
Meu marido é galo, portanto, meio que naturalmente – afinal eu não gosto de futebol, o Benja acabou torcendo pro galo também. Para os que não compartilham da paixão nacional (futebol, não galo, essa é doença mineira mesmo) e não tem a menor idéia do que isso quer dizer, eles torcem para o Atlético Mineiro.
Quero deixar registrado que quando eu conheci o Rodrigo, ele dizia não ligar muito para futebol, até hoje não sei se ele me engambelou direitinho com essa história ou se ele esqueceu da paixão da juventude momentaneamente ou se ele decidiu ser folclórico mesmo e assim que descobrimos que o bebê na barriga era um menino, ele resolveu ir ao estádio, ir ao bar do parque da Água Branca (reduto dos torcedores do atlético aqui em São Paulo) com os outros exilados de Minas Gerais, enfim, o cara começou a se preparar para a chegada do herdeiro da melhor maneira que um homem pode fazer: reavivando sua paixão pelo futebol.
Benjamim nasceu e as caixas de sedex começaram a chegar com uma frequência avassaladora, TODAS com algum ítem atleticano dentro: babador, chupeta, travesseiro, pijama, sapatinho, macacão e tudo o mais que você pensar.
Nas noites de cólicas, na troca do turno do aviãozinho de braço (é, dá cãibra só de lembrar) passava de Al Green para uma versão instrumental de violões do hino do atlético mineiro (tentei achar isso aqui no youtube para por aqui, mas ainda não achei…), resultado: o Benja aprendeu a falar “galo” bem cedinho, um pouco depois de papai e mamãe (graças a deus!). Ele não bate a Irene, filha de pais doentes pelo atlético, que aprendeu a falar “galo forte vingador” logo de uma vez só, dando soquinhos no ar com a mãozinha de bebê pequenininha fechadinha em punho, uma belezinha.
O resto da família paulistana meio que estrebuchou: tio são paulino, tia-avó palmeirense, cada um tentando puxar a sardinha para o seu lado mas achando folclórico e exótico o gosto do pai do Benjamim por um time que, até onde eu sei, só teve seus dias de glória nos anos 70, foi parar na segunda divisão e só perde para o Santa Cruz de Recife no número de torcedores em estádio a cada nova temporada. Realmente, esse povo atleticano é bem fanático.
Ainda não sei direito o que vai acontecer no futuro. É bem provável que se o Atlético não der um up, ganhar um brasileirão, sei lá, que o Benja desencane do time do pai e numa primeira das muitas rebeldias dos filhos, resolva torcer para o Cruzeiro ou o Criciúma, até lá, vamos ouvindo as vinte milhões de versões do hino do Galo aqui em casa…



10 de fevereiro de 2012, às 15:30
Futebol: um dos poucos (senão o ÚNICO) assunto em que quem apita é o pai e não a mãe… acho justo.
Moça, tô procurando seu email mas não achei… queria te chamar pra participar lá do Minha Mãe que Disse (portal de maternidade que tô ajudando a tocar). Me manda seu contato, please? Pode ser pro mzanotto @ gmail.com
Valeu valeu!
(E parabéns, é seu aniversário, não é? Errei? Tô locona?)
Beijos!
10 de fevereiro de 2012, às 21:31
Oi Mari!
Já te escrevo!
bjs
14 de fevereiro de 2012, às 08:57
tem também a versão do Dui: galo fraco, perdedor!