MINAS_BANNER33

participação especial

3 de junho de 2011, às 13:06

FAMILY STYLE


por participação especial

Por Simone Koh*

Se você vai casar e está pensando em que tipo de buffet colocar na sua festa, considere o novíssimo “family sytle”. Febre nos Estados Unidos, e aos poucos inserida em território tupiniquim, ele livra os convidados da constrangedora fila nos banquetes sem cair no formalismo do empratado.

Aqui a comida é servida em travessas dispostas nos centros das mesas, onde os próprios convidados se servem e vão passando de mão em mão enquanto conversam criando um clima familiar, íntimo e aconchegante. Aliás, essa história de deixar os casamentos mais íntimos e calorosos está com tudo: mesas comunitárias, mini weddings e décor com “cara de casa” nunca estiveram tão em alta!

O “Family Style” cai especialmente bem em casamentos despojados e menores, além de ajudar a economizar um tanto, já que não há necessidade de “centros de mesa” rebuscados!

Os buffets brasileiros ainda não entraram de cabeça nessa história, mas já apresentam opções de pães, saladas e pratos frios “compartilhados”. Um bom começo, não?

*Simone Koh é wedding planner, incentivadora de casamentos criativos, e escreve o blog www.wonderweds.com.br

participação especial

17 de maio de 2011, às 09:05

LAMBE-LAMBE


por participação especial

por Karla Faria Lima*

Turistas e nova iorquinos são bombardeados diariamente com anúncios em todas as partes. Se destacar entre as milhares de propagandas dentro do metrô é uma tarefa pra lá de difícil, mas os cartazes da Freelancers Union – a união dos freelancers daqui – conseguem! De tempos em tempos, eles aparecem com imagens novas nos metrôs da cidade, geralmente com cores fortes e traços sem muita lógica. Meio malucos, ou mais certinhos, como a leva que está no ar agora, promovendo o seguro saúde que eles oferecem. Não tem como passar despercebido. A minha atenção, pelo menos, eles já tem garantida! E a curiosidade também – já estou sempre imaginando como será o próximo…


* Karla é designer, nasceu no Rio, mora no Queens e faz batuques nas horas vagas.

participação especial

4 de maio de 2011, às 17:05

TUDO AZUL


por participação especial

por Ana Maria Junqueira*

“Eu não quero ser como todo mundo. Eu quero ver um novo mundo”, disse Marc Chagall. Quem conhece as obras do artista, entende que, de fato, o mundo de Chagall era bem diferente. Tipo um sonho… E este é o tema da exposição que estava em Roma e agora está rolando em Verona, na Itália, “Il Mondo Sotto Sopra”, o mundo de cabeça pra baixo. A mostra vai até o dia 10 de julho, na Galleria D’Arte Moderna Palazzo Forti.

Cavallo blu nel cielo, 1946

Onde encontrar:
Marc Chagall – “Il Mondo Sotto Sopra”
Galleria d’Arte Moderna Palazzo Forti
Volto Due Mori, 4 (Corso Sant’Anastasia), Verona
Fechada às segundas
www.palazzoforti.it

* Ana Maria Junqueira é uma advogada paulistana que atualmente vive em Roma e escreve o blog …magari blu…

participação especial

29 de abril de 2011, às 10:04

THE NATURE POWER X TECHNOLOGY


por participação especial

Felipe Morozini*

Acordo numa manhã ensolarada e parto a descobrir todas as novidades da Semana de Design de Milão.
Logo fica claro para mim duas correntes fortes.
A do plastico injetado e a da reutilização de matérias primas vindas diretamente da natureza.
Enquanto todos tentam reproduzir classicos do mobiliario em plastico ou acrílico, existe muita gente séria tentando reduzir no mínimo o impacto ambiental.
O que se vê são troncos de madeira folhados com lâminas de aço na frente de uma Luis XV dura e resistente, rosa choque. Outro tronco que virou banco ou gravetos para se construir uma luminária, simples e eficiente como o design deve ser.
A questão é a convivência de todos ao mesmo tempo.
Além dos gostos ou crenças ecológicas, a realidade é essa. O poder da natureza e o poder do homem de transformar tudo.
Os holandeses saem na frente na questão da relação com a natureza. Menos é mais e o simples é lindo.
Euroluce: Duas tendências ( apesar de não gostar do nome ) são o uso do OLED ( pequenos circuitos da finura de uma folha de papel) e o conceito de que uma luminária deve iluminar um objeto e esse sim iluminar o ambiente. O reflexo e os sonhos são estimulados em experências visuais dignas do futuro, embora eu acredite que o futuro é agora.
Cada vez mais os lustres opulentos somem e os pequenos detalhes são estimulados. Luz deve criar clima, oferecer sensações.

