Por Ceci Reichstul*

Myanamar é um país fascinante, fica entre Tailândia e Índia e é mais conhecido pelo seu nome antigo: Birmânia. Seu governo autoritário fez o país parar no tempo. Irônica e tristemente, essa é a razão do país ser tão especial e preservado, e é isso que o turista curioso busca: uma idéia de Ásia perdida no tempo e intocada.
Existe uma polêmica sobre ir ou não para Myanmar, inclusive nas primeiras páginas do Lonely Planet. O argumento para não ir é obviamente não apoiar o governo, uma forma de boicote. O argumento a favor é distribuir a renda para uma população tão pobre. Visitando o país ficou nítido que a única forma de combater esse sistema é abrindo suas portas para os turistas, que injetam dinheiro e idéias, assim como aprendem sobre a realidade do Myanmar e podem propagar isso pelo mundo.
A nossa viagem foi toda organizado pela Golden Guide Travels and Tours Co, uma empresa local, e eu recomendo de olhos fechados. É um país barato e dá para viagens de todos os bolsos.
Começamos por Yangon, a única cidade que recebe voos internacionais. A cidade é uma mistura de Havana com Belém, que lembra os tempos áureos abandonada pelo tempo e pela umidade. É gostoso zanzar pelas ruas do centro, se acostumando a ver homens vestidos de longji, uma saia que é enrolada na cintura, e crianças e mulheres com a cara pintada com uma pasta branca amarelada, que é protetor solar e também maquiagem. A atração principal da cidade é o Shwedagon Temple, um dos principais templos do país, destino de peregrinação nacional.

Depois fomos passar o reveillon em Ngapali, uma praia que tem uma infraestrutura boa e cara de Bahia dos anos 70, com carroças de boi carregando palha na praia e pescadores secando os peixes nas areias. Comemos lagosta, camarão e lula até cansar!


Seguimos para Inle Lake, uma região de pequenos vilarejos em volta de um imenso lago, com casas de palafita. Toda a locomoção é feita em barcos. Os de turistas são adaptados com almofadinhas e cobertor para o frio do fim do dia.

Cinco dias na semana tem um mercado que roda nesses vilarejos. É um programão, você vê de tudo! Eles vendem comida, remédios, bugigangas…

Outro passeio é visitar as casas dos artesãos que produzem tecido de fibra de lotus, papel maché, facas… um pouco turístico, mas lá não ofende nem incomoda.

Ficamos hospedados em um hotel incrível: Inle Princess Resort. É daqueles lugares de super bom gosto, sem excessos, tudo do bom e eles pensam em tudo que você possa precisar, mesmo que você ainda não saiba! Os mimos vão do xampú e creme em potinhos de cerâmica à bolsa de água quente na hora de dormir.
De lá fomos para Mandalay, uma antiga capital do país. (Por sinal, lá é um troca troca de capital danado! Desde a época das dinastias, que trocavam a sede a cada novo governo, espalhando lindos prédios e templos pelo país!). Visitamos um centro de estudos budistas impressionante. O Myanmar é um país em que o budismo é intrínsico à vida das cidades. É difícil sair dessa viagem sem pensar minimamente no budismo e na vida que a gente leva. É também em Mandalay que se produz as milhares de estátuas de buda que se espalham pelo país e as folhas de ouro que revestem os budas.

O melhor da viagem ficou reservado para o fim e com gostinho de quero mais: Bagan. É um daqueles lugares no mundo que todo mundo deveria conhecer antes de morrer. São mais de 2000 estupas e templos espalhados por uma planície. É um dos lugares mais impressionantes que eu já vi. O programa é o entra e sai dos templos, o por do sol do alto de um deles e deixar a vida rolar…


Quero muito voltar para Myanmar para conhecer o nordeste do país, fazer a viagem de barco que liga Mandalay a Bagan, enfim, tem muito mais a descobrir! Quem se aventurar não irá se arrepender!
Serviço:
Chang Yein
Managing Director
Golden Guide Travels and Tours Co., Ltd.
33 A 2 , 147th street, Ahyoegone Ward,Tamwe Township, Yangon.
Telphone no./ Fax No- 00 95 1 200 116
goldenguidetour@gmail.com
* Ceci Reichstul é arquiteta, mora na China e vive para comer e viajar.
No canal Participação Especial cada post é escrito por um convidado. Os assuntos são os mais variados – de ecologia a cinema, de comportamento a ciência, de arquitetura a fotografia. Se você quiser participar, mande um e-mail para minas@minasdeouro.com.br, e o seu post também poderá ser escolhido!



14 de março de 2011, às 22:53
Ceci que delicia saber um pouquinho da sua vida e das viagens! Adorei!!
Deu muita vontade de conhecer o pais!
Que fotos lindas! Vc que tirou?
Bom saber que vc esta bem!!
beijos Ma
15 de março de 2011, às 03:00
lindas as fotos ceci!
bjbj
15 de março de 2011, às 06:42
O lugar inspira lindas fotos, até para os menos dotados como eu
15 de março de 2011, às 09:02
que demais, ceci!
15 de março de 2011, às 11:51
Ceci,
Sua escrita nos faz “enxergar” os locais!
Parabéns!
beijos
16 de março de 2011, às 00:53
Ce, fiquei com mta saudades da minha viagem a Myanmar.
Pena que não nos encontramos. Quero conhecer a região nas mulheres tatuadas, sabe? Myanmar é um lugar incrível!
21 de março de 2011, às 18:23
Ceci
Muito legal sua materia e fotos sobre Mianmar. Relembrei com Selma quando estivemos
lá.Quem sabe poderemos voltar e fazer essa viagem de barco que voce citou.
Um beijo para voce e para o Kito
Caetano e Selma