Quem tem um filho só geralmente quer ter mais um – é raro um filho único calculado, planejado, pelo que vejo por aí. Mas quem tem dois tende a querer fechar a fábrica, ou fantasia sobre a possibilidade do terceiro. É esse o meu caso! Adoraria encomendar mais um bacurizinho, mas tenho noção do trabalho (e do gasto financeiro!) que dá.
Uma palavra inglesa que aprendi recentemente afetou muito minha decisão. Ela deixa claro o que acontece na família quando nasce o baby number 3. O termo é “outnumbered” – segundo tradução do Google, “excedido em número”. Em inglês trata-se de uma palavra bem objetiva, né?
Por que “outnumbered”? Porque depois do bebê número três sua família terá mais crianças do que adultos – um excesso de pequeninos. Isso significa uma família sem mãos suficientes para carregar todas as minipessoas. Já pensou?
Mesmo com filhos gêmeos, sempre há aquele momento de pânico em que eu seguro um e meu marido segura o outro. Mas com três, a equação não fecha! Confesso que continuo com vontade de engordar a família. Não sei se porque tenho dois irmãos ou se porque gosto de gente, mas o fato é que pra mim o ditado “um é pouco, dois é bom, três é demais”, não convence. Mas esse termo “outnumbered” caiu como um balde de água fria!
Vou continuar pensando aqui, junto com o maridão, claro. Porque apesar de “outnumbered”, acho que a família também fica muito mais divertida!




8 de fevereiro de 2012, às 15:50
gisela,
é a primeira vez que entro no seu blog, mas me arrepiei!!! vivo a mesma situação que você! e o mesmo conflito interno…
amei seu blog! já entrou pros favoritos, e eu ainda tenho um montão de posts mais antigos pra me deleitar!!
beijos e parabéns!!
8 de fevereiro de 2012, às 15:54
oi Luciana! Que alegria ler um comentário como o seu! um beijo e volte sempre. : )
8 de fevereiro de 2012, às 16:13
A primeira vez q ouvi este termo foi em A Bug´s Life, em 98, qdo o gafanhoto Hopper fala q as formigas “outnumber us a hundred to one”. Adoro léxico e fiquei pensando como não tinha um termo em português q expressasse este conceito com uma única palavra. Talvez eles sejam uma sociedade mais bélica… e meu namorado q tinha feito High School lá q sabia todo este léxico de guerra, literalmente, mas q se aplica à uma família com 3 crianças pequenas!
Penso q era bem mais fácil ter 3 crianças na nossa geração (dos 30) onde as exigências eram bem menores e havia menos fórmulas e cobranças para o esencial, q é saúde e felicidade. Nem medidas de segurança como car seat e booster, nem as janelas de oportunidade no desenvolvimento infantil q tanto estudaram pra melhor desenvolver os potenciais da crianças, mas q para os pais fica uma pressão enorme de ter q colocar em um monte de atividades pra aproveitar estas “janelas”. Ainda bem o o mundo é mais seguro e temos mais informação, mas diminuiu o número de crianças q a gente pode dar conta!
Filhos multiculturais tb demandam questões “humano filosóficas” extras. Todos os meus amigos ficam angustiados com esta coisa de qdo, se, e como introduzir, viver, passar anos no Brasil pra q os filhos saibam mais do q apenas o nome dos avós. E os filhos tem preferências, e qdo optam pela cultura de um dos pais, normalmente de onde nasceram, não deixa de ser uma pequena rejeição pro outro pai, mesmo q ele próprio não se veja mais como exclusivamente brasileiro e não pretenda voltar…
Bom, desculpe o divã!
Boa sorte!
8 de fevereiro de 2012, às 18:05
oi Dora! Pois é… Às vezes uma língua expressa melhor um conceito do que outras, né? E ter filhos com duas culturas também é mais difícil – e mais divertido!! um beijo e obrigada
9 de fevereiro de 2012, às 17:29
ta pensando mesmo??? sera que vem ai outro gueiros-piper?!! engravida!!!!
espera um pouco, deixa eu chegar ai em ny que eu te ajudo : )
9 de fevereiro de 2012, às 17:35
Oi Gi,
Vivo o mesmo dilema. O problema (ou solucao) eh que meu marido nao quer ouvir falar de terceiro. Ele eh da tese: 0 eh pouco, 1 eh bom, 2 eh demais. Hahaha.
Mas, eu continuo com a ideia na cabeca. A familia deve ficar mil vezes mais divertida. Cansei de ver todas essas familias igualzinhas, certinhas. Dois filhos ja dao o maior trabalho, entao, por que nao “embrace” a maternidade e se arriscar a mais um? Eh o que falo pro meu marido (com voz muito doce) “eh so mais unzinho, vc nem vai notar a diferenca”.
Bjs!
Dani
9 de fevereiro de 2012, às 18:33
oi Gi, é como vc disse, quando a gente tem dois, dá para dar conta mais fácil, são duas mãos, um fica no colo do pai outro da mãe, etc… mas como mãe de três, eu aconselho, vai fundo, é ótimo. O terceiro vem para bagunçar tudo. Acaba com a história de um ser queridinho da mamãe, outro do papai, a gente acorda em cinco na cama e acaba tomando algumas decisões importantes, como no nosso caso foi comprar um sitio e nunca mais passar fim de semana em SP com crianças que é um saco…
Hoje acho que legal é 4. O Dudu queria 6!, tiramos uma média e ficamos no 3 que hoje em dia é considerado família grande. bjs ao Fred e Otto.
9 de fevereiro de 2012, às 22:59
Dani, Adorei a tática da voz muito doce!! E também acho que a gente tem que “embrace” a bagunça. Mas nnao quero que o filho #3 seja um descaso. Quero ele/ela bem planejadinho
um beijão
9 de fevereiro de 2012, às 23:01
oi Rê! Só de imaginar a família toda na cama no domingão fico com mais vontade!! E de fato é preciso um retiro rural, porque cidade nenhuma dá conta de famílias grandes
Vamos marcar um café? Vou mandar seu beijo pro Otto e pro Frefré.