Perder no bom sentido, aliás no melhor deles: no sentido de se perder num mundo de narrativas visuais absolutamente inspiradoras.

A primeira dica da minha agora permanente (eba!) coluna no minas, é a VRAG Magazine.
A VRAG é o resultado da parceria de um editor Londrino e um Russo e de uma equipe de colaboradores formada por designers, fotógrafos, artistas e stylists, em sua maioria russos.

Por isso, acho eu, ela tem um feeling diferente da maior parte das publicações de lifestyle européias, que tem aquela cara já um pouco conhecida, estilão ID, ou no outro extremo LATFH, que, não me entendam mal, eu gosto, mas são estilos que tem sido repetidos a exaustão por bloggers mundo afora ( de novo, repetidos pois são referência em seus estilos, mas ainda assim repetidos).

Agora, eu caí na Vrag meio por acaso, pesquisando imagens pra um moodboard e fiquei absolutamente encantada com a coerência estética da revista, que é composta só de imagens, divididas em Moda, arte, fotografia e lifestyle, além do blog – mas todas as áreas conversam muito, apesar de ficar claro porque cada coisa tem seu lugar ( o que por si só já demonstra os superpoderes dos editores).


Além disso, cada edição (a atual é a sexta) tem um tema, o que para mim, é a grande Graça e razão de ser de uma revista: você consegue contar uma história, de diversos pontos de vista, numa multiplicidade de olhares, que, se tudo correr bem ( e na VRAG em geral, corre), se complementam, criando uma unidade e deixando você com a mesma sensação que se tem depois de ler um bom livro.

O tema do mês é Community e os trabalhos dos artistas dão uma visão bem ampla do tema. Um dos meus shootings favoritos é o da Petra Collins, que tem uma vibe meio piscina comunitária/cidade do interior/fanatismo religioso.


Por enquanto, só tem online e é uma publicação total independente – o que eu acho mais legal ainda. Então corre lá e aproveita enquanto não custa um milhão de libras para assinar e você descobre que não entrega no Brasil!



7 de outubro de 2011, às 18:21
marina
adorei o post
bem vinda!
8 de outubro de 2011, às 09:32
massa, hein, marina? lembra um pouco o que a gente quis fazer na cachalote, só que não éramos mais russos nessa época
8 de outubro de 2011, às 18:14