* Felipe Morozini: Formado em direito, o fotógrafo transita entre desenvolvimento de objetos de design, cenografias e bordados. Suas fotos e objetos são vendidos em 4 países. Foi coordenador criativo do Instituto Europeu de Design. Dá palestras pelo Brasil sobre urbanismo, processo criativo e intervenção urbana. Possui coluna mensal sobre decoração sustentavel, pintou flores gigantes no minhocão que ganhou prêmio em NY… É representado pela ZIPPER Galeria, em São Paulo. Consultor de desenvolvimento de novos produtos da MICASA. Desenvolve projetos junto a marcas, envolvendo criatividade.

http://www.flickr.com/photos/morozini

No canal Participação Especial cada post é escrito por um convidado. Os assuntos são os mais variados – de ecologia a cinema, de comportamento a ciência, de arquitetura a fotografia. Se você quiser participar, mande um e-mail para minas@minasdeouro.com.br, e o seu post também poderá ser escolhido!

participação especial

28 de abril de 2011, às 00:04

GET UP OFFA THAT THING


por participação especial

Manoela Miklos*

Essa é pra você que, como eu, não perde uma boa oportunidade de hit the dance floor. Na rua, na chuva, na fazenda ou numa casinha de sapê, eu tô sempre pronta pro baile. Você também? Então vem comigo, vamos embarcar no Soul Train.

Primeira parada: Estados Unidos, anos 70. Em 1971 estreou na TV norte-americana o espetacular Soul Train, programa que ficou mais de 30 anos no ar levando pras telinhas o melhor da soul music, do funk, do rhythm & blues. James Brown, Sly & the Family Stone, Jacksons 5 e companhia fizeram gerações dançarem na frente da TV. Todo tapete virava pista. Aperta o play. Vem balançar com Ike e Tina Turner. Soul Train, nice and rough:

Se você quiser ouvir mais, saber mais, dançar mais, pode começar fuçando as dicas do site da NPR. Essa é a lição 1, introdução ao Soul Train. A lição 2 é passar pro seu Ipod Mr. Big Stuff cantado pela Jean Knight; Heard it Through the Grapevine na voz do gênio Marvin Gaye; In the Midnight Hour de Wilson Pickett; Heatwave com Martha & The Vandellas; Everybody Needs Somebody To Love de Solomon Burke e qualquer coisa dos Temptations. Soul Train é isso. Som da pesada. Quem não gosta de Soul Train bom sujeito não é, ou é ruim da cabeça ou é doente dos pés.

Next stop: NYC. Lá eu conheci Mr. Jonathan Toubin, DJ expert na arte de botar toda gente pra dançar ao som do melhor rock’n soul. Soul Train style. Toubin pilota faz alguns anos a New York Night Train’s Soul Clap and Dance-Off, uma das festas mais quentes da cidade. All night dancing ao som do funk e da soul music mais dançante. Mas a cereja do bolo é o tradicional concurso de dança: os mais animados, com números colados nas costas, competem ao som de Aretha Franklyn, Wilson Pickett e Curtis Mayfield. Os bravos competidores são avaliado por um painel de juízes descolados que já contou com a presença de hipster heros como Andrew Van Wyngarden, do MGMT, e Nick Zinner, do Yeah Yeah Yeahs. O vencedor ganha $100, free drinks e vira rei das pistas por uma noite.

