Se tem uma coisa em São Paulo que eu gosto é a diversidade. Sempre que eu (ou você) reclamar que está faltando opção do que fazer, onde ir ou algo assim, pense duas vezes, porque sabemos que no fundo é uma mentira e nossa pequena ubertrópole tá cheia de coisas boas por aí, esperando para serem descobertas!
Essas últimas semanas, por exemplo, estive pensando na falta de opção de boas novas festas… Que abuso! Pura preguiça e falta de criatividade pra ousar um pouco nessa vida paulistana. Então, fugindo um pouco dos meus post de cinema, tv e quadrinhos, hoje escrevo uma boa dica pro sábado desse final de semana, pra sair da monotonia e se jogar nessa vida freestyle que todos precisamos, de vez quando…
No dia 19/05, em homenagem, mais do que merecida, ao gênio MCA, Andam Yauch, vai rolar no centro, pertinho do Estadão, a balada Um Tributo (e um agasalho) para MCA! Como o meu primeiríssimo post aqui foi sobre os Beastie Boys, eu não poderia deixar de falar, promover e comparecer à festança!
A balada está sendo organizada pelo jornal underground O Ópyo do Povo, que vai lançar no dia a sua 2ª edição, com direito a entrevista com Xico Sá já de cara. Não só isso, a festa vai contar com um setlist de Caos Rigolo e Dj TTyL que prometem o melhor do soul, hip-hop, funk, punk, rock e tudo aquilo que fizeram dos Beastie Boys uma das melhores bandas do gênero!
Pra completar o som bom, com o lançamento interessante e uma homenagem necessária, fechamos de ir no evento com o preço justo de 5 reais +um agasalho que será doado, ou 10 reais sem. Hummm deixaeupensarprontofechei!
Local: A Gruta
Major Quedinho 112 A (ao lado do Estadão) – Centro, Pauliceia Desvairada
Hr: 22.01 as 05:59
Bueno, semana que vem, de volta ao normal com notas cinematográficas, reclamações da vida paulistana e afins…
“Acordei com o sol rubro do fim da tarde; e aquele foi um momento marcante em minha vida, o mais bizarro de todos, quando não soube quem eu era – estava longe de casa, assombrado e fatigado pela viagem, num quarto de hotel barato que nunca vira antes, ouvindo o silvo das locomotivas, e o ranger das madeiras do hotel, e passos ressoando no andar de cima, e todos aqueles sons melancólicos, e olhei para o teto rachado e por quinze estranhos segundos realmente não soube quem eu era. Não fiquei apavorado; eu simplesmente era outra pessoa, um estranho, e toda a minha existência era uma vida mal-assombrada, a vida de um fantasma. Eu estava na metade da América, meio caminho andado entre o Leste da minha juventude e o Oeste do meu futuro, e é provável que tenha sido exatamente por isso que tudo se passou bem ali, naquele entardecer dourado e insólito. (…)”
Foi bem aí que o livro me fisgou de vez… Assim como a Gi, para mim nada substituí um bom livro que seja capaz de ser grifado, cheirado e folheado! Estou lendo aos poucos já faz alguns meses. Ando, volto, corro, pauso, engulo, digiro e entro na jornada de On The Road (1951) sem grandes compromissos, como uma pequena fuga da rotina, volto para essas páginas e loucuras dos personagens principais. Meu único objetivo é acabar antes da estréia do filme, dirigido pelo querido Walter Salles.
