Sim, é meio clichê dizer que Nova Iorque é uma cidade com baladas (não gosto do termo, mas ainda não encontrei um sinônimo melhor. Alguma sugestão?) para todo o tipo de gente. Mas em março pude comprovar a fama ao conhecer três lugares bem diferentes entre si. Cada um deles representa uma das várias Nova Iorques que convivem entre si, com seus personagens, seus sons e, claro, seus preços.
O primeiro foi o Boom Boom Room. Para entrar, apenas acompanhado de alguém com esquema. O bar fica na cobertura do The Standard Hotel, no High Line Park. O lugar tem uma das vistas mais incríveis que já vi. É possível ver o Hudson River, a estátua da Liberdade e o Empire State Building. Arrependi-me de não ir com a minha câmera fotográfica. O problema é que meus cliques poderiam ser mal vistos pelos frequentadores do lugar. O público é composto por playboys internacionais, modelos e alguns perdidos (eu). O ar é meio esnobe, mas a música é ótima. Toca-se pop e boa house music . A visita também vale pelo elevador com display de imagens psicodélicas. Prepare-se para beber pouco – uma cerveja custa 12 dólares.
Em compensação, conheci o Home Sweet Home, no Lower East side. O lugar é bem desencanado. Não há sequer placa indicativa na porta. A balada (sugestões?) fica dentro de um porão e tem uma decoração esquisita, com guaxinins, gatos do mato e outros bichos empalhados. Lugar ideal para quem gosta de rock, soul, funk e outros ritmos dançantes. Não dá para definir os frequentadores, que são bem variados. Mas dá pra beber razoavelmente. A cerveja mais barata sai por 6 dólares.
Agradeço a minha amiga Vanessa pelo último lugar interessante em que estive – o coletivo de artistas Bushwick Project for the Arts, localizado num galpão em Bushwick, no Brooklin. Os artistas resolveram aumentar a renda mensal e abriram sua casa/estúdio para apresentação de bandas, instalações e exibições de filmes. Um amigo classificou o público de über hipsters, mas a maioria é formado por artistas e convidados dos moradores. No dia anterior à minha visita, parte do terreno utilizado pelo coletivo havia sido interditada pela prefeitura de Michael Bloomberg por considerar a ocupação ilegal. Mas eles resistem. A cerveja custa só 3 dólares. Mas como nada é perfeito, vem meio quente.




7 de abril de 2011, às 17:14
Marcela, muito bom o post! morri de rir com o desconforto com o termo balada. Eu também não gosto. É muito brega falar boate?
7 de abril de 2011, às 17:20
Oi Tereza!
“Balada” é péssimo. Ainda vou achar um sinônimo.
7 de abril de 2011, às 17:41
Eu uso boate, mas ninguém gosta.
8 de abril de 2011, às 11:54
é né, ninguém gosta que fale boate. Tem o ponto o significado de balada é mais amplo, englobando festas foras de boates. difícil viu.