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Paty Moll Novaes

17 de maio de 2012, às 00:05

UM DIA EM MANAUS


por Paty Moll Novaes

Este ano eu realizei mais um daqueles sonhos de viagem, o de conhecer o estado do Amazonas! Fiz uma viagem de navio de cinco dias pelo Rio Negro e passamos o último dia em Manaus. Para entrar no clima, aprender e aproveitar ainda mais da cultura local, levei o livro Cinzas do Norte, do Milton Hatoum, que ainda não acabei de ler mas estou adorando e sentindo que começo a entender um pouco de como é a vida neste estado incrível.

Depois de 5 dias no navio sem poder fazer grandes escolhas de onde ir e o que fazer, assim que cheguei na capital, depois de ir ao Teatro Amazonas, visita obrigatória total, eu pude sentir o delicioso prazer de descobrir a cidade livremente e fazer o que eu tinha vontade. E a primeira coisa que fiz foi correr para o o Mercado Municipal Adolpho Lisboa, que fica ao lado do Porto Flutuante de Manaus. Era tudo o que eu queria conhecer!

No mercado eu encontrei muitos peixes amazônicos, camarão, pimentas, farinhas, tucupi, frutas, verduras e ervas típicas, artesanato e barracas de comida, principalmente de peixe frito. E você pode comer olhando para o canal, em um cenário sensacional. Comprei pimentas murici e murupi desta senhora japonesa e levei farinha uruani e tucupi na mala de mão que voltou bem pesada – levar farinha tem sempre este porém!

Depois atravessei a rua e fui ao Porto. Lá tinham todos os tipos e tamanhos de embarcações, das de pescador às enormes e navios. Quem estiver em Manaus e não tiver a oportunidade de fazer uma viagem mais longa de barco, recomendo fazer um passeio pequeno, lá tem várias opções.

Diferentemente de São Paulo, a cidade oferece ótima comida de rua. Na minha caminhada eu encontrei alguns vendedores de mingau e provei um de tapioca com banana da terra fenomenal! Também provei uma fruta chamada tucumã, bem interessante, de cor laranja e sabor neutro. Eles comem muito um sanduíche chamado X-caboquinho, de queijo coalho com lascas de tucumã no pão francês. É super hit da cidade!

Voltei para São Paulo bem feliz por ter conhecido mais um pouco da Amazônia, até então só tinha ido para Belém. Nós aqui em São Paulo temos o hábito de ir muito para o Nordeste, que é mais perto e barato. Mas acho que vale o investimento para poder conhecer e aprender como vive e a cultura tão diferente do maior estado brasileiro. Agora o próximo destino que quero muito conhecer é a Colômbia e espero poder dividir com vocês essa viagem em breve!

Paty Moll Novaes

26 de abril de 2012, às 22:04

UDON PARA OS DIAS MAIS FRIOZINHOS


por Paty Moll Novaes

Sabe aquela vontade louca de usar botas e cachecol assim que dá uma esfriadinha em São Paulo? Então, para mim, dias frios me produzem um desejo parecido e na mesma medida, o de comer udon, aquele caldo oriental delicioso à base de peixe, saquê e shoyu, que vem com um macarrão bem grosso e pode trazer vegetais,cogumelos e ovo, por exemplo, variando de receita para receita! Essa semana fui comer udon lá no Hideki, um dos meus restaurantes japoneses preferidos da cidade, que apesar de ser caro, tem alguns caldos com preços bem acessíveis, na média de R$ 35, que são muito bem servidos. E tava super bom! Nada mais reconfortante. Agora, melhor que isso, só o tempura udon. Imagine esse mesmo caldo, só que coberto com tempura!!!!!!!!!! Uma das melhores coisas do mundo! Mas o prato só é encontrado nos japas mais tradicionais ou em empórios orientais, na versão instantânea, perfeito para fazer em casa nos dias de preguiça!