Acho que não é muita novidade que o filme vai sair, mas é de se espantar que ele não tenha sido feito antes. É, afinal, a bíblia Beat escrita por Jack Kerouac, um dos livros mais cultuados da geração de escritores que deu a juventude em ascensão uma voz nos anos 50 e 60, para mudar de vez toda a cultura. Na verdade, agradecemos a espera pelo filme, por que, do meu ponto de vista, isso só diz quão difícil é adaptar um ícone literário para as telas, e deve ser feito com todo o cuidado. Tenho medo, por exemplo, do personagem alucinado e cativante de Dean Moriarty se tornar um perfeito clichê de James Dean (Dean-Dean) que não deu certo, nas mãos do ator Garrett Hedlund, que ainda tem muito a provar no cinema, milhas e milhas ainda a serem rodadas, assim como Kristen Stewart que faz sua namorada…
A dica do post não é veja o filme daqui meses quando estrear, isso já tá implícito e espero mesmo que valha a pena, com um grandioso elenco e um bom diretor. Mas a dica é: leia o livro enquanto pode não estar contaminado pelo filme. Corra! Ou melhor, vá atrás e se jogue na leitura, vale a pena. Se possível, e se gostar, entre no ritmo das palavras ouvindo um bom jazz! Daí você, assim como Sal, o personagem central, se perde de vez de quem você é, pra onde vai e por que está aqui, só pra curtir a viagem…
“The only people for me are the mad ones, the ones who are mad to live, mad to talk, mad to be saved, desirous of everything at the same time, the ones who never yawn or say a commonplace thing, but burn, burn, burn, like fabulous yellow roman candles exploding like spiders across the stars.”
Essa semana os fanáticos por boas séries de TV podem comemorar!! Nesse domingo, depois de um ano e pouco de espera, estréia a 5a temporada de Mad Men (nos EUA, claro! Aqui chega na HBO só em Abril)! O episódio de estréia é especial: duas horas de duração, dirigido pelo próprio Don Draper, quer dizer, Jon Hamm (ô lá em casa!)!
Nunca ouviu falar? Nunca viu um episódio? Não sabe sobre o que se trata? Bom, a série se passa no início década de 60, nos EUA, focando no desenvolvimento e grandes passos da publicidade no país. Daí vem o nome, “mad” da Madison Av, NY, onde se concentravam na época os maiores escritórios publicitários na época. Dentro de tudo isso, temos o personagem principal, famoso, sexy, misterioso Don, que tanto amamos!
Ok, é difícil dizer por que Mad Men é tão excepcionalmente boa. Claro que a produção conta, acho que poucas vezes pode-se ver em uma série de TV uma reconstituíção de época tão detalhada e perfeita: figurinos, cenário, música, tudo! Mas não é isso. A primeira vista, a série não é para todos. Tem um ritmo muito lento, pouquíssima ação e uma trama que não é clara desde o princípio. Mas é justamente isso que vai criando uma tensão crescente, episódio por episódio, nos envolvendo cada vez mais e quando você menos espera GRRRAAU! Já está fisgado, vendo o décimo episódio consecutivo pela madrugada afora (é..tem fim de semanas que a gente fica autista quando se gosta de séries…os amigos perdoam – às vezes)
O roteiro é genial, conseguindo balancear perfeitamente a vida de muitos personagens, com o andamento da agência, em paralelo a fatos históricos importantes. É uma série densa, dramática e complexa, não espere ver reviravoltas a cada 5 minutos em estilo Gossip Girl ou Glee. Não. Estamos falando de um ouuuuutro nível de série de TV. Em nossos dias de youtube e atenção máxima de 2 minutos, é um milagre Mad Men ter virado um sucesso. Mas eu adoro! Estou até com saudades do whisky no trabalho, os martinis nas festas, os bilhões de cigarros em todos os lugares e momentos, o estilo dos anos 60, as traíções, o machismo e politicamente incorreto da época!
Mais do que isso, to com saudades de todos os personagens, tão bem construídos e pensados! Amamos vários, odiamos alguns e queremos saber o que vai acontecer com todos eles! Diferente de outras séries, os personagens mudam, se transformam e há um desenvolvimento psicológico deles incrível, dado pelas ótimas atuações de um elenco que até em 2007 era praticamente desconhecido! Na divulgação da nova temporada eles fizeram um vídeo pra cada um dos personagens! Então valendo! Baixe, alugue, compre e assista rápido as 4 primeiras temporadas, por que a quinta está em contagem regressiva!
Detalhe: se você for no site da AMC você pode Mad Men yourself. Não sei o motivo, mas não consegui postar a minha versão laquê -platinado e tabagista dos anos 60! Mas a brincadeira é engraçada!