Toubin e a New York Night Train’s Soul Clap and Dance-Off são viajados. Vira e mexe saem em turnê pelos Estados Unidos. Mas sempre voltam pra casa, pra fazer o Brooklyn balançar o esqueleto. Se você vai passar pelos States, pode conferir as datas das próximas festas aqui e ir ensaiando os seus melhores moves. E se o seu lance não é bailar, você pode, ao menos, curtir o fato de estar numa festa onde os meninos e meninas estão nomeados. Prático, fast food, peça pelo número.

Last stop, Terminal Barra Funda: SP. A sweetheart Ana Wainer é jornalista, produtora e sabe o que é bom. O queridíssimo Sergio Sayeg é músico, guitarrista incendiário da incrível banda Garotas Suecas e esconde atrás daquele jeito de bom moço um stray cat nova-iorquino. Fãs do balanço, passageiros do Soul Train e regulars da New York Night Train’s Soul Clap and Dance-Off, os dois comandam a It’s Soul Time!, a grande novidade da noite paulistana. Pra ver e ser visto. Discotecagem soul, competição de dança, juri descolado, meninos e meninas numerados. Pacote Soul Train completo todo mês no Clube Berlin, na Barra Funda. Imperdível.

Eu mesma já me aventurei na pista da It’s Soul Time! mais de uma vez. Na última edição, fui eliminada do concurso na semifinal, perdi pro rapaz número 23. Mas mês que vem vou dar a volta por cima. Já tô engraxando meus dancing shoes.
E, pra terminar a nossa viagem dançante, deixo vocês com o video abaixo. A música é o clássico Dancing in the Street, gravado por Martha and the Vandellas em 64. Hino soul, virou hino do civil rights movement norte-americano. Aqui o hit é cantado por Mick Jagger e David Bowie (ô lá em casa, né minas?). É o encontro explosivo do Soul Train com o poderoso swing sexy-inglês-rocker-glam-magrelo. Dancing in the Street é meu convite: vem dançar, babe! It’s Soul Time! Ou, como diria o mestre James Brown, the godfather of soul: get on up and then shake your money maker!

* Manoela Miklos: Criada on the road, é punk por parte de pai, hippie por parte de mãe e careta autodidata. É Doutoranda em Relações Internacionais, queria ser a Joni Mitchell em 1970 e é súdita do Rei Roberto Carlos.

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18 de abril de 2011, às 21:04

BILL @ INDIESCREEN


por participação especial

Marina Mello*

Enquanto São Paulo fecha salas de cinema, Nova York abre mais uma – a Indiescreen – localizada no bairro de Williamsburg, Brooklyn. Mas essa é a mais especial de todas! Primeiro, pois trabalho lá e sei o quanto os donos são dedicados para que os expectadores aproveitem o filme. Ou seja, não tem 30 minutos de trailer, pipoca cheia de manteiga ou fila para comprar ingressos; você pode comprar online ou ligar na sala 30 minutos antes e reservar. Afinal ir ao cinema é quase um mantra, uma prece!

Segundo, porque a ideia da sala é bem bacana e fashion! No mesmo espaço será inaugurado em breve um restaurante, comandado por uma chef italiana bem New Yorker e que o menu parece ser uma delicia! Estou curiosa para ver como ficará essa mistura cinema/restaurante, mas sei que com o estilo dos donos, será muito bem feita.

O terceiro motivo são os filmes em cartaz e sua rotatividade. A cada semana são três novos filmes, quase todos imperdíveis. Essa semana a Indiescreen está com uma programação pra lá de especial, vai rolar uma noite célebre nesta quinta-feira, dia 21 de abril, com a exibição do documentário do Bill Cunningham (sabe, o fotografo de street style do NY Times que quase todas as Minas amam e já falaram sobre? Até no Participação Especial o Bill já apareceu, nesse engraçadíssimo post da Manô Miklos) seguido de um Q&A com o diretor do filme, Richard Press. Ótimo programa pra quem estiver em New York.

*Marina Mello – uma filmmaker em NYC.

