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Paty Moll Novaes
8 de julho de 2011, às 01:07

NOVO POINT: CERVEJARIA NACIONAL

por Paty Moll Novaes

Tenho sonhadoooo com o bolinho de arroz com queijo e a cerveja de trigo da Cervejaria Nacional, novo bar em Pinheiros de onde não tenho saído mais. Na verdade trata-se de um brewpub, ou seja, uma fábrica-bar que produz as cervejas lá mesmo, no subsolo, e as serve no primeiro andar, onde fica o bar, ou no segundo, no restaurante. A casa é, entre outros sócios, do meu primo Alexandre Cymes, irmão da Drica, minha amiga do Charme da Gula, que assim como ela também é chef de cozinha (ok, eu sou suspeita, mas é tudo verdade!) O mestre-cervejeiro chama-se Luis Fabiani, um engenheiro que aprendeu a fazer cerveja quando morou nos Estados Unidos e, na volta, trouxe uns equipamentos e começou a produzir sozinho por aqui. E deu super certo, as cervejas ficavam muito boas, uma tarefa nada fácil porque ainda não temos uma cultura cervejeira forte, nem bons equipamentos e matérias primas. Tenho alguns amigos que bem que tentam, mas a cerveja fica ruim, a casa cheira mal, etc, etc, rará!

São cinco tipos de chope artesanal e um sazonal que é feito em menor quantidade e tem que perguntar para o garçom qual é o da vez. Estou começando a aprender sobre isso aqui, mas vamos lá. As cervejas foram batizadas com nome de lendas brasileiras. A Sa’Si Stout é a tipo stout, aquela mais escura, ao mesmo tempo amarga e doce, e com o mais baixo teor alcoólico. A minha preferida é a Domina Weiss, em homenagem à Dama de Branco, que é a de trigo, levemente amarga e também fraca em teor alcoólico. Ela tem aroma de cravo e banana – de mulherzinha, eu sei! Depois vem a Y-îara Pilsen, que é a pisen que nós conhecemos, mas muitoooo mais gostosa, com mais personalidade. Tem boa presença do lúpulo (rá, to aprendendo), o que a deixa mais amarga. Aí na ordem de teor alcoólico tem a Kurupira Ale, ainda mais forte e amarga, do tipo brown ale, meio avermelhada, mas que também equilibra bem o doce e o amargo. E por último a Mula IPA, do tipo india pale ale, bem amarga, cítrica e frutada. Ela é bem alcoólica e me deixa sem cabeça já nos primeiros goles, rará! Lá tem ainda uns drinques com cerveja, como a michelada, que é a cerveja temperada como se fosse bloody mary, com limão, molho inglês, sal e tabasco, super popular no México e no Peru, incrííível, recomendo muito também!

Para comer, só “putaria”, como diria minha mãe. Bolinho de arroz com queijo, que eu até coloquei outro dia no “Ô lá em casa” te tando desejo que me dá as vezes de comê-lo, pastel de palmito, batata frita com molho de tomate picante, costelinha com molho de Kurupira, derretidinho de queijo com Mula, coxinhas de pato defumadas, carnes na brasa, e mais pratos como braseado de cordeiro com kurupira e o risoto de costelinha de porco desfiada com limão cravo e cebola frita! Cada vez que vou lá engordo uns 2 quilos, um periguinho, mas vale à pena! De sobremesa, tem sorvete de Y-îara ou de chocolate com calda quente de chocolate com Sa’Si, farofa e biscoito – por incrível que pareça! A Cervejaria fica na rua Pedroso de Moraes, 604, num improvável ponto entre a Cardeal e Teodoro! Bom dia para ir lá é na terça, que tem jazz sem cabeça em cima dos sacos de malte, programa delícia!

“NOVO POINT: CERVEJARIA NACIONAL” tem um comentário.

  1. marcela

    deu muita vontade!


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Paty Moll Novaes
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