Depois de quatro anos morando em Nova York me arrisco a dizer que poucos lugares na cidade são tão poderosos quanto a Frick Collection. A cada visita, fico mais encantada. Hoje li um pequeno texto que Jerry Saltz, da New York Magazine, escreveu e fiquei com (ainda mais) vontade de visitar a Frick Collection de novo neste verão. O parágrafo é em inglês, por isso fiz uma tradução (totalmente) livre. Abaixo a versão original e a traduzida. Me digam se não deu vontade de correr lá e passar uma tarde toda contemplando São Francisco?
Metro a metro, a Frick Collection possui mais obras primas do que qualquer museu nos arredores. Uma delas – que está entre as coisas mais belas nos Estados Unidos – acaba de ser tornada ainda mais bela, visível e de tirar o fôlego. O radiante “St. Francis in the Desert”, de Giovanni Bellini, foi removido de seu lugar (bem alto na parede) e instalado em um incrível cavalete de madeira posicionado na altura do nosso olhar. Mesmo quem já visitou a obra uma centena de vezes, prepare-se para ver coisas que você nunca viu antes: feridas úmidas, coelhinhos calmos, a luz mística refletindo em um córrego distante, um tamanco de madeira feito para um deus. Beleza além da linguagem, a eternidade à beira da revelação. Todos saudemos Frick. – Jerry Saltz