Paty Moll Novaes

12 de abril de 2012, às 00:04

A BOA COMIDA VOLTA PARA A RUA


por Paty Moll Novaes

Na madrugada do sábado, dia 21 de abril, a partir das 23h30, vai rolar no pátio da Galeria Vermelho, em Higienópolis, o evento O Mercado. A proposta é incrível: reunir chefs que vão oferecer comida de rua, vinhos e drinques pelo lindo valor de R$ 5 a R$ 20. A ideia foi do chef boliviano Checho Gonzales (foto abaixo), que já passou por vários restaurantes e hoje se tornou um agitador gastronômico cultural. Checho tem uma cevicheria itinerante e organiza piqueniques em parques, para citar algumas de suas atividades. Henrique Fogaça, chef do Sal, restaurante que fica dentro da galeria, cedeu o espaço para o projeto, que inicialmente será realizado uma vez por mês.

Estarão lá chefs como Carlos Ribeiro, do Na Cozinha, que servirá esses apetitosos buracos quentes da foto, Lourdes Hernandez, da Casa dos Cariris, que preparará tostadas mexicanas, margaritas e micheladas, aquele coquetel de cerveja temperada maravilhoso, Deepali Bavascar, do Sabores da Índia, que vai oferecer samosas, que são pasteizinhos indianos vegetarianos, e Daniela Bravin, do Bravin, que fará uma seleção de vinhos e coquetéis, entre outros. A lista inteira de participantes está abaixo. A feira acontece até as 5h da manhã e ainda será possível visitar o acervo, assistir projeções visuais e dançar ao som de dj’s! “Pouco” sucesso, né? O endereço é Rua Minas Gerais, 352.

Alexandre Leggieri/Herbert Bierwagen – Cannoleria (cannoli)

Carlos Ribeiro – Na Cozinha Restaurante (buraco quente)

Checho Gonzales – Cebicheria Gonzales (anticuchos e cebiches)

Daniela Bravin – Bravin (vinhos e coquetéis)

Dagoberto Torres – Suri Ceviche Bar (arepas)

Deepali Bavascar – Sabores da Índia (samosas vegetarianas)

Henrique Fogaça – Sal (sanduíche de carne seca, queijo de cabra, tomate e rúcula)

Janaina Rueda – Bar da Dona Onça (arroz de puta rica)

Lourdes Hernandez – Casa dos Cariris (tostadas, margaritas e micheladas)

Marcos Carnero – Pão filosófico (pães)

Pipa/Kerstin – Comida de Papel (hambúrgueres)

Rene Aduan Jr. – Alma Rústica Gastronomia (defumados e hidromel)

Tibira – Caos (coquetéis)

Paty Moll Novaes

15 de março de 2012, às 21:03

EU AMO CACHORRO QUENTE


por Paty Moll Novaes

Você é mais hambúrguer ou cachorro-quente? Eu sou mais cachorro-quente!!! Acho que são minhas raízes alemãs, mas sendo uma das comidas de ruas mais encontradas na cidade, não posso achar que esse meu amor pelo hot dog vem apenas das minhas origens! É coisa nossa também!

Esses dias comi naquele dogão famoso que fica em frente à Livraria da Vila, na Fradique Coutinho. Pedi um prensado com salsicha, purê de batata – coisa que para nossa sorte só tem no Brasil – Catupiry, batata palha e queijo ralado. E Coca Cola! Tava muito bom, combinação perfeita da vida!!!! Mas não pedi o mais vendido, que leva molho de carne, uma espécie de roti, muito chique! Ainda vou lá provar este hit. Também não gosto com milho e ervilha, mas sou 100% vinagrete, amooooo!! Só que lá não tem.

Entre os cachorros-quentes de restaurante, o meu preferido é o chien chaud do Le Jazz, com salsicha frankfurt, queijo gruyere e mostarda de Dijon na baguete com gergelim, que vem acompanhado de batata frita, saladinha e um chucrute maravilhoso bemmm suave!