Os primeiros minutos de Drive são tensos, silenciosos de diálogos, com apenas o som do carro, do rádio e de um jogo de basquete intensificando o clima underground de Los Angeles. Com o desfecho da cena inicial, entra a trilha sonora que automáticamente remete aos anos 80, combinada com o título do filme em letra semi cursiva pink, bem barata, tipo de motel, dão um outro tom ao filme. Drive é um filme cafona, pensamos. E não deixa de ser…Mas é talvez um dos melhores filmes dos últimos tempos, já com os títulos de “cult” e “clássico moderno”.
Na primeira metade do filme somos apresentados a um conto de fadas atualizado. Temos o herói sem nome – the driver ou the kid – e seu cavalo motorizado, a donzela em perigo com seu filho carismático, o mestre em decadência, buscando redenção e o vilão com seus capangas. Todos os personagens e atores maravilhosos. Tudo isso envolto com toda a cafonice que cria uma estética belíssima: fotografia linda, figurino icônico (anota aí: próxima festa a fantasia pelo menos uma jaqueta prateada com escorpião nas costas, luvas de couro e um palito nos dentes serão avistados), trilha sonora boa que gruda que nem chiclete e todo um roteiro que aposta no silêncio dos diálogos como seu trunfo. O filme é bom, acredite!
Então, um conflito, uma reviravolta e um novo aspecto do personagem principal são revelados. Aí começa a terceira parte do filme, ditada por um ritmo alucinante, dando total sentido para o título – drive no sentido daquilo que nos move – e por muita, mas muita violência. Aqui a violência faz toda a diferença, por que tira a obviedade do filme. O diretor não poupa nos momentos aflitivos, nos jorros de sangue à la Tarantino (sem o humor), nos sons de um crânio sendo esmagado de forma Cronemberguiniana. O genial do filme está bem aí, resgatar e potencializar todo o aspecto sombrio que um bom conto de fadas tem que ter (não estou falando de Disney e viveram felizes para sempre, eim??!?!!).
Drive é o não clichê dentro do clichê, assim como Ryan Gosling é perfeito pra viver o típico herói solitário, mas que não é apenas um rosto bonito ou um bom coração. Tenho considerado ele cada vez mais um bom ator! A Aninha já havia escrito sobre o filme quando foi lançado lá na parte do norte da América. Aqui no sul, estreou há duas semanas e já está em pouquissimas salas de cinema, então corre pra assistir! As minas de ouro exigem esse filme em seu currículo!!
Deixo aqui alguns lindos posters criados, em sua maioria, pelos fãs desse novo cult-clássico-icônico filme!!
Há algumas semanas atrás saiu o trailer do novo filme do lunático, excêntrico e genial Wes Anderson: Moonrise Kingdom! O filme, infelizmente, estréia somente em abril no festival de Cannes. Isso significa que vai chegar aqui nos festivais do Rio e de São Paulo lá por outubro e ser lançado nos cinemas direito daqui um ano. Mas quero ver já!
O elenco está de peso, como vários de seus filmes: Bill Murray, Bruce Willis, Edward Norton (estava meio sumido desde Hulk e estamos todos felizes com seu retorno), Tilda Swinton, Jason – primo da Sofia Coppolla – Schwartzman e Harvey Keitel.
Resumo rápido da história: passados nos anos 60, um casal jovem se apaixona e decidem fugir, causando na sua cidade natal, onde seus moradores acreditam que foram sequestrados. Tudo o que gostamos vai estar presente: as trilhas sonoras fantásticas, a produção, cenários e figurinos impecáveis, altamente geeks ou hipsters e os personagens nada ordinários.
A intenção inicial desse post seria só falar mal do Oscar…Alegria, alegria, veio então a semana pós carnaval e começamos a lidar com todas as burocracias de início de ano, juntando com a semana mais quente do ano e aconteceu que meu pequeno incômodo de domingo pós cerimônia se transformou em verdadeiros dias de fúria! Daqueles em que você engrossa a voz com qualquer pessoa no telefone e não sente a menor dó, por que tem dias que você tem que gritar mesmo e se fazer ouvir!! Então, para em 2012 fazer aquela coisa diferente e tomar meus “bonsh drink” sem estresse, resolvi fazer o meu post catártico do mês!!
