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Maria Montero

29 de janeiro de 2011, às 10:01

WHAT IS IMPORTANT IS THE STATE OF MIND…


por Maria Montero

A exposição “Back to Simplicity”, da artista Marina Abramović na Luciana Brito Galeria, estava programada para terminar hoje, mas foi prorrogada, e vai até o dia 12 de fevereiro.

A exposição está linda, obras históricas compartilhando o espaço com trabalhos novos.

Abramović é uma das percursoras da performance e tem uma produção muito extensa e bastante intensa no que se refere a experimentações com o corpo, seus  limites físicos, e a relação do artista com o público, que atingiu seu ponto máximo na exposição retrospectiva “The artist is present” que aconteceu no MOMA, em 2009. Nessa ocasião a artista passou 3 meses sentada, sem falar, comer ou beber e o público sentava a sua frente para encará-la. Olho no olho.

Eu tive o privilégio de ir na abertura no MOMA. Infelizmente não participei, mas só de olhar, eu cai num choro louco. A imagem era de uma força inexplicável.

Abramović penetrou seu olhar “dentro” de mais de 1500 pessoas. Já falamos sobre isso aqui no Minas, mas vale dar uma olhada de novo no site  marinaabramovicmademecry.

Depois dessa maratona transcedental, e de vivenciar a alma humana de uma perspectiva um tanto peculiar, ela sentiu necessidade de “Go back to nature”, go “Back to Simplicity”….Que entitula a mostra, e toda série de suas fotografias mais recentes.

É principalmente sobre isso que ela fala no vídeo feito especialmente para a exposição em São Paulo. Um percorrido narrado por ela e filmado pelo meu amigo André Sicuro, aquele, Abotoado Pela Manga e talentoso artista do Mídia Obsoleta e outras demências, que tem um olhar muito sensível e verdadeiro sobre as coisas (e as não coisas).

Eu fico comovida e inspirada com o poder e a energia que ela emana, ela, de fato, tem um lance meio (totalmente) místico, assiste o vídeo que fica bem claro (detalhe, ela está com 63 anos).

O meu trabalho preferido se chama “Rest Energy”.

Por que afinal…It is all about trust. Não?

And love, for sure.

PS: no site da Luciana Brito Galeria tem também a palestra dela na íntegra e traduzida.

Maria Montero

25 de janeiro de 2011, às 01:01

TÁ DE BOBEIRA NA TERÇA-FEIRA?


por Maria Montero

São Paulo está fazendo hoje 457 anos. Cidade moça, adolescente, criança talvez.

Dizem por aí, que o dia deve ser de calor e pancadas de chuva.

A cidade da garoa está transbordando.

É a mãe natureza conversando com a poesia concreta de suas esquinas.

Comemorarei esse caos. Sou uma garota paulistana!

É claro, tem a maior programação de aniversário rolando. O velho e bom Anhangabaú. Não é Copacabana, mas comporta eventos de toda ordem.

Eu fico por aqui mesmo nas minhas redondezas. A chuva aqui chove bonito. E a Zona Oeste vira um passeio, em dia de feriado.

E pram quem estiver em São Paulo, quiser curtir uma Z.O, o Paço da Artes amanhã tem uma programação bastante interessante. Fora que é muito bom dar um rolê na USP.

Tem a segunda edição do Zonas de Contato. Um artista é convidado, atua como curador e convida um jovem artista cujo trabalho encontre relação com o seu, estabelecendo essas múltiplas zonas de contato que a arte contemporânea permite.

Nessa, que abre amanhã as 15:00,  Analivia Cordeiro, umas das pioneira da vídeo-arte no Brasil e uma das  criadoras da computer-dance no mundo, convida João Penoni. O diálogo entre esses dois artistas é profundo e abrangente: o corpo e sua expressão sob o ângulo de diversas mídias – fotografia, vídeo, interatividade eletrônica e performance.

Também abre amanhã a exposição 748.600. A curadoria é de Renan Araujo e o projeto faz parte do programa Novos Curadores (uma iniciativa importante que oferece oportunidades para pessoas como nós, eu, no caso).

Nas palavras do curador; “748.600 evidencia as questões existentes na produção de artistas brasileiros na qual a prática econômica aparece como mote da construção objetual: subversão do capital, status adquirido, força de trabalho, reinterpretação da economia e formas de escoamento, criação de uma marca de produtos sem funções reais e a conquista de um território aliado à política, sempre de uma forma crítica e com o risco das contradições.”

