Portugal. País onde já vivi, pra onde sempre volto, onde tenho muitos amigos e uma ligação fortíssima. Há algo sobre a indumentária portuguesa que me atrai: os bordados. Adoro quando eles parecem reproduzir os desenhos de seus azulejos no tecido.
Mais uma vez estou aqui e conheci uma cidade nova: Viana do Castelo. Na cidade, tive a oportunidade de visitar o “Museu do Traje” e saber mais da história portuguesa através das roupas usadas nos séculos passados. Muito bordado, muito detalhe, acessórios em ouro, filigramas incríveis.
Interessante ver que o ato de vestir tinha um enorme papel na vida social, além de determinar hierarquias, representava fases da vida da mulher. De se enperiquitar às roupas de trabalho, vamos ao popularmente chamado “traje de lavadeira” ou “a vianesa”.
Traje de Trabalho
Durante o dia, para o duro trabalho no campo ou afazeres domésticos, as “raparigas” vestiam roupas mais pobres, de tecidos grosseiros e decorações pouco elaboradas.

Croça ou caroça
Capa feita de junco que cobre completamente o corpo, que as protegiam do frio e da chuva. Feita totalmente à mão era um verdadeiro abrigo!

Traje de domingar
Para os momentos mais descontraídos, de convívio social, encontro com namorados, onde poderiam mostrar seus dotes de boas donas-de-casa, elas usavam o chamado “traje de domingar”. É um traje mais elaborado do que o de trabalho e menos elaborado do que o de festa, sem tanta condicionante, onde elas podiam dar asas à imaginação e faze-los mais customizados.

Traje de festa
Os de festa seguiam tradições, eram os mais emperiquitados. Sempre com blusa de linho branco por baixo, mas podendo haver a variação com blusa de chita.

Traje de noiva
Quando o assunto era casamento, a cor preta vinha à tona. Como o traje da lavadeira obedecia a lógica da sedução, se enfeitar para conquistar; usar o preto significava que a mulher estava passando para um momento de vida mais recatado. Apesra de ser preto, o traje não era triste. A decoração era requintada, com bordados, vitrilhos, miçangas e lantejoulas que refletiam a luz do sol.

E quanto mais rica a mulher, melhores os tecidos dos seus trajes. Muita seda, gorgorão, crepe, veludo, pregueados, com cauda e muito detalhes bordados. Cordoões de ouro pesados com pingentes em forma de coração, símbolos religiosos ou a cruz de Malta também complementavam os looks.

Dá uma olhada no site do museu se quiser ver mais fotos.