Começamos ironicamente pelo começo do post: os Oscars… O que falar dessa cerimônia???? Já foi melhor? Tenho muito a impressão que sim, hoje o que resta é um looongo período, que eles encurtam mais e mais a cada ano achando que vai ser melhor, ao invés de inovar a apresentação. Mas não!
Temos com muita felicidade, diversas palavras no português para definir o que foi a premiação em geral esse ano: previsível, nostálgica, careta, morosa (essa uma das minhas preferidas…), irritante, fatigante, cansativa, etc… Todo ano a mesma coisa, ao final dela me pergunto: por que mesmo assisti até o final!?!?! O negócio é que a droga da esperança é a última que morre mesmo e minha vontade é sempre que haja alguma surpresa incrível, em que a pessoa que ganhar o Oscar possa chegar ao palco, sem o menor discurso preparado e soltar uma risada maléfica daquelas “toma!” – HA HA HAAAAAA!!!!
Mas nada…Claro que teve seus momentos legaizinhos, discursos que me emocionaram, especialmente Meryl, Octavia e Christopher. Mas hoje não é dia de se boazinha, esse post é pra ser sacana mesmo!
Onde estava Melancholia, Shame, Drive e outros tantos que pelo menos inovam na sétima arte, ou mesmo podem ser chamados de arte?!?!? Tudo bem que Hollywood está em crise, entendemos, por que o mundo está em crise. Mas premiar um filme que a história já foi contada mais de uma vez (Crepúsculo dos Deuses, Luzes da Ribalta e Dançando na Chuva – só pra citar alguns), em que não tem nada de inovador, só ressalta o que já passou é um pouco demais, não? Será que a criatividade está tão em falta assim lá pro norte? Duvido…Einstein já dizia que o segredo da criatividade é não revelar suas fontes. Bom, a fonte do Artista não é segredo pra ninguém, ou é?
E pior, Billy Crystal!?!??!?!?! Sério!? De novo!?!! Chegou uma hora que eu não estava mais aguentando olhar pra aquela cara plastificada dele! Ele fazia uma piada … então ficava sério por 12 segundos (fingindo que não estava ouvindo o teatro rindo) e depois abria aquele sorriso do tipo “Peguei vocês de novo! Há!”. Zzzzzzzz…z.zzzz…z…Juro a única coisa que queria dizer para ele era “por favor, cale a boca”.
Então, para aqueles que acordaram na segunda com o pé esquerdo, irritados que nem eu com o resultado da noite anterior e ainda tiveram que lidar também com mil coisas pendentes na vida, entrar em contato com qualquer coisa que envolviam pessoas que pareciam querer e gostar de dificultar a nossa vida eis uma seleção de filmes que possam lhe fazer bem nesses dias de fúria:
Ok, nessa última, acho que peguei um pouco pesado. Mas não deixa de ser um dos melhores monólogos de pura raiva fluindo, como um momento de nirvana absoluto, zen budista, só que ao contrário. Melhor extravasar toda essa fúria contida através de filmes do que na realidade, não?
Com certeza tem outras tantas cenas que são melhores ou igualmente boas nesse sentido, só que na hora que escreve, esqueço todas elas – típico! Se quiserem deixar suas favoritas, por favor fiquem à vontade!
Ah, e eu sei que o primeiro vídeo não faz o menor sentido. Só achei engraçado…algum problema??
Mary Louise Streep é canceriana, tem 62 anos, loira de nascença, é casada, tem quatro filhos, sabe tocar o violino, morre de medo de voar de helicóptero e já estudou canto lírico. Em meio a tudo isso, ela resolveu ser atriz… Pobre coitada… Mal sabia ela em mil novecentos e setenta e poucos que teria que trabalhar duro pra se destacar nessa indústria…
E deu no que deu. Hoje Meryl é uma entidade mitológica, entendida como todos como uma das melhores (se não A melhor) atrizes da história. Se você não sabe disso, posso te dizer alguns números que representam isso:
- ganhou 2 Oscars, mas é recordista de indicações, com a mixaria de 17 nominações… Só.