O nome da exposição é uma (autoreflexão)  ao valor arrecadado de incentivo fiscal pelo projeto. Ler o texto me deixou curiosa para ver como ele vai transpor essa crítica para espaço museográfico, institucional. Sem dúvida tem um monte de bons artistas reunidos, são 14, entre eles  Cildo Meireles, o Coletivo Filé de Peixe, Marcelo Cidade e Rodrigo Matheus.

“A crise atual tem a ver com o excesso de poder do capital” , essa frase, do geógrafo David Harvey, introduz o texto de curadoria.

Não é uma frase que oferece grandes novidade. Se estivermos distraídos, ela pode cair no limbo do lugar comum. Porém, não há como negar que questões como: excesso, poder e capital devam estar, de fato, sempre em pauta.

Nessa entrevista, o pensador fala sobre os rumos do capital.

Maria Montero

11 de janeiro de 2011, às 16:01

ITUPORANGA


por Maria Montero

O Sesc Belenzinho reabriu em São Paulo.

Todo reformado ele conta com uma área de lazer bem ampla e uma área para exposições não tão generosa, mas enfim, sempre importante novos lugares.Esse mês está lá uma Exposição de Arte Póvera e uma instalação linda do artista paulistano Caio Reisewitz, que eu assino a curadoria.


Aproveitando que São Paulo está um sonho de tranquilidade, vale a pena o passeio para explorar novos “mundos”. O jeito mais fácil de chegar lá é de metrô. Pega a linha vermelha (eu peguei no Anhangabaú), desce na estação Belém e de lá dá tranquilo para ir a pé.

O Sesc oferece um restaurante bem honesto (fecha as 15:00) e o programa é legal para a família toda.

Abaixo o meu texto sobre o trabalho mas o bom é (sempre) ver as coisas ao vivo! Entra no site do Sesc para informações e serviço.

Ituporanga

A trajetória de um artista é construída por suas inúmeras escolhas. São decisões estéticas, conceituais, políticas, formais, que determinam uma produção artística coesa. No conjunto que forma uma obra, identificam-se símbolos e características específicas, que simultaneamente se alinhavam pela poética e se demonstram autônomos em sua singularidade.

Há momentos, porém, em que o acaso entra em ação cumprindo sua melhor função: a de oferecer algo de inesperado, não calculado. Na maravilha do imprevisto, o artista depara-se com novas possibilidades, e é assim convocado a desafiar seu próprio meio, tendo a chance de explorar territórios desconhecidos.

Foi dessa forma que se deu a concepção da instalação Ituporanga. Sem ideia preconcebida, em visita à área dedicada a exposições (onde se vê agora o filme-áudio), o artista depara-se com uma gigantesca parede de vidro fosco. Uma enorme abertura para a luz. Há outro vidro, por onde se caminha e se enxerga abaixo a piscina azul. Algo de vertiginoso nos atravessa.

Como poderia um artista que lida constantemente em suas fotografias com a noção de paisagem, com a percepção de escala, com a composição pictórica (extremamente cautelosa), ignorar tal arquitetura/oportunidade?

Não são essas as primeiras cachoeiras de Caio Reisewitz. Esse tema está presente em muitos de seus trabalhos anteriores; entretanto, suas belas cachoeiras impressas em papel fotográfico deram aqui lugar para outras duas: uma inventada pelo artista, vista em sua transparência, foi aplicada nos 78 pequenos quadrados que formam a monumental janela do SESC Belenzinho, produzindo um efeitoback-light e expandindo a imagem para um campo escultórico; outra, em pequena escala, é vista em um filme com áudio em que a imagem parece parada, mas o movimento é constante. Sim, Ituporanga é um experimento de ocupação espacial utilizando mídias nunca antes navegadas pelo artista.

Em meio a essas decisões, a história do local foi se revelando através da pesquisa realizada pelo artista, acrescentando mais uma camada de sentido. Essa região foi, um dia, habitada por índios, a tribo dos Guaianases. Por ser uma área conhecida pela altitude no passado, possuía vários afluentes, nascentes e cachoeiras, que desembocavam no rio, hoje conhecido como Tamanduateí. Há ainda no bairro uma rua com nome Juatindiba (no local onde se encontrava essa cachoeira) e outra, com nome quase poético de Rua Cachoeira.

