Setembro foi um mês mega intenso de eventos artísticos. Eu fico meio esgotada com tanta coisa, com a pressão de ver tudo ( e então não vemos nada ), com as milhares de aberturas ( e vc vai encontrando as mesmas pessoas em loop e dá uma certa aflição) e com todas as atividades paralelas, encontros, palestras…até os caderninhos ficam perdidamente confusos….
Pois bem, eu já disse isso antes e tento aplicar na minha vida ( já que tudo isso que eu falei acima é pra mim vida e trabalho, sem fronteiras do que é um, e do que é outro )…enfim…não dá par ver tudo, não dá pra ler tudo, não dá pra absorver tudo. Isso dá stress…! aos poucos, quando você vai formando seu próprio repertório, você vai dando uns recortes do que, de fato, te interessa….ver uma mega exposição também é assim, hoje em dia eu vou nessas que tem centenas de trabalho e vejo 4. Depois volto, pesquiso, volto dou uma passeada, descubro coisas novas que me chamam atenção…A internet ajuda…O importante é não achar que você viu uma exposição no dia da abertura. Te garanto. Não viu.
Considerando isso vou falar de duas exposições que vi, mas não vi.Voltarei pra falar com calma delas.
As duas são de responsa master…São Paulo ( o Brasil ) está no circuito internacional das artes. Mesmo!
A primeira Em Nome dos Artistas ocupa o prédio inteiro da Bienal e trouxe parte da coleção de arte contemporânea america do Museu Astrup Fearnley, de Oslo.
Os nomes não podiam ser mais peso pesado, Jeff Koon, Damien Hirst…esse naipe. Eu fui na palestra do Jeff Koons ( post a parte ) e na abertura, mas ainda não fotografei…pretendo voltar outro dia, no fim do dia, no horário mais vazio possível, mas recomendo pela importância de ver obras dessa magnitute no Brasil. Caso muito raro. Sem juízo de valor. Tem que ver.
A outra é o Festival Videobrasil, festival que, apesar do nome, ampliou seu campo de atuação e não abrange mais só vídeo. A figura central é o super badalado Olafur Eliasson que tem trabalhos no Sesc Belenzinho, Sesc Pompéia e Pinacoteca ( poder hein? ), além das incríveis bicicletas espalhadas pela cidade ( já viu? ).
Eu só fui no Belenzinho portanto temos uns 6 posts a parte…ai gente não estou dando conta!!!!
Tem mais de cem trabalhos lá, selecionados via edital. Eu “prestei atenção” em 3 (rs viva a homeopatia)…A fragilíssima e emocionante instalação de “paninhos” do Adriano Costa, o comovente vídeo do sino, do mineiro Pablo Lobato e a performance atitude da Paula Garcia, que aconteceu só na abertura, mas que agora você pode ver os resquícios e o registro do trabalho.
Uma sala de imã onde ela durante HORAS ficou carregando entulho e vai “grudando” nas paredes. Tá pensando que ser artista é moleza? Esquece o glamour, viva a atitude!















































Produtora, curadora, curandeira. Sou super sonhadora e viajandona, do tipo que tropeça no ar. Mas procuro ter os pés firmes no chão. Sou gente que faz. E faço de tudo um pouco e vivo com a cabeça muito ocupada pelas questões filosóficas da vida. Estudo crítica de arte e curadoria as sete da matina e tenho sempre pelo menos três projetos rolando ao mesmo tempo.Por isso as vezes pareço meio tantan. Viciada em amigos, viagens, livros e em arte, exposições são meu passeio predileto.Vai dar pra perceber.