O som da sexta, dessa vez, é puro amor latino. Caliente. E dramático.
Joaquín Sabina é espanhol, cantautor e tem uma voz rouca, cheia verdades. E de mentiras sinceras que muito me interessam. Lançou o primeiro álbum em 78 e, desde então, nunca parou de nos contar histórias.
Gigante na Argentina, famoso em boa parte da América Latina, Sabina chegou na minha vida pelo Fito Paez. Fã do Paez que sou, um dia descobri o álbum “Enemigos Íntimos”, uma parceria de Paez e Sabina. E foi amor. Se nos pasó la noche entre el whisky y la coca, e o amor, meu e de Sabina, seguiu cada vez mais forte.
Pra embalar essa sexta, escolhi “Y Nos Dieron Las Diez”, do sensacional álbum “Física y Química”, de 95. Esse som é especialíssimo por dois motivos muito nobres. Primeiro pela história que Sabina nos conta, uma pérola. Mas, principalmente, porque, ao nos contar essa história, Sabina canta um dos versos mais sensuais do mundo: “de repente, su dedo en mi espalda dibujo un corazón/y mi mano le correspondió debajo de tu falda”. Ui.
Vem, Sabina. Y dale alegría a mi corazón. Es lo único que te pido al menos hoy.