Um fato curioso. Na escolha do nome do trabalho, elemento integrante e determinante de um trabalho de arte, a escala estava em jogo. Ora, por que não dividir então a dimensão das imagens micro e macro e alcançar assim um número que as representasse?

Mais uma vez, a despretensão abriu espaço para a poética. O resultado foi exato: um para mil. Foi preciso três ou quatro recálculos para acreditar naquele número tão maravilhosamente exato. Uma instalação um para mil.

Mas foi Mogli quem inspirou Reisewitz a inventar suas cachoeiras fictícias; um símbolo numérico seria demasiado cartesiano para descrever o universo do menino lobo.

Mesmo assim, ao contemplar as cachoeiras de Ituporanga, que significa, em tupi, bela cachoeira, uma literalmente desaguando na piscina, a outra na sua reclusão escura, algo nos apazigua os sentidos, remetendo a sensações sublimes como se estivéssemos, de fato, envoltos por esse repositório que o homem denominou Natureza.

Maria Montero

30 de dezembro de 2010, às 13:12

MONO-KULTUR


por Maria Montero

Caminhando apressada na Feira de Arte de Miami (Miami Basel Art Fair), as zilhares de “obras de arte” (devo colocar aspas?) penduradas nas paredes daquele espaço imenso, iam passando por mim, sem fôlego.
Inúmeras escalas, materiais, assuntos, escritos, estampados, esculpidos, ampliados.
De tudo: pseudo- pornográficos, aleatórios, delicados, de brilhantes cravejados.
De ouro, de crochê, em papel fosco, em papel brilhante, em alta, em baixa, em full hd, com som, sem som, espetaculares, singelas, belas, grotescas, históricas e, emocionantes de ver na vida real, no meu caso, o trabalho da artista Francesca Woodman (minha musa!).
E essa questão de como organizar a sensibilidade em meio aos excessos é um dos grandes lances da contemporaniedade, não?
Daí topei com uma parede com alguns desenhos do artista escocês David Shrigley.
Parei, olhei, gostei, fotografei. Ele tem um humor bem peculiar que me interessa bastante; humor meio negro, meio engraçado, meio dócil.

Daí fui pesquisar…e tudo fez sentido. Eu já conhecia o trabalho dele. Quem me apresentou foi uma amiga de Berlim, editora (junto com outras pessoas legais, interessantes e talentosas) da revista independente mono-kultur.

Quando visitei Berlim faz uns anos, ela me deu algumas edições- é daquelas coisas que eu guardo como se fosse tesouro.
Trata-se de uma publicação pequena. Em papel gostoso, com desenho gráfico clean, sofisticado e inteligente. Cada edição apresenta apenas uma entrevista. Uma única (muito boa essa idéia).
Sem fofocagem. Conversas honestas, tratadas com cuidado, delicadeza e bom tom.
A publicação é quadrimestral e tem entrevistas com gente tipo Nine Inch Nails, Tilda Swinton, François Ozon, Miranda July e mais um monte, ao todo são 25 edições.
A número 09 é a do artista David Shringley. Pronto. Tá feito o link.
Os dois sites, do David Shringley e da mono.kultur são MUITO bons, salva nos seu favoritos e volte sempre. Tem um mundinho (mundão) em cada um deles, entra lá.

Mas lembre-se: navegar é preciso, viver é mais preciso ainda.

Feliz ano novo.

