Esse fim de ano me consumiu. Quando fui ver, já chegou a hora de ir pro aeroporto… vamos embarcar numa aventura com o Benjamim, um mês na Ásia. Depois de dias consultando amigas e blogs de mães viajantes, acho que estamos preparados para ir. Não paro de fazer check-list de coisas para levar nos vôos, confesso que sob a aparente calma, morro de medo e horror de o Benjamim sofrer com a viagem, fazer um escarcéu no avião e coisas do gênero. Mas enfim, vamos que vamos!
Além de pesquisar principalmente o como levar um filho pequeno para uma viagem tão longa me dediquei a minha atividade favorita pré-férias, que é escolher os livros para levar na viagem. Eu não consigo sair de casa com menos de 10, fico insegura, dá tremedeira só de pensar que eu posso ficar sem um livro pra ler. Mesmo em fins-de-semana, eu levo um monte, afinal, vai saber se eu estou com cabeça para ler um policial ou história em quadrinhos ou isso, ou aquilo? Como não consigo escolher na partida, acostumei a levar um monte.
Dessa vez eu fui pró, descolei um Kindle para levar, assim os livros não pesam na mala. A maior diversão da paróquia é escolher e baixar os livros na Amazon, apesar de que em muitos momentos não encontrei livros que eu queria. Mas descobri o project gutemberg e o site de domínio público do governo federal e carreguei o tal do Kindle com um monte de clássicos que estão à disposição gratuitamente na internet. Entre clássicos e novidades, estou levando a biografia do Keith Richards, uma outra bio do produtor do Grease, que dava as festas mais malucas dos anos 70 em Hollywood, Mark Twain, Charles Dickens, Machado de Assis, Dante, afem, dessa vez eu mato um monte de clássicos!

Mas não resisti e vamos levar mais dois livrinhos impressos mesmo: o novo do Thomas Pynchon – que é o meu escritor predileto, Vício Inerente e o livro lindo da Patti Smith, ídala mor e master, sobre a juventude dela ao lado do fotógrafo Robert Mapplethorpe, o Só Garotos. Ainda não comecei nenhum dos dois, mas afem, cada hora que eu olho para eles ao meu lado, já começo a salivar.
O livro do Thomas Pynchon, pelo que eu li sobre ele até agora, é uma homenagem aos detetives durões, os hard-boileds, aqueles inventados por Dashiell Hammet e Raymond Chandler, só que no estilo dele, ou seja, uma bela mistura de vinte mil coisas, assuntinhos, curiosidades, erudições sobre todo tipo de coisa desse mundo.

UPDATE: Comecei a escrever esse post antes de viajar. Agora, enquanto escrevo, é véspera de natal em Xangai, o frio está de matar e já passamos um dia maravilhoso em Istambul como escala para cá. A leitura, por enquanto ficou no avião, entre rezas de muçulmanos, chulés chineses e crianças russas. O Benja está manhosinho, ainda se recuperando do jetlag e dos mimos de ter pai e mãe 24 horas por dia à mão. Nós estamos nos acostumando ao frio, que hoje está de matar… tá na hora de ir comprar uma luva que a gente esqueceu de trazer! Não sei quando eu consigo fazer um novo post, vamos para um lugar em que o acesso à internet vai ser casca. Enfim, a todas minas e minos de ouro, bom natal e feliz ano novo!




24 de dezembro de 2010, às 15:55
enjoy every minute!
27 de dezembro de 2010, às 00:12
Ah belezura… e ainda por cima encerra o post com essa foto linda! Tudo de lindo e incrível pra vocês por aí. Muito pato laqueado e desenhos recortados em papel de seda. Falamos na volta, sem falta. Bjks
28 de dezembro de 2010, às 11:04
Cla, adorei as fotos sua e do Benja. fique nos atualizando sempre e aproveitem tudo. Beijos.
31 de dezembro de 2010, às 09:18
Eita, que foto bonita! Aproveitem muito queridos! Beijos.
5 de janeiro de 2011, às 10:39
fofo o benja! linda sua foto!feliz ano novo pra familia querida!
5 de janeiro de 2011, às 16:25
Cla, aproveite muito essa deliciosa viagem!
Estou com saudades.
(e que gracinha o Benja!)
beijos