Agora, o melhor hot dog que já comi é o que a minha prima Drica, ex minas, prepara em festinhas em casa. Além do pão francês e da salsicha, ela faz 3 acompanhamentos fenomenais: um deles é um molho de tomate bem caseiro, o outro é uma compota de cebola caramelizada bem adocicada, e o último é um fondue de queijo, que ela chama carinhosamente de derretidinho de queijo. Para fazer ela derrete em fogo baixo queijo fundido (aquele que você compra pronto) com ementhal e um pouquinho de leite. E pronto! Com maionese e mostarda de Dijon fica um sonho!! E o mais legal é que este cachorro-quente é o maior sucesso para fazer em festas em casa, um prato único (ou seja, não precisa oferecer mais nada além de batatas chips), barato, fácil e todo mundo gosta! Pode testar!

Paty Moll Novaes

8 de março de 2012, às 00:03

O CLIMA DE INTERIOR DO EMPÓRIO SAGARANA


por Paty Moll Novaes

Ainda pensando na lista de lugares que quero conhecer, me lembrei de um bar que estava louca para ir, o Empório Sagarana! Totalmente fora do circuito, perto da rua Aurélia, o boteco fica numa esquininha delícia e fácil de estacionar. O ambiente é bem simples e lembra um armazém de cidade de interior! No cardápio estão cervejas e cachaças especiais. São quase 100 rótulos de cervejas que vão das nacionais às gringas e de vários estilos. E mais de 700 cachaças artesanais. O legal é que os garçons sabem explicar e recomendar muito bem. O único drinque servido na casa é feito com cajuína, limão e cachaça, incrívelll!

Para comer, o queijo Canastra reina nos petiscos! Provei um sanduíche fenomenal de panceta, queijo Canastra, rúcula e melado de cana no pão francês! Bem forte, mas super boa combinação! Também são hits os sanduichínhos no pão de queijo recheados de pernil ou de queijo Canastra e tomate. E o bolinho de mexidinho, preparado com arroz, legumes e o famoso queijo tombado! Toda essa mineirisse tem explicação, os donos são mineiros de Alfenas. Antes de ir embora, não deixe de espiar as prateleiras – o lado empório da história. Compotas, doces de leite, geleias, queijos, mel e cachaças estão à venda!

Paty Moll Novaes

29 de fevereiro de 2012, às 22:02

RESTAURANTES TO GO


por Paty Moll Novaes

Tô super feliz que hoje fui ver minha listinha de restaurantes que queria visitar no ano passado e eu consegui ir em vários deles!! Ton Hoi, Portal da Coreia, Galinhada do Dalva e Dito, um asiático fofo chamado Nama Baru, o Rinconcito Peruano, AK, Dui, Aska Lamen, Coffee Lab…. Agora tô pensando na minha lista deste ano. Então aí vai:

- Chi Fu

- Ban

- Hecho en Mexico

- Epice

- Mani

- Kinoshita

- Aya

- Sotero

Aceito sugestões!!!!!

Paty Moll Novaes

16 de fevereiro de 2012, às 10:02

Ô LÁ EM CASA


por Paty Moll Novaes

Facas coloridas da Neoflam! Eu quero todas!!!

Paty Moll Novaes

8 de fevereiro de 2012, às 23:02

NOVA DESCOBERTA: COZINHA COREANA


por Paty Moll Novaes

Experimentar uma comida que nunca provei na vida é um dos meus maiores prazeres. AMO sabores totalmente novos, fico ansiosa e até um pouco nervosa, rará! Quando viajo para lugares muito diferentes, quase sempre acontece isso. Na Índia e na Turquia, por exemplo, eu enlouqueci!! E fazia tempo que eu estava curiosa para ir em algum restaurante coreano em São Paulo, uma cozinha 100% desconhecida para explorar…! Aproveitei que minha amiga Marília Miragaia, da Folha Comida, fez uma super matéria sobre o assunto, liguei para ela e perguntei em qual das casas que ela visitou que eu deveria me iniciar. Ela me indicou o Portal da Coreia!