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2 de abril de 2011, às 12:04

I’LL BE YOUR MIRROR


por participação especial

Manoela Miklos *

Bill Cunningham fotografa moda, mas se jogasse bola, seria o Pelé. Se fosse sambista, seria o Noel; se fosse uma banda de Nova York, seria o Velvet Underground; se fosse um poeta curitibano bigodudo, seria o Leminski. Bill é um gênio e o Minas de Ouro já declarou seu amor por ele algumas vezes. Se você procurar saber mais sobre ele, o Google provavelmente te contará que ele é fotógrafo do New York Times, pioneiro da street fashion photography. E é tudo verdade. Bill registrou em sua coluna no Times quase meio século do vai e vem de Nova York: desfiles espontâneos na passarela de asfalto das calçadas novaiorquinas e o estilo único dos rendez-vous da cidade. Mas não se engane. Bill não é um fotógrafo de moda. Bill é muito mais.

Bill é um jornalista. Suas fotos são mais do que fotos de moda. São crônicas. Mas Bill é mais.

Bill é um filósofo. Um Thoreau contemporâneo. Militante da simplicidade e da independência, o autor americano Henry David Thoreau dizia que “a man is rich in proportion to the number of things he can afford to let alone”. De acordo com o índice-Thoreau de prosperidade, Bill é riquíssimo: divide seu espaço apenas com sua obra e escolheu prescindir de todas as outras coisas da vida. Dinheiro e amor, por exemplo, são coisas das quais Bill abdicou. A cada clique, enfim, Bill diz sim pra Thoreau: “as you simplify your life, the laws of the universe will be simpler; solitude will not be solitude, poverty will not be poverty, nor weakness weakness. Mas Bill é mais.

Bill é um cowboy. Sai todo dia, montado em sua bicicleta e munido de sua câmera, pra uma nova aventura, pra enfrentar mais uma vez o bang-bang fashion das ruas de Nova York. Solitário, mas livre, Bill é um cowboy, um sartorialist cowboy. The good, the bad and the stylish. E de repente não parece coincidência o fato do verbo to shoot significar ao mesmo tempo “fotografar” e “atirar”. Mas Bill é bem mais.

Bill é um historiador. Sua coluna no Times pode parecer, eu sei, uma coluna de street fashion. Mas não é. Bill fotografa o tempo. Parece uma saia, um chapéu, mas é a espiral hegeliana da história.

O documentário dirigido por Richard Press, Bill Cunningham New York, que a minha nova pessoa favorita Aninha me recomendou, faz jus ao seu protagonista. Parece um documentário. Mas não é. É mais. É uma antologia, uma tese, um western e um romance histórico. É um retrato delicado de um retratista do zeightgeist, do espírito de seu tempo.

Se o filme estiver em cartaz na sua cidade, não perca. Vista sua melhor roupa e vá ao cinema.

* Manoela Miklos: Criada on the road, é punk por parte de pai, hippie por parte de mãe e careta autodidata. É Doutoranda em Relações Internacionais, queria ser a Joni Mitchell em 1970 e é súdita do Rei Roberto Carlos.

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29 de março de 2011, às 11:03

ROMA ELETRÔNICA


por participação especial

por Ana Maria Junqueira*

Roma será palco de um festival de música eletrônica organizado pela Academia da França em Roma na Villa Medici.

O line up tem como principais atrações os franceses do trio dOP e o Dj Breakbot e acontecerá em pleno lindo jardim da Villa Medici, na Piazza Trinità dei Monti, no alto da Piazza di Spagna.

Imperdível!


Breakbot – “Baby I’m Yours” (feat. Irfane)

Line-up:
Sexta feira, 15 de abril de 2011
dOP (FR – Circus Company) – Live
Freddy McQuinn (UK – Marathon Men) – Dj set
Bothus Podas (IT – Black Moka Records) – Live
Massimo Voci (IT – Paris Rockin’) – Dj set

Line-up:
Sexta feira, 13 de maio de 2011
Breakbot (FR – Ed Banger) – Dj set
Cobram Deejays (IT – Nu Factory) – Dj set
Massimo Voci (IT – Paris Rockin’) – Dj set

A partir das 21:00

Preço: 20 €

Onde encontrar:

Académie de France à Rome – Villa Medici
Viale Trinità dei Monti, 1 -Roma
Tel: +39 0667611

* Ana Maria Junqueira é uma advogada paulistana que atualmente vive em Roma e escreve o blog …magari blu…

participação especial

22 de março de 2011, às 15:03

AS FOTOS DE LAGERFELD


por participação especial

por Ana Maria Junqueira*

E quem disse que Roma é só antiga? Está rolando no lindo prédio renascentista do Chiostro del Bramante, no coração de Roma, a mostra de fotografias de autoria de Karl Lagerfeld.