- no Globo de Ouro já é bem diferente. Vejam, ela foi indicada 26 vezes e venceu 6, em todas as categorias possíveis – drama, comédia, mini-série de tv e tudo mais que existe.
Não, fala sério! PA-RA-TU-DO! Você já conseguiu ver algum filme com ela e pensou “Nossa, eu faria melhor essa cena…” ou “Que atuação mais fraquinha…”. A resposta é não. Na verdade, você sabe que estará pecando ao apenas pensar nessas coisas. A mulher já atuou de tudo, desde filmes pra arrancar o coração e jogar no lixo depois de tanto que você chorou, até musicais com músicas do ABBA! Entre Adaptação e O Diabo Veste Prada, entre Krammer x Krammer e Entre Dois Amores, entre Dúvida e A Morte lhe Cai Bem, A Escolha de Sofia, O Franco Atirador, As Pontes de Madisson, As Horas, etc, simplesmente não tem como escolher o melhor personagem dela!
E por que gostamos dela? Porque ela consegue transformar qualquer filme em algo assistível. Ela é bonita, mas nunca pagou de gostosa. Ela é muito talentosa e nunca deu de celebridade louca. Porque mesmo depois de tanta fama, consegue manter a privacidade de seu casamento e família.Porque mesmo sendo reconhecida por todos, quando você a vê recebendo prêmios, ela continua tendo senso de humor sobre si mesma e uma humildade, que claro que questionamos “se ela atua tão bem, será que ela está atuando isso também???”. Mas do fundo do meu coração ingênuo acho que não…
Esse ano está como favorita para o Oscar por interpretar Margaret Thacher em A Dama de Ferro, que já ouvi falar que o filme é péssimo, mas Meryl está divina! Ela já ganhou o Globo de Ouro e o Bafta por esse filme, mas o melhor de tudo são os discursos dela! Sério… assisto essas porcarias de premiações, que estão cada vez mais chatas e caretas, só pra ver os discursos (e os looks), e os dela são sempre maravilhosos! De uma olhada ela sendo cinderela na entrega do Bafta!
Além disso, todos amam Meryl! Eu, você, nós, vós, o mundo heart miss Streep! Aliás em minha pequena pesquisa descobri que os fãs assíduos de Meryl se auto denominam The Streepers! Quem sabe eu seja uma streeper tbm! hahaha…
Tá aí uma seleção de discursos de outros “não sei bem quem são” que amam a Meryl. O Jim Carrey fazendo homenagem pra ela é simplesmente o melhor, chorei de rir! Impagável, pena que a qualidade tá tão ruim.
Só pra acabar esse post enorme, quando ela ganhou o Emmy por Angels in America, ela começou o discurso assim: “You know, there are some days when I myself think I’m overrated, but not today.”. Meryl, sua boba, not today, not ever! So sorry, you are simply the best!
Honestamente, Super Bowl, Olimpíadas e Libertadores que me desculpem, mas esse ano a batalha mais intensa e emocionante será fora dos campos e estádios, entre três grandes filmes baseados em HQ’s.
De um lado temos The Dark Knight Rises! Conclusão épica da trilogia de Christopher Nolan, um dos meus filmes mais esperados do ano!!! Ponto forte: absolutamente tudo! Nolan já não precisa mais provar nada, em termos de direção, roteiro, elenco e entretenimento inteligente. Ponto Fraco: vai ser difícil superar O Cavaleiro das Trevas e a morte de Heath Ledger. Arma secreta: o diretor novamente se arriscando na escalação de atores não óbvios para personagens queridos: Mulher Gato (Anne Hathaway) e Bane (Tom Hardy). Minha sensação é que será mais uma vez de tirar o fôlego durante algumas horas… Estréia dia 27 de julho por aqui.
No outro lado temos The Avengers (Os Vingadores), chegando por aqui dia 27 de abril… Essa é a grande aposta da Marvel esse ano, que produziu todos os filmes solos dos personagens pra juntar todos em um grandioso filme. Ponto forte: Homem de Ferro + Capitão América + Thor + Hulk + Viúva Negra + Gavião Arqueiro. Ponto Fraco: com tantos personagens, corre o risco da trama ficar dispersa e desinteressante, só com bons efeitos especiais. Arma secreta (mas nem tão mais secreta assim): Robert Downey Jr., sem mais.