Aberto em 2009, na Liberdade, a casa fica na Rua da Glória quase na frente daquele chinês Rong He. Uma das particularidades é que eles fecham às 22h, como é de costume na Coreia. Então, ir cedo faz parte do programa! Na entrada fica um portal de madeira enorme – o portal da Coreia – ao lado de tambores coloridos lindos. O salão tem aquelas mesas com fogareiros acoplados, e o ambiente, bem clean, é decorado com alguns leques floridos e orquídeas. O cardápio é enorme e ilustrado com fotos, o que ajuda – um pouco – na decisão.

Logo que você se senta, são servidas umas entradinhas como tofu, broto de feijão, um omeletinho e kimchi, conserva de acelga muito apimentada. Quase tudo nessa culinária leva óleo de gergelim, adoro! Tudo fica uma delícia, inclusive um simples tofu ou moyashi. Para beber, pedimos soju, o shochu coreano, um destilado de cereais bem gostoso que vem numa garrafinha verde linda, da marca Chum-Churun, que me lembrou a Mary Poppins, rárá!

De prato principal pedimos um Bulgogi, o famoso churrasco que traz fatias de contra filé com um tempero agridoce à base de molho de soja, alho, óleo de gergelim e cebolinha. O garçom ascende o fogo e começa a colocar as fatias. A partir deste momento, você se torna responsável por virar a carne e controlar o fogo, um ritual bem divertido! E é super rápido. Quando a carne fica pronta, você pega uma folha de alface, coloca um pouco de arroz, o molho, pimenta (eles comem muita pimenta), faz uma trouxinha e come! É incrível!!

Os pratos são muito bem servidos, um dá para duas pessoas ou mais tranquilamente. E o preço é fantástico, esse custa apenas R$ 24! E o soju sai por apenas R$ 10!!!! Mais um lugar para a lista dos restaurantes baratos e maravilhosos! Só que vou ter que voltar porque tenho todo um cardápio ainda a conhecer! Não deu para pedir sobremesa porque já era tarde. Ah, na saída ficamos conversando com a Regina, a dona, muito simpática e sorridente! Pode ir lá, o endereço é Rua da Glória, 729, e o telefone é o 3271-0924. Eles não têm site, mas a página deles no face é esta aqui: http://www.facebook.com/portaldacoreia

Paty Moll Novaes

3 de fevereiro de 2012, às 17:02

DUAS RECEITINHAS FRESCAS PARA O FIM DE SEMANA


por Paty Moll Novaes

Atendendo a pedidos, duas receitinhas de verão bem fresquinhas para fazer no fim de semana! Uma é do Carlota e a outra do Suri, dois restaurantes que sou suspeitíssima para falar e que adoro!

Tartar de Salmão com marinada de cítricos do Carlota

Ingredientes:

500g de salmão limpo picado na faca

2 colheres de sopa de pepininho em conserva bem picado

1 colher de sopa de mini alcaparras

1 colher de sopa de ovas de arenque

Azeite extravirgem

Sal

Tabasco a gosto

Modo de preparo:

Misture bem todos os ingredientes, junte o sal e o tabasco aos poucos, provando sempre.

Para a marinada de cítricos:

1 xícara de água

1 xícara de açúcar

150mL de saquê mirim

1 pitada de sal

2 laranjas (só os gomos, sem nenhuma parte branca)

1 limão grande (só os gomos, sem nenhuma branca)

1 limão siciliano (só os gomos, sem nenhuma branca)

1 grapefruit (só os gomos, sem nenhuma parte branca)

Galhinhos de dill (só as folhinhas)

Modo de preparo:

Junte a água e o açúcar, leve ao fogo e ferva até reduzir à metade. Junte o sakê e 1 pitada de sal e ferva mais 5 minutos. Retire do fogo e reserve. Corte os suprêmes das frutas em 3 pedaços cada, junte-os à calda ainda morna e por último acrescente as folhinhas de dill, depois de frio.