A exposição “Work in progress”, ou como chamada na Itália, “Percorso di lavoro”, veio da Maison Européenne de la Photographie de Paris e vai até o dia 10 de abril. Quem estiver pela cidade nessa época não pode perder. Além de tudo, o prédio do Chiostro del Bramante em si é lindíssimo e tem um café muito gostoso.

A vernissage é incrível e, para quem não conhecia esse lado do estilista, surpreendente. As fotos trazem campanhas publicitárias da Chanel e da Fendi, e ainda trabalhos pessoais, registros de viagens, a sua fascinação pela beleza estética e por Paris. Lindas!

Vejam uma prévia:

Onde encontrar:
Karl Lagerfeld. Percorso di lavoro.

Chiostro del Bramante
Arco della Pace, 5 , Roma
Tel: + 39 0668809035 / 0668809036
Até 10 de abril de 2011.

* Ana Maria Junqueira é uma advogada paulistana que atualmente vive em Roma e escreve o blog …magari blu…

participação especial

16 de março de 2011, às 23:03

BOLA VERMELHA


por participação especial

por Karla Faria Lima*

Quase toda tragédia produz imagens impressionantes e assustadoras. Infelizmente, a catástrofe no Japão não é excessão. Mas, no meio de tanta coisa ruim, sempre existe um descanso para os olhos. E é esse o caso destes três posters que, além de lindos, ajudam na arrecadação de dinheiro para as vítimas. Que tal dar uma ajudinha?

Clique aqui para ajudar  –  by Zac Neulieb

Clique aqui para ajudar  –  by Max Erdenberger

Clique aqui para ajudar –  by James White

* Karla é designer, nasceu no Rio, mora no Queens e faz batuques nas horas vagas.

No canal Participação Especial cada post é escrito por um convidado. Os assuntos são os mais variados – de ecologia a cinema, de comportamento a ciência, de arquitetura a fotografia. Se você quiser participar, mande um e-mail para minas@minasdeouro.com.br, e o seu post também poderá ser escolhido!

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14 de março de 2011, às 12:03

MYANMAR


por participação especial

Por Ceci Reichstul*


Myanamar é um país fascinante, fica entre Tailândia e Índia e é mais conhecido pelo seu nome antigo: Birmânia. Seu governo autoritário fez o país parar no tempo. Irônica e tristemente, essa é a razão do país ser tão especial e preservado, e é isso que o turista curioso busca: uma idéia de Ásia perdida no tempo e intocada.

Existe uma polêmica sobre ir ou não para Myanmar, inclusive nas primeiras páginas do Lonely Planet. O argumento para não ir é obviamente não apoiar o governo, uma forma de boicote. O argumento a favor é distribuir a renda para uma população tão pobre. Visitando o país ficou nítido que a única forma de combater esse sistema é abrindo suas portas para os turistas, que injetam dinheiro e idéias, assim como aprendem sobre a realidade do Myanmar e podem propagar isso pelo mundo.

A nossa viagem foi toda organizado pela Golden Guide Travels and Tours Co, uma empresa local, e eu recomendo de olhos fechados. É um país barato e dá para viagens de todos os bolsos.

Começamos por Yangon, a única cidade que recebe voos internacionais. A cidade é uma mistura de Havana com Belém, que lembra os tempos áureos abandonada pelo tempo e pela umidade. É gostoso zanzar pelas ruas do centro, se acostumando a ver homens vestidos de longji, uma saia que é enrolada na cintura, e crianças e mulheres com a cara pintada com uma pasta branca amarelada, que é protetor solar e também maquiagem. A atração principal da cidade é o Shwedagon Temple, um dos principais templos do país, destino de peregrinação nacional.