Maria Montero

14 de dezembro de 2010, às 14:12

MINAS ( MULHERES DAS ARTES) DE OURO


por Maria Montero

A Bienal Internacional de Arte de São Paulo acabou no domingo passado.
Eu fui váaaaarias vezes mas tenho a sensação de não ter visto nada direito, ou de não ter sentido nada direito.
O que de fato mais me atravessou foi a sala da Nan Goldin. Nan Goldin é uma das minhas artistas musas. Ela fotografou a cena underground pós- punk nova yorquina nos anos 70 e 80 e produziu essa arrepiante série fotográfica chamada The Ballad of Sexual Dependency que mostra sua “família”  formada por drag queens, transexuais, artistas, amigos e amantes embalados por uma vida de sexo, drogas e rock and roll na veia, que resultou em muitas mortes com o aparecimento da aids. Sua câmera esteve sempre presente nos quartos e clubs escuros da subcultura gay, registrando mais de uma década dessa balada sexual, por vezes chocante, mas sempre muito real. Uma realidade marginal que ninguém olhava muito, e ela, de dentro, mostra tudo do jeito que é, sem maquiagem, sem efeitos, sem fetichização. A vida, nua e crua.
Vale pesquisar tudo sobre essa série, comprar o livro que tem um texto final que eu li e reli inúmeras vezes (só em inglês), quando ela descobre a luz depois de mais de uma década retratando o underground. Me emociona muito.
Penso muito sobre essas sociedades oprimidas e sem voz. Nan Goldin é inspiração total. Mina de ouro.

E se tiver de bobeira, passa lá na Paulista pra ver a intervenção TRAMAZUL da Regina Silveira no MASP.Tem um videozinho com ela falando do trabalho mas o lance é ir ver!

TRAMAZUL from André Sicuro on Vimeo.

E… não deixe de ver a exposição imperdível da Marina Abramovic na Luciana Brito Galeria. Se você não sabe direito quem é Marina Abramovic dá um google por que essa mulher tem MUITA história pra contar!
A exposicão é formada por alguns trabalhos novos e outros históricos. Ela é hoje uma das figuras mais conhecidas das artes (principalmente depois da retrospectiva no MOMA no ano passado, que as Minas falaram aqui e que vale também uma pesquisa por que a performance é bem forte).
Vai ter vídeo, podcast da palestra dela em São Paulo que eu vou disponibilizar tudo aqui, assim que estiver pronto (logo).
O nome da mostra é “Back to Simplicity”.É tudo que eu quero da vida.

Maria Montero

9 de novembro de 2010, às 15:11

MUITA CALMA NESSA HORA!


por Maria Montero

É complicado para mim, comentar qualquer trabalho ou visita a Bienal de São Paulo sem antes  expressar um pouco  do desconforto que sinto. Não se trata de uma crítica direta a essa mostra específica, que isso fique claro, mas sim do estranhamento que me causa perceber a dimensão da institucionalização das coisas, e nesse caso, da arte.

Na entrada, tendo a bolsa revistada, caminhando pela passagem detectora de metais, uma breve tristeza me toca. Que adentrar pouco poético, penso. Ah…esse mundo…

Comigo entraram juntos uns meninos, adolescentes paulistanos, habitantes do lado de fora da elite minoritária. Olhando para o segurança: “vai revistar a bolsa? Tá achando que nóis é traficante?” O Outro responde: “é nóis!”

O mundo que vivemos é de fato bastante absurdo, penso. E o Brasil, é de fato o pais das desigualdades e paradoxos.

Daí vêm a quantidade de obras, de pessoas, de grupos escolares e principalmente de ruídos. Muitos e misturados.

Fico me perguntando o que de fato se absorve depois de uma visita. O que se consegue apreender. Fico pensando se esse modelo de exposição tem algum poder transformador para o público…Se sim, qual seria?

Há bons trabalhos e boas obras. Um mostra bem montada. Sim, sim.

Mas se a arte é reflexo da história do homem, fica parecendo- ali naquele contexto- que o homem desses tempos, e , em conseqüência a arte, está engessado num sistema um tanto limitador no que se refere aos questionamentos filosóficos . Tudo correto, bem montado, bem organizado, com dinheiro (público). Tudo bem feito. Mas e daí?

São questões utópicas, claro, apenas divagações. Eu mesma vivo bem inserida nessa sistema complexo do mundo capitalista. Meus comentários são só uma busca própria por um lugar de respiro, de legitimidade poética. Respeito o trabalho sério e árduo que ali foi despendido. Mas fico toda perplexa.

Os urubus não deram conta. Meu raciocínio não encontra uma lógica de entendimento.

Agitações a parte recomendo (para quem mora em São Paulo) que visite várias vezes. Com calma.

Antes de entrar é legal dar uma volta no Parque, colocar o pé na grama,  tentar deixar a vida pra fora, vá sem pressa.

Depois de uma hora já se está meio tonto com o excesso de informação, portanto meu conselho é  se deixar agarrar naturalmente pelas obras que te mobilizam e conviver um tanto com elas, pensar, anotar. Aproveitar mesmo. Ir contra o ritmo frenético que a exposição impõe e encontrar uma maneira própria de ver, embalada pelos seus próprios interesses, vontades e prazeres.