Ceviche Macarena do Suri

Ingredientes:

70g de tilápia

30g de camarão pré-cozido

30g de polvo pré cozido

70ml de limão

40g de cebola roxa em gomos

3g de pimenta dedo de moça

5g de coentro

30g de manga

10 g de pepino

Modo de preparo:

Corte a tilápia em cubos grandes e coloque em uma pequena vasilha junto com o camarão e o polvo. Adicione sal, pimenta e o limão para que o cozimento seja uniforme. Acrescente a cebola, a manga cortada em cubinhos e o pepino em cubos. Finalize com o coentro.

Paty Moll Novaes

2 de fevereiro de 2012, às 00:02

PERNIL E CHOPE NO CENTRO


por Paty Moll Novaes

No feriado do aniversário de São Paulo, na última quarta-feira dia 25, fui ao show do Ney Matogrosso que rolou na Praça da República, às 20h. Estava uma noite deliciosa, quente, e as ruas estavam bem iluminadas. Mas a apresentação foi bem curta e ficamos com um gostinho de quero mais centro! Por unanimidade decidimos ir ao Bar do Estadão, um clássico da cidade que funciona desde o fim dos anos 60, pioneiro no atendimento 24h. Um sucesso total, barato e famoso pelo sanduíche de pernil maravilhoso, que muitos já devem conhecer. Mas lá é o tipo de lugar que dá vontade de voltar sempre, principalmente porque dá para ir a qualquer hora do dia, como por exemplo em pleno feriado, a noite, e no centro. O sanduíche de pernil tradicional leva a carne fatiada e depois salteada com cebola e pimentão, o que deixa a carne suculenta, servida no pão francês. Com  uma cerveja, comendo em pé no balcão, é melhor ainda! Se ainda tiver alguma fome, prove a coxa-creme, que nunca provei mas parece que é incrível, vintage!!

Saindo de lá resolvemos beber um chope e então fomos ao Amigo Leal, bar que fica ali bem perto, embaixo do Minhocão. Irmão mais novo do Bar Léo, este outro clássico do centro é contemporâneo do Estadão e também abriu suas portas no fim dos anos 60. Trata-se de uma choperia alemã bem pitoresca, tipo chalezinho, decorada com fotos, quadros, canecas e muitos outros detalhes. O chope é realmente muito bom, é Brahma, servido em uma caldereta especial, mais fina e alta que a tradicional. Para comer, são famosos o eisbein, joelho de porco com chucrute e batata, e o kassler, costeleta de porco também acompanhada de chucrute e batata. Mas tem ainda sanduíches,  pastéis, bolinhos de carne e bacalhau, frango à passarinho e outros itens da nossa petiscaria. Pena que já tínhamos comido!

Quando me levantei para ir tirar fotos aqui para o Minas, encontrei esse simpático cozinheiro na boqueta que sorriu para nós!!

Paty Moll Novaes

20 de dezembro de 2011, às 00:12

Ô LÁ EM CASA


por Paty Moll Novaes

Já faz tempo que queria falar aqui no Minas sobre as cerâmicas incríveis da Gisele Gandolfi, da Muriqui, um atelier que atende somente com hora marcada, em Perdizes. Na verdade, aqui em São Paulo fica o show-room. Seu atelier é em Ibiúna, em uma fazenda maravilhosa e toda sustentável! As peças são, segundo ela, “produzidas à partir de usos e costumes dos brasileiros, texturas regionais, formas naturais, influências culturais externas e insigts bem humorados”. A história da Gi é o máximo: ela trabalhava no mercado financeiro e foi em uma viagem pelo nordeste que se deu conta que não estava feliz. Aí percebeu que queria se dedicar às artes! Hoje ela fornece peças exclusivas para vários restaurantes da cidade, como o Brasil à Gosto e o Dui, e suas cerâmicas são sempre um super presente, inclusive de casamento. Quem quiser agradar algum gourmet nesse Natal, ainda dá tempo! Aí vão algumas sugestões de peças:

Abóbora

R$ 50, 40

Caldeirão

R$ 166,80

Azeiteiro Azeitona

R$ 46,80

Frigideirinha

Jogo com 4 unidades R$ 57,60

Abóbora

R$ 50,40

Paty Moll Novaes

8 de dezembro de 2011, às 12:12

Ô LÁ EM CASA!