Depois fomos passar o reveillon em Ngapali, uma praia que tem uma infraestrutura boa e cara de Bahia dos anos 70, com carroças de boi carregando palha na praia e pescadores secando os peixes nas areias. Comemos lagosta, camarão e lula até cansar!

Seguimos para Inle Lake, uma região de pequenos vilarejos em volta de um imenso lago, com casas de palafita. Toda a locomoção é feita em barcos. Os de turistas são adaptados com almofadinhas e cobertor para o frio do fim do dia.

Cinco dias na semana tem um mercado que roda nesses vilarejos. É um programão, você vê de tudo! Eles vendem comida, remédios, bugigangas…

Outro passeio é visitar as casas dos artesãos que produzem tecido de fibra de lotus, papel maché, facas… um pouco turístico, mas lá não ofende nem incomoda.

Ficamos hospedados em um hotel incrível: Inle Princess Resort. É daqueles lugares de super bom gosto, sem excessos, tudo do bom e eles pensam em tudo que você possa precisar, mesmo que você ainda não saiba! Os mimos vão do xampú e creme em potinhos de cerâmica à bolsa de água quente na hora de dormir.

De lá fomos para Mandalay, uma antiga capital do país. (Por sinal, lá é um troca troca de capital danado! Desde a época das dinastias, que trocavam a sede a cada novo governo, espalhando lindos prédios e templos pelo país!). Visitamos um centro de estudos budistas impressionante. O Myanmar é um país em que o budismo é intrínsico à vida das cidades. É difícil sair dessa viagem sem pensar minimamente no budismo e na vida que a gente leva. É também em Mandalay que se produz as milhares de estátuas de buda que se espalham pelo país e as folhas de ouro que revestem os budas.

O melhor da viagem ficou reservado para o fim e com gostinho de quero mais: Bagan. É um daqueles lugares no mundo que todo mundo deveria conhecer antes de morrer. São mais de 2000 estupas e templos espalhados por uma planície. É um dos lugares mais impressionantes que eu já vi. O programa é o entra e sai dos templos, o por do sol do alto de um deles e deixar a vida rolar…

Quero muito voltar para Myanmar para conhecer o nordeste do país, fazer a viagem de barco que liga Mandalay a Bagan, enfim, tem muito mais a descobrir! Quem se aventurar não irá se arrepender!

Serviço:

Chang Yein
Managing Director
Golden Guide Travels and Tours Co., Ltd.
33 A 2 , 147th street, Ahyoegone Ward,Tamwe Township, Yangon.
Telphone no./ Fax No- 00 95 1 200 116
goldenguidetour@gmail.com

* Ceci Reichstul é arquiteta, mora na China e vive para comer e viajar.

No canal Participação Especial cada post é escrito por um convidado. Os assuntos são os mais variados – de ecologia a cinema, de comportamento a ciência, de arquitetura a fotografia. Se você quiser participar, mande um e-mail para minas@minasdeouro.com.br, e o seu post também poderá ser escolhido!


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3 de março de 2011, às 13:03

PINA


por participação especial

Por Sofia Costa Pinto *

Acabei de sair da pré-estréia de Pina, o filme do Wim Wenders sobre a Pina Bausch em 3D. Estou emocionada.

O documentário passou pela primeira vez no Festival de Berlim há duas semanas e teve sua primeira exibição fora de festival hoje em Paris no Théâtre de la Ville para 900 pessoas que tiveram direito à apresentação pelo próprio Wim Wenders. Eu tive a sorte de estar lá!