Por fim, no terceiro canto (fingindo que é um ringue triangular) está o recomeço da série The Amazing Spider-Man, chegando aos cinemas em meio aos dois primeiros, dia 3 de julho. Ponto alto: diretor pop queridinho de 500 dias com ela, Marc Webb, colocando mais drama e realidade pra série. Ponto fraco: a última trilogia do Homem Aranha agradou muitos fãs (não eu!) e o recomeço da série tão cedo é estranho… Arma secreta: grande elenco com escolhas muito muito boas paras os papéis e o último trailer impressionou!
Minha aposta? Medalha de ouro para Batman, prata para o aracnídeo e bronze-quase-alumínio para o time estrelado…e você?
Passou sexta e a cerveja gelada, passou sábado e a esbórnia noturna, chega o domingo preguiçoso meio ressaquento, mesmo que você não tenha bebido absolutamente nada. Domingo sempre é dia de ressaca da semana inteira e, portanto, um dos melhores dias pra cinemar pela vida afora.
Fica a dica da semana, no domingo, ou qualquer outro dia, vá se emocionar com Histórias Cruzadas, ou The Help, no título original. (pausa para eu falar que um dia protestarei contra as escolhas péssimas de nomes de filmes no Brasil, alguém consegue explicar???).
O negócio é o seguinte, assisti numa das minhas maiores insônias em avião, naquela telinha, enquanto todo mundo dormia, com um cheiro bacana vindo do banheiro atrás de mim e mesmo assim, chorei as pitangas até soluçar, acordando a senhora que dormia do meu lado… Sim, eu choro messsmo no cinema, mas esse filme me pegou de surpresa, mexendo com questões atuais de forma muito delicada.
O filme conta um pouco da história da luta dos negros pelos direitos civis, por um ponto de vista intimista e feminino. O elenco inteiro está muito bem, tanto que acabaram ganhando o SAG Awards de melhor elenco nesse último domingo. Emma Stone (amo!) está carismática como sempre, Jéssica Chastain está fantástica como a dona de casa branca deslocada e um pouco desvairada, Bryce Dallas Howard irrita em todos os bons sentidos como uma outra dona de casa pentelha e Octavia Spencer está incrível como o balanço cômico da trama!
Agora, quem rouba a cena mesmo é Viola Davis, que traz toda a dramaticidade e peso para o filme. Inclusive estou torcendo pra ela ganhar o Oscar esse ano. Isso não implica que estou torcendo contra a diva da Meryl, só acho que Viola está merecendo por esse papel.
Claro, é um filme pra sair feliz e muito emocionado do cinema, mas vale a pena, vá sem preconceitos em relação ao nome idiota brasileiro! Despretensão! Essa é a palavra chave. Vá, chore, ria e acorde alguém do seu lado também….
Steven Spielberg. Juro que pensei em um bilhão de formas de como iniciar esse post, mas no fim, apenas o nome dele já é suficiente pra um bom ponto de partida. Esse icônico, lendário, mitológico e fabuloso diretor resume minha infância praticamente inteira em termos de filmes. Era (sou e vou continuar sendo) tão fissurada nele quando criança que cheguei a fazer um Oscar de argila pra mandar para ele, já que naquele ponto do campeonato ele ainda não havia ganhado – Oh injustiça cruel! Felizmente, A Lista de Schindler veio e o prestigiou com um Oscar dourado, não de barro. Ainda penso que se eu tivesse de fato mandado, se é que ele teria recebido, talvez teria ficado feliz com tal homenagem vindo de uma menina de 7 anos do Brasil…
Agora, por que estou falando dele nesse momento? Por dois motivos: o primeiro é que está em cartaz dois filmes dirigidos por ele: Cavalo de Guerra - que honestamente não estou muito animada para assistir – e As Aventuras de Tintim (assisti e me diverti!). O segundo motivo é que li um artigo que cita 5 formas de identificar que um filme é do Spielