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Gisela Gueiros
23 de janeiro de 2011, às 19:01

O ÚLTIMO LIVRO

por Gisela Gueiros

Os livros nunca vão morrer. Mas, agora, que leio num iPad (poderia ser Kindle ou qualquer outro gadget do tipo), olho para minhas prateleiras cheias de livros e fico pensando que meus filhos podem achar o objeto relativamente antigo. Como o telefone de disco para quem nasceu nos anos 80. Você chegou a usar, teve na sua casa, mas soa jurássico hoje em dia. Até pensei nos livros infantis. Será que vou ler historinhas pra eles, antes de dormir, no iPad? A vantagem é poder ler no escuro e a criança já ir acalmando.

A experiência tátil que os livros proporcionam é insubstituível. Mas no iPad você pode escolher a fonte do texto (demais isso, gente, fala sério!), o tamanho das letrinhas e até a cor da página – branca ou sépia (meio inútil essa ferramenta). Ao clicar em uma palavra você tem a opção de ver sua definição no dicionário, de sublinhá-la de amarelo (ou azul, verde, rosa…), pesquisá-la no Google ou ver onde mais ela aparece no livro.

Outra coisa legal é que dá pra fazer notas (que depois ganham um mini post-it a lado, com a data em que foram escritas). O máximo – organizado, bonitinho e prático. Bobear, em breve, até a escrita com lápis e caneta vai sumir, o que seria triste.

“O ÚLTIMO LIVRO” tem 2 comentários.

  1. Rafaela

    sempre que vou preencher um formulário sinto que, como não pratico, minha letra está cada dia pior… será?!

  2. gisela gueiros

    oi Rafaela, Tenho a mesma exata sensação…!


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Gisela Gueiros
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