como eles são recebidos no brasil – mais precisamente em são paulo, onde morei dos 0 aos 26 anos. aqui em nova york a oferta é muito grande, quase sempre tem algum show incrível, alguma banda que você ama tocando em algum lugar. e essa variedade acaba banalizando um pouco a agenda de shows para quem mora cidade. (é uma delícia para os turistas!!).
a vida cultural em sp é quase tão agitada quanto a de ny, mas quando uma banda estrangeira baixa por aí é a maior comoção. todo mundo corre para arrumar ingressos, todo mundo vai assistir, a noite do show é uma grande festa e a gente nunca mais se esquece do dia em que viu a banda/cantor(a) x em ação. já em ny, toda semana quando você abre a revista time out tem um show imperdível para assistir. e fica difícil ir a tudo – por questões de pique e dinheiro.
hoje li pela primeira vez sobre a possível ida da banda escocesa belle & sebastian ao brasil e senti uma tristezinha. não por não ir ao show – eles passarão por williamsburg em breve, no dia 30 de setembro –, mas porque um show do belle & sebastian em ny nunca seria tratado com tanto amor e carinho como no brasil. até porque, provavelmente, no mesmo mês teria um show do arcade fire, do bloc party, do animal collective…
pode parecer uma loucura essa nostalgia do raro, mas acho que, nesse caso, menos é mais…!

(música inédita by belle & sebastian – começa depois dos 40 segundos)



14 de julho de 2010, às 14:07
vai ter belle and sebastian com abertura do teenage fanclub aqui em ny dia 30 de setembro. e os ingressos já estão a venda. com certeza não vai ser a mesma coisa…
14 de julho de 2010, às 18:05
Grasi, acrescentei a info no post. E por coincidência dia 30 de setembro é meu aniversário…! beijos e brigada
14 de julho de 2010, às 19:15
Gi, tô contigo e não abro. Sempre digo que essa cidade deixa a gente mal-acostumado. É tanta opção que a gente não sabe o que escolher, e no fim, nada tem importância, tudo fica banal.
Lembro quando eu morava em SP e ir ao Tandoor comer comida indiana era todo um evento. Aqui, em qualquer esquina tem um indianozinho mais ou menos, mas não é nem de perto a mesma emoção.
(Mas pena que eu não vou estar aqui pra ver B&S…)
14 de julho de 2010, às 22:43
oi Andrea —
É bem isso mesmo… A gente dá menos valor pra esses programinhas que eram tão sagrados.
beijocas
Gi