Sem a ansiedade de ver tudo é possível sair de lá emocionado com alguns trabalhos específicos (individualmente há obras incríveis e de fato muito importantes).

Vou fazer posts separados. Um artsita de cada vez pra contar o que me comoveu.

Começo pela  série de fotos “ The Adventures of Gulle and Belinda and the Enigmatic Meaning of  their Dreams”  de Alessandra Sanguinetti.

site dela eu achei fraco, com ausência de textos. Mas fotos me seduziram.  Um incômodo estranho que vale a pena viver por alguns instantes.  Depois de ver as fotos (ao vivo de preferência), assista ao filme demente Pink Flamingo do John Waters, tem algo a ver.  Explicitação do lado estranho e obscuro dos homens. Que todo mundo esconde, mas a arte quando quer, mostra.

Ah! É permitido fotografar (tava na hora né?).

Maria Montero

6 de outubro de 2010, às 15:10

POR QUE ESTAVA SUMIDA…


por Maria Montero

O motivo do meu desaparescimento temporário ( aproveito para pedir desculpas ) se chama Abotoados Pela Manga.

Nas últimas três semanas vivi a experiência mais intensa da minha vida. Um buraco de Alice.

Ao invés de me extender, convido vocês a entrarem no nosso site dos Abotoados, clicar o link do podcast e ouvir o meu texto que foi musicado pelo sensacional Bruno Queiroz ( ouça no fone ou em boas caixas ), que explica tudo direitinho. Poético e épico…

O texto em breve vai virar filme do meu agora eterno parceiro mágico das lentes André Sicuro (aquele do Mídia Obsoleta lembram?), aguardem.

Estamos compilando toda a documentação gerada, e, pelo jeito será uma experiência para vida toda. Muito assunto ainda por vir. Enquanto isso no nosso grupo do facebook, tem fotos, textos, cartas emocionadas…

E…para não ficar monotemática (tá difícil viu! ), quem estiver em SP aproveite para visitar as muitas exposições que estão rolando. Eu fiquei Abotoada Master e agora estou em Brasília, então, não vi nada , mas as prioridades da minha lista são:

A exposição com curadoria do artista Rodrigo Matheus na Galeria Mendes Wood a do Beuys no Sesc Pinheiros (atenção ao projeto educativo cheio de coisa boa coordenado pela minha amiga Valquíria Prates) e a  do Laerte Ramos na Emma Thomas.

Se joguem nas artes.

Maria Montero

11 de setembro de 2010, às 12:09

ABOTOADOS PELA MANGA


por Maria Montero

Como eu já havia comentado vai rolar uma maratona das artes aqui em São Paulo, por causa abertura da Bienal.

Mas esse é um post muito especial!

É um post para divulgar o Abotoados Pela Manga. Um projeto que estou mergulhada há cerca de um ano, junto com o querido curador e artista Franz Manata. O resultado dessa aventura  terá início no 18 de setembro aqui em São Paulo. Anota na agenda.

Olha que eu já fiz muita coisa nessa vida mas esse é um projeto que além de afetivo, me transformou (isso por que ainda nem começou) como profissional e como ser humano e estou extremamente agradecida por ter sido abotoada.

Ainda vou falar muito sobre esse assunto, enquanto isso as informações estão no blog Abotoados pela Manga ou no evento criado no Facebook.

Começa dia 18 (próximo sábado) e todo mundo que estiver em São Paulo está super convidado. Um detalhe importante, nem estamos chamando o dia 18 de abertura. Estaremos abertos todos os dias e a programação de encontros, performances e debates será intensa. Pode chegar qualquer dia e qualquer hora.

Espero vocês lá!


Maria Montero

4 de setembro de 2010, às 21:09

COMEÇO, MEIO E FIM


por Maria Montero

Uma das grandes maluquices do Youtube é poder dar vida a um monte de gente que nem está mais aqui. Acho muito incrível assistir umas pessoas tipo Henry Miller, Deleuze ou Pasolini falando de coisas soltas.

Dá um Google que tem um mundo.

Vivo pesquisando entrevistas, principalmente de criadores que admiro (escritores, artistas, filósofos, cineastas etc).

