Que os anos 70 foram uma loucura todo mundo sabe. Mas muita gente não conhece um dos registros mais sensacionais dessa década delirante: o Som Imaginário.
O rock progressivo finíssimo do Som Imaginário é o resultado do encontro de uma turma da pesada: o maestro do Clube da Esquina Wagner Tiso, o pai do Rock Rural Zé Rodirx, o compositor Tavito e os grandes músicos Robertinho Silva, Luiz Alvez, Fredera, Nivaldo Ornelas, Toninho Horta, Paulinho Braga, Novelli, Jamil Joanese e Naná Vasconcelos já vestiram a camisa do Som Imaginário.
Essa gente talentosa se reuniu pela primeira vez no final dos ano 60 pra acompanhar Milton Nascimento. Estrearam, em 1970, ao lado de Milton no show “Milton Nascimento, ah, e o Som Imaginário” e no mesmo ano lançaram o incrível álbum “Som Imaginário”. A patota lançou ainda mais dois discos – “Som Imaginário”, de 1971, e “Matança do Porco”, de 1973 – e acompanhou nomes como Gal Costa, Marcos Valle, Odair José e MBP-4 em shows e gravações. Eles também podem ser ouvidos tocando com Milton no álbum histórico “Milagre dos Peixes Ao Vivo”, de 1974.
Vem comigo, vamos experimentar o Som Imaginário.
Pros newbies em Som Imaginário, recomendo começar por “Feira Moderna”, de Fernando Brant e Beto Guedes. O som de 1970 foi regravado muitas vezes e é o maior sucesso do Som Imaginário. Enjoy.
Para os iniciados, sugiro faixa anárquica “Cenouras”, de 1971. Pisicodelia pura. Essa é uma dos músicas preferidas do meu pai, o cara que me apresentou ao Som Imaginário e me ensinou que os anos 70 foram uma loucura.
Pra delírio da geral, segue a belsíssima Gal 70′s, gata demais, cantando Acauã no programa Ensaio de 1970 acompanhada do Som Imaginário.
E, pra terminar, deixo vocês com o hit doidão “Nepal”, de 1970. By the way: parto pro Nepal hoje. Volto dia 14. E tô torcendo pra tudo ser assim, do jeitinho que eles contam.



30 de maio de 2011, às 20:10
Clássico.
Se no Nepal tudo for muito caro não nos conte. Vamos continuar vivendo esse sonho.
31 de maio de 2011, às 09:36
De arrepiar, a Gal.
<3
31 de maio de 2011, às 15:16
Putz,
seu Niels me deixou o vinil “Matança do Porco” deles. Já ouvi bastante.
beijos!
B.
31 de maio de 2011, às 18:36
ber! vamos sentar um dia e curtir o baú de vinil do seu niels!
tomaz, living the dream. living la vida loca. mntd.
gi, né? uma lucura! eu também fico arrepiada, é foda demais!
5 de junho de 2011, às 00:40
Achei curioso que a marca do Som Imginário lembra muito a marca da Som Livre dos anos 70 também. Veja nas fotos abaixo. Essa devia ser uma tipografia que estava na moda…
http://2.bp.blogspot.com/_7uW2NSjRxOA/SttrHZtHVbI/AAAAAAAABQM/e9AwW1NCHeE/s1600-h/som+livre+rita+lee+blog+1.jpg
http://2.bp.blogspot.com/-cmHzNjrozpc/TdJfFr8vtDI/AAAAAAAAA68/uD93RmIWQ0s/s1600/sua+paz+mundial+-+vol+5+-+front500x500.jpg
7 de junho de 2011, às 01:32
tem razão renata! lembra muito mesmo!
será que era moda? que sacada, renata!