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Flavia Brunetti

9 de março de 2012, às 00:03

LUÍS BUCHINHO NO BRASIL JÁ!


por Flavia Brunetti

Com o Moda Lisboa acontecendo, eu não poderia deixar de falar do meu estilista português preferido: Luís Buchinho.

Já conversei com ele algumas vezes e sempre digo que ele deveria vir pro Brasil de vez, seja pra desfilar no SPFW – mais a cara da sua roupa que o Fashion Rio – ou vender suas peças em alguma loja.

É bom do vestido de cortes mais geométricos aos fluídos. Atenção aos tricôs! São daquelas roupas que só precisa de um belo par de sapatos e… voilà! Praticidade que toda mulher gosta.

Faz parte do line up do Moda Lisboa, está no Portugal Fashion com a Jotex (de tricôs), é presença na Semana de Moda de Paris há anos, Nova York já viu seu trabalho e São Paulo, há tempos atrás, teve um breve gostinho de suas apresentações.

Definição do seu estilo pela própria marca: “Estruturas elaboradas e originais de aspecto artesanal, pormenores gráficos, silhuetas orgânicas e femininas situadas entre o classicismo construtivista e a desconstrução estética”

Então tá! Vamos a uma pequena amostra!

Para saber mais sobre o estilista e ponta de venda acesse o site.

Flavia Brunetti

27 de fevereiro de 2012, às 13:02

TRAJE DE LAVADEIRA: LENÇOS, BORDADOS E BROCADOS PORTUGUESES


por Flavia Brunetti

Portugal. País onde já vivi, pra onde sempre volto, onde tenho muitos amigos e uma ligação fortíssima. Há algo sobre a indumentária portuguesa que me atrai: os bordados. Adoro quando eles parecem reproduzir os desenhos de seus azulejos no tecido.

Mais uma vez estou aqui e conheci uma cidade nova: Viana do Castelo. Na cidade, tive a oportunidade de visitar o “Museu do Traje” e saber mais da história portuguesa através das roupas usadas nos séculos passados. Muito bordado, muito detalhe, acessórios em ouro, filigramas incríveis.

Interessante ver que o ato de vestir tinha um enorme papel na vida social, além de determinar hierarquias, representava fases da vida da mulher. De se enperiquitar às roupas de trabalho, vamos ao popularmente chamado “traje de lavadeira” ou “a vianesa”.

Traje de Trabalho

Durante o dia, para o duro trabalho no campo ou afazeres domésticos, as “raparigas” vestiam roupas mais pobres, de tecidos grosseiros e decorações pouco elaboradas.

Croça ou caroça

Capa feita de junco que cobre completamente o corpo, que as protegiam do frio e da chuva. Feita totalmente à mão era um verdadeiro abrigo!

Traje de domingar

Para os momentos mais descontraídos, de convívio social, encontro com namorados, onde poderiam mostrar seus dotes de boas donas-de-casa, elas usavam o chamado “traje de domingar”. É um traje mais elaborado do que o de trabalho e menos elaborado do que o de festa, sem tanta condicionante, onde elas podiam dar asas à imaginação e faze-los mais customizados.

Traje de festa

Os de festa seguiam tradições, eram os mais emperiquitados. Sempre com blusa de linho branco por baixo, mas podendo haver a variação com blusa de chita.

Traje de noiva

Quando o assunto era casamento, a cor preta vinha à tona. Como o traje da lavadeira obedecia a lógica da sedução, se enfeitar para conquistar; usar o preto significava que a mulher estava passando para um momento de vida mais recatado. Apesra de ser preto, o traje não era triste. A decoração era requintada, com bordados, vitrilhos, miçangas e lantejoulas que refletiam a luz do sol.

E quanto mais rica a mulher, melhores os tecidos dos seus trajes. Muita seda, gorgorão, crepe, veludo, pregueados, com cauda e muito detalhes bordados. Cordoões de ouro pesados com pingentes em forma de coração, símbolos religiosos ou a cruz de Malta também complementavam os looks.

Dá uma olhada no site do museu se quiser ver mais fotos.

Flavia Brunetti

2 de fevereiro de 2012, às 23:02

ROBIN HOOD DOS TEMPOS MODERNOS


por Flavia Brunetti

Aquela frase bem clichê, mas que tem que ser: tô super feliz por fazer parte desse blog / site / meninas incríveis / Golden Girls mesmo!

Vou contar aqui, no Lado B (de Brunetti),de coisas e pessoas que, por algum motivo, me chamem a atenção por minhas caminhadas por aí.

Falando em mulheres interessantes e seus trabalhos impecáveis…

Na minha última viagem a Edimburgo, em Julho passado, estava no The FuitMarket Gallery (um misto de galeria, livraria, cafeteria e um espaço pra novos designers) quando conheci a Silvia Pellegrino. Uma italiana toda descolada, super simpática, que mora em Glasgow e estava ali expondo sua marca de roupas: a Chouchou. Prestem atenção a esse nome!

Ela mistura tecidos vintages que garimpa mundo afora com contemporâneos, tudo feito a mão e não se preocupa em seguir tendência nenhuma. Suas inspirações? A elegância italiana, seu espírito livre e a boêmia pela qual se apaixonou em Los Angeles. Foco no life style.

Roupa fácil de usar. Na minha opinião, uma coisa meio Robin Hood dos tempos modernos. Esses capuzes, chamados HollyWood, não me deixam mentir. E fiquei apaixonada pelas calças Marais e Firedancing.

Portanto, se quiser comprar, entra em contato pelo site que ela te manda o que você quiser e onde estiver! Delivery personalité!

Dá uma olhada no site da marca.

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