Não serve para compreender nada, a obra  de arte raramente é redutível a palavras soltas (principalmente quando se trata de uma mídia como a televisão. E de uma relação entrevistador e entrevistado). Puro entretenimento.

Isso dito, reforço o meu fascínio  por essas imagens, pelo simples fato de dar vida ao criador ( frase de efeito ) e de me deleitar com certos dizeres. E também para relembrar que esse mundo é cheio de gente figura. Eu gosto de gente figura, sabe?

O Harmony Korine é um cineasta bem da minha geração. Em 1995 (com apenas 19 anos) ele escreveu o polêmico “Kids”, dirigido por Larry Clark, em 1997 dirigiu “Gummo”.

“Kids” eu vi bem jovem e foi super marcante. “Gummo” eu vi quando já morava em Londres num cineminha luxo lá em Hamstead Heath,  entendi ali o siginificado da palavra weird  (estranho ou que causa estranhamento).

Nunca mais vi nada dele. Simpatizo também pois ele é (ou foi?), casado com a Chloe Sevigny que é uma mina que eu curto desde sempre. Desde a época do “Kids” eu já achava ela linda e mouinto estilosa. E engraçada, tipo solta, espontânea.Hoje todo mundo conhece, ela é meio musa cult.

Mas voltando ao Harmony. Separei aqui 4 entrevistas dele em diferentes momentos da carreira. Infelizmente não tem legenda, mas mesmo quem não fala inglês vai entender tudo.

Ele é muito esquisitinho,  cheio de caras e bocas, além de não falar lé com crê. Adoro! E a cara dos entrevistadores?

Repare que o tempo passou e ele continuou… Harmony!! Um cara que conta as coisas com começo, meio e fim, mas não necessariamente nessa ordem. Não foi ele que inventou essa frase, foi James Joyce. E Harmony sabe disso muito bem. Divirtam-se.

Maria Montero

30 de agosto de 2010, às 20:08

SEM TÍTULO


por Maria Montero

Acho que era março quando a Aninha Strumpf me convidou para ser uma Mina. Na época escrevi um post gigante todo comovido me apresentando.O post ficou aqui quieto, armazenado até a hora certa. Que chegou!

O tempo passou e o momento não poderia ser mais propício para esse novo desafio/exercício.

Momento propício por vários motivos: São Paulo está agitada em vésperas de Bienal. Se recuperando daquela última do vazio, um tanto deprimente, esse ano ela vêm com nova gestão e com uma bela verba captada (dá pra ver acessando o site do Minc e dando uma busca em 29ª Bienal).

Mais que a Bienal em si, que só vai dar pra falar depois de ver, bom mesmo é que vão rolar mil coisas paralelas e uma circulação intensa de gentes das artes. Todo mundo mega pilhado com os acontecimentos culturais da cidade.

Eu mesma estou envolvida em 4 ou 5 coisas, sendo uma delas um projeto daqueles transformadores, que agitam tudo lá dentro e vou adorar contar tudo aqui (logo mais).

Outra coisa boa é que estou, no meio de tudo, também mergulhada na minha graduação na PUC (em Arte: História, Critica e Curadoria), fato que abriu uma nova porta mental dentro do cérebro e estou vibrando.

A aula de estética é do grande Peter Pál Pelbart, não vou conseguir descrever nem ele nem a força dessa aula agora. Guardo esse assunto para depois.

O fato é que está tudo reverberando em mim.

Seu último conselho foi que adotássemos nas nossas vidas a prática diária da escrita, além, claro, de sempre ler literatura.

Ando viciada nas leituras faz tempo, quase leio embaixo do chuveiro. E começo aqui, ao vivo e a cores no Minas de Ouro, meu compromisso com a escrita.

Um pouco aqui e um pouco acolá, que os meus projetos também precisam de mim. E as palavras vão ter que se multiplicar magicamente por que tem MUITO pensamento para organizar!

By the way, aquele post de apresentação passou da data de validade, mas no próximo post eu coloco os highlights!

Até breve.

PS: E para inaugurar a minha vida no mundo virtual (Sim! Essa é a primeira vez que escrevo num blog) apresento o SENSACIONAL vídeo do artista André Sicuro, que estará em São Paulo para o incrível projeto que vocês vão conhecer logo mais.

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