Como já era de se esperar, Wim Wenders utilizou todo o seu bom gosto e sensibilidade para fazer um filme lindo, sua ideia inicial era fazer um filme em parceria com ela mas com a sua morte em 2009 Wim Wenders teve que mudar seus planos e decidiu fazer uma homenagem à Pina. Esqueçam os filmes de 3D mirabolantes em que objetos voam na sua cara; Pina é um filme lindíssimo onde Wenders e os bailarinos da companhia fazem esquetes para Pina. Wenders consegue depoimentos curtos e bonitos e em nenhum momentos se excede no 3D. Há uma tristeza que paira o filme do início ao fim, uma tristeza digna de homenagens póstumas mas o filme eterniza a obra de Pina Bausch e isso é incrível.

Logo deve entrar em cartaz no Brasil.

Aí vai o link do trailer, mas ver na tela grande e em 3D é obviamente incomparável.

* Sofia Costa Pinto : Na minha primeira escola eu era conhecida como SôSô Preta, quando eu tinha 4 anos disse para o meu pai que achava o meu nome feio e que eu queria ser chamada de Leandro. Aos oito passei a escrever o meu nome com PH, era mais chique. Lá pelos 14 anos passaram a me chamar de Soft. Hoje, a maioria das pessoas me chama de Sofia, algumas pessoas carinhosamente me chamam de Soft, umas três ou quatro pessoas ainda me chamam de SôSô e ninguém me chama de Leandro.

Sou paulista, morei no Rio durante 7 anos lá eu fiz faculdade de desenho industrial.  Já trabalhei com cinema, design, artes plásticas, televisão e propaganda. Hoje faço um pouco de cada uma desas coisas.

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2 de março de 2011, às 19:03

MUSAS


por participação especial

Por Marcela Paes *

Todo artista tem uma musa ou uma fonte forte de inspiração. Algumas musas podem não ser únicas, mas acabam escolhidas como as mais marcantes, pelas músicas e pinturas que inspiraram. Esta semana, morreu, aos 67 anos, a artista americana Suze Rotolo, principal musa do cantor Bob Dylan. Suze e Dylan namoraram no começo da carreira do cantor. A garota de 17 anos foi a inspiração pra algumas canções do disco The freewheelin – que eu adoro. A icônica capa do álbum com a foto dos dois abraçados em Nova York, se tornou símbolo de uma época idealista e cheia de mudanças.

Outro artista muito conhecido por suas musas foi o pintor Pablo Picasso. Suas fases totalmente distintas são atreladas às mulheres com quem estava na época. A primeira delas, a bailarina Olga Koklova, foi alvo de sua ira. Com o fim do casamento, a figura de Olga aparecia nas pinturas cada vez mais feia, quase desfigurada.. Ao mudar de parceira, o artista também alterava sua obra. Na época em que era amante da francesa Marie Therese, e o relacionamento ia bem, seu trabalho era solar e alegre.

Às vezes a figura da musa ganha tanto destaque que acaba por transcender a esfera de referências do artista. Este foi o caso da atriz alemã Anita Pallenberg. Anita namorou Brian Jones e se casou com Keith Richards, dos Rolling Stones. A atriz ficou famosa por representar o estilo de vida desregrado dos roqueiros dos anos 70. Suas roupas e atitude única foram muito copiados na época e até hoje são referência em moda.

Por fim, minha musa preferida: Anna Karina. A bela e talentosa atriz foi mulher de Godard e o relacionamento conturbado dos dois fica claro na maneira como o cineasta a filma. Anna Karina afirmou em um documentário que, após a separação dos dois, Godard fazia questão de deixá-la feia nos filmes. Em “O Desprezo”, o cineasta usava frases que Anna Karina tinha dito em discussões do casal para compor a personagem de Brigitte Bardot.

As musas podem ser tão ou mais interessantes que seus admiradores artistas e é fato que muitas obras de gênios das artes estão marcadas pelo relacionamento com suas mulheres.

* Marcela Paes: Experimentada em direito e filosofia, teço minhas observações a partir do olhar inquietante de uma curiosa nata. Me aventurei na terra de Gaudí e escolhi o jornalismo como profissão. No resto do tempo, me divido entre a devoção à gastronomia, maratonas ocasionais e reuniões regadas a cerveja. Aguardo o dia em que viverei sob o sol de Hemingway.