por Paty Moll Novaes

Estou louca para provar esse tal miojo milagroso que fez a Nigella emagrecer! Sou louca por macarrão, estou de regime, e um sem calorias é sim um sonho de consumo! São 10 calorias por pacote, na verdade, ou seja: NADA!!! Trata-se, na verdade, de uma massa feita com um tubérculo chamado konjac, muito utilizado na gastronomia japonesa. E mesmo não sendo nada nutritivo, ele tem 97% de água e fibras que trazem saciedade e agem como uma “vassoura para o estômago”. Ou seja, é mais para matar aquela vontade de comer macarrão, e se combinado com carnes e vegetais, deve ficar uma delícia e, sim, nutritivo! Ontem mesmo fui procurar no Gaivota, um supermercado japonês incrível na rua Cunha Gago, em Pinheiros, e acreditem: estava esgotado (!!!!) Conversei com o dono e ele disse que chamar essa massa de miojo é uma ofensa e me alertou que o nome desta espécie de lamen aqui no Brasil é itokonyaku. Hoje volto de qualquer maneira para comprar o meu e depois conto a minha experiência!

Paty Moll Novaes

17 de novembro de 2011, às 09:11

GALINHA HYPE


por Paty Moll Novaes

Cumpri mais uma obrigação gourmet esse feriado! Fui finalmente provar a famosa galinhada do Dalva e Dito, servida todo sábado, da meia-noite às 3h, na segunda casa do chef Alex Atala. Desde que começou a ser oferecida, em fevereiro deste ano, foi e continua sendo um frisson! Isso graças ao esquema que é muito legal: você paga o preço hiper justo de R$ 39 e se serve do prato à vontade e diretamente na cozinha. A cozinha, aliás, é um capítulo à parte: incrível, toda em aço inox e mega moderna, cheia de equipamentos de última geração. Ótima oportunidade para conhecer o restaurante, que é lindíssimo, sentir o serviço – muito bom e com garçons super simpáticos – e provar a comida do maior chef do país de uma forma totalmente acessível. Que puta ideia!

Tudo começou dentro do D.O.M., onde todo sábado um cozinheiro é responsável por preparar o jantar para toda a equipe. Receita mais querida, a galinhada do subchef Geovane Carneiro fazia tanto sucesso que todos queriam experimentar. Até que o Alex resolveu oficializar e compartilhá-la com seus clientes, que agora podem ter o simples e singelo prazer de ir até a boqueta, pegar talheres e prato e se servirem lá mesmo desta maravilhosa refeição. Mas não espere peito de frango (fomos muito bem – ou mal acostumados?). Você vai se deparar com a galinha caipira inteira, com pé, pescoço, miúdos e outras partes, digamos, mais “rejeitadas”, cozida em fogo baixo durante cinco horas com vários temperos. Ela vem acompanhada de arroz branco, arroz com pequi, uma fruta típica do cerrado, de cor amarela e sabor bem forte – tem que provar, quiabo refogado, farofa e pirão. No Buffet tem também asinhas de frango e costelinhas de porco no estilo “TV de cachorro”, feita em uma máquina francesa muitoooo charmosa importada especialmente para o restaurante. Ah, e não deixe de provar a caipirinha de limão cravo, maracujá, hortelã e extrato de priprioca, outra das descobertas do chef e quase mais uma obrigação gastronômica! E depois, no andar de baixo, rola sempre uma música bem animada, com ritmos como forró e samba! Difícil é segurar a fome até a meia-noite, mas juro, garanto que compensa!

Paty Moll Novaes

9 de novembro de 2011, às 22:11

EXPLORANDO O EMBU


por Paty Moll Novaes


No último feriado fui almoçar em um restaurante delicioso chamado Empório São Pedro, que fica no Embu das Artes. O espaço é um misto de cozinha e antiquário e fica numa vilinha muito, muito fofa chamada Viela das Lavadeiras! E a comida é super boa! O cardápio é variado e tem principalmente receitas italianas e francesas. O mais legal é que demora só uns 20 minutos para chegar, é muito perto de São Paulo, e você se sente completamente no interior, sabe, com barraca de churros e crepe suíço, senhoras vendendo bala de coco e cheiro de pipoca doce? Ou seja, para mudar total de clima não é preciso ir tão longe…

As massas são feitas lá mesmo e viraram os maiores hits da casa. O cardápio é pequeno, tem umas quatro massas, um risoto, um peixe e algumas carnes. Nas entradas, além de petiscos como mini coxinhas e croquetes de mandioca com carne seca, me interessei pelo foie grelhado com abacaxi, mel de laranjeira e aceto balsâmico. Mas não comi, vai ficar para a próxima. Ficamos no couvert, com pãezinhos também caseiros, alho confit e manteiga aromatizada. Depois comi esse lindo prato da foto, um fettucine com molho de tomate fresco, berinjela assada (!!), creme de alho confit e ricota cremosa (!!), que recomendo bastante. Na primeira vez que fui, provei o nhoque de mandioca com rabada desfiada, tomate fresco e ervas do jardim, de sabor forte, tão bom quanto. De sobremesa, creme brûlée de chocolate amargo com laranja confit ou petit gateau de nutella são tentadores! Ou vá caminhar pelas ruas principais, entrar naquelas mil lojinhas de móveis, relembrar a adolescência nas barraquinhas hipongas e escolher uma das várias opções de doce que você vai encontrar por lá!

Paty Moll Novaes

2 de novembro de 2011, às 20:11

EMPANADITAS NO EL GUATON


por Paty Moll Novaes

Não sei como nunca escrevi no Minas sobre o querido El Guaton, restaurante familiar chileno delicioso e baratex que frequento muito e preciso recomendar aqui! No almoço a casa funciona com dois cardápios, o de comidas típicas e o de pratos do dia, com PFs de receitas bem caseiras brasileiras, como feijoada na quarta, por exemplo. Mas o menu do jantar e happy hour traz apenas as especialidades do país, sendo as empanadas os maiores hits. Tem de vários sabores, como carne, escarola e mariscos, e também as fritas, que são maravilhosas, como a de camarão com queijo e a de pizza. Mas para mim o melhor do cardápio é esse ceviche que vem com pan amassado, um pão chileno incrível feito lá mesmo, e manteiga. Nunca tinha pensado em comer ceviche com pão e manteiga, mas fica muito bom. E a porção é enorme, dá para dividir com mais uma ou duas pessoas. Para beber, cerveja de garrafa ou pisco sour!

Gosto de pedir também uma tortilla de ovos com batatas e queijo que vem acompanhada de uma ensalada a la chilena – de tomates sem pele, cebola e coentro! Entre os pratos típicos estão também as humitas, as pamonhas salgadas tão tradicionais por lá, o pastel de choclos, uma torta de milho com carne moída, cebola e peito de frango gratinada no forno (na América Latina é bem comum misturar carnes diferentes na mesma receita, como carne bovina e frango), e o mariscal, que traz mariscos, vôngoles, lulas e camarões marinados no limão com cebola e coentro. Tudo com essa base de cebola e coentro, que eu adoro!  E para fechar, recomendo a torta milhojas, um bolo de massa folhada com doce de leite, e os alfajores que são vendidos no caixa. E não deixe de reparar na decoração com artesanato, mapas e fotos do Chile. Bem simples e rico em cultura local. Mas quem rouba a cena mesmo no restaurante é o próprio Guaton, o dono, que é super simpático! Uma vez eu presenciei uma cena muito engraçada: passou na rua um ônibus cheio de crianças e ele correu para lá e ficou brincando com elas, que gritavam e riam sem parar. Uma figura!

O El Guaton fica na Artur de Azevedo, 906, bem perto da Francisco Leitão. E eles têm delivery! Dá para pedir empanaditas em casa!!!

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