sexta-feira passada, sem absolutamente nada melhor para fazer, fui assistir o globo repórter, que era sobre o chile.
fiquei deprimidíssima quando o repórter mostrou uma ilhazinha, repleta de leoas marinhas fofíssimas, que ficavam lá à espera da chegadas dos machos.
quando um macho finalmente chega, elas se engalfinham ao redor dele, disputando a atenção do possível-marido, se estapeando e passando por cima uma das outras, para conseguir, afinal, namorar um pouquinho.
vale dizer que o macho não escolhe só uma paceira por primavera: para cada leôo marinho, cerca de 12 namoradas.
e, quando ele finalmente escolheu uma, o acasalamento foi uma coisa horrível de se ver: aquele bolo de banha marinha, espragatando como uma panqueca a pobre leoazinha. e depois de ejacular, ele simplesmente vai embora atrás de outra leôa!
não pude deixar de pensar no tédio da vida amorosa das humanas: não é igualzinho a gente? ficamos à espera do macho perfeito na nossa vidinha sem graça, quando um candidato finalmente aparece a gente se estapeia, magoa as colhega, perde as amiga e a compostura…
tudo isso por um bofe poligâmico, suado e (com azar) acima do peso. que, depois de gozar, não vai nem se dar ao trabalho de dormir de conchinha
.