Twitter: @mahpaes

participação especial

21 de fevereiro de 2011, às 12:02

REFERÊNCIAS INUSITADAS


por participação especial

Por Marcela Paes*

Já não é novidade que  os filmes da  Sofia Copola têm direção de arte caprichada e atenta aos detalhes. A preocupação com isso é tanta, que além dos figurinos e cenários básicos, Sofia gosta de incorporar artistas que admira em seus trabalhos, dando espaço pra gente conhecida e não tão conhecida. Em Somewhere, último filme dela, reparei em um quadro lindo encostado na parede do quarto do protagonista. Fucei na internet e descobri um pintor super conhecido, o  norte americano Ed Ruscha. Além dessa pintura, (que tem tudo a ver com o personagem do filme) o artista tem outros lindos. Tanto a Sofia, quanto o Stephen Dorff, que interpreta o ator Jonnhy Marco, são fãs dele e tiveram a ideia de colocar o quadro lá juntos.

A arte do pintor radicado em Los Angeles tem uma característica conceitual forte e procura confrontar a banalização de certas mensagens e ideias com as quais somos bombardeados todos os dias. A influência da formação de designer gráfico do artista transparece em suas obras, que contém elementos variados.  Um exemplo disso, são os textos dos quadros que me lembram o trabalho da Jenny Holzer, outra artista conceituada.  Os dois incorporam a linguagem em quadros e instalações de forma bem interessante. Eu não conhecia e gostei bastante.

Pra quem quiser dar uma olhada no site dele.

* Marcela Paes: Experimentada em direito e filosofia, teço minhas observações a partir do olhar inquietante de uma curiosa nata. Me aventurei na terra de Gaudí e escolhi o jornalismo como profissão. No resto do tempo, me divido entre a devoção à gastronomia, maratonas ocasionais e reuniões regadas a cerveja. Aguardo o dia em que viverei sob o sol de Hemingway.

Twitter: @mahpaes

participação especial

14 de fevereiro de 2011, às 18:02

AMALIEMBAD


por participação especial

Por Sofia Costa Pinto*

Essa piscina fica em Viena. É um lugar incrível, chama-se Amalienbad além da piscina tem várias saunas e banhos em várias temperaturas. Como vocês podem ver o prédio é lindo! Uma construção Art Deco de 1926 super preservada. Levei um maiô, uma toalha e uma sandália havaiana, comprei o pacote sauna+piscina e fui primeiro para a sauna. Não sabia qual era o esquema, na dúvida coloquei o maiô, me enrolei na toalha e desci para a sauna. Cheguei lá era uma sauna feminina e todas a mulheres estavam peladas, fiquei meio constrangida de ser a única de maiô, mas OK, nesse caso era melhor melhor errar para mais do que para menos. De repente entra uma moça na sauna, fala umas palavras bizarras comigo em alemão, mega brava e teminou falando: “take it of” “take it of” “take it of”! Ela estava brigando comigo por que eu estava de maiô!!! Pedi desculpas, tirei o maiô e continuei na sauna quietinha, delícia! Mega quente! Quando fui para a piscina achei de bom tom colocar o maiô de volta. Ufa! cheguei lá era uma piscina mista e teria sido o maior mico eu pelada lá! Se alguém for a Viena esse programa é imperdível.

As fotos foram gentilmente cedidas por Don Gru, Já que no dia eu estava sem a minha câmera.

* Sofia Costa Pinto : Na minha primeira escola eu era conhecida como SôSô Preta, quando eu tinha 4 anos disse para o meu pai que achava o meu nome feio e que eu queria ser chamada de Leandro. Aos oito passei a escrever o meu nome com PH, era mais chique. Lá pelos 14 anos passaram a me chamar de Soft. Hoje, a maioria das pessoas me chama de Sofia, algumas pessoas carinhosamente me chamam de Soft, umas três ou quatro pessoas ainda me chamam de SôSô e ninguém me chama de Leandro.

Sou paulista, morei no Rio durante 7 anos lá eu fiz faculdade de desenho industrial.  Já trabalhei com cinema, design, artes plásticas, televisão e propaganda. Hoje faço um pouco de cada uma desas coisas.

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