armin diz que não usa os espelhos retrovisores do carro porque só confia nos seus olhos – ele dirige e vira a cabeça, quando precisa ver o que vem atrás dele. e ele dirige a 160 por hora porque esses alemães não sabem o que significa limite de velocidade.
acho lindo esse não-problema em encarar as coisas que te seguem (seja um motorista barbeiro ou alguma lembrança triste que insiste em ficar dando xauzinho). se bem que eu sou suspeita, acho lindo tudo o que armin faz.
eu quebrei todos os espelhinhos e tenho um torcicolo conceitual daqueles. e agora, que ando confusa ca vida, é que não olho para trás mesmo (morro de medo do que vou ver, assim como morro de medo que esse segundo de desatenção provoque mais uma acidente na minha já bagunçada vida).
assim foi que sumi: do minas, do vodca, do flickr e (confesso!) tentei também sumir da vida real como um todo. deletei metade da minha existência virtual porque ela não faz sentindo algum sem alguma existência física significativa. e sim, esse é um post de despedida. eu vou ser sempre uma mina de ouro, e vou continuar lendo as mina tudo e me inspirando por aqui, mas não vou mais ‘estar colaborando’… e confesso que nem eu sei por quê.
a minha amadaquerida gisela falou: “mas antes de sair conta a quais projetos você vai começar a se dedicar mais”. ah, gi, eu não tenho a menor ideia.
se eu pudesse escolher, diria: vou me dedicar a existir direito.
enquanto não aprendo como fazer isso, fico olhando para armin e fingindo que é o bastante.








as meninas fazem uma curadoria de ilustração e fotografia, sempre com temas. tem versão online e impressa e funciona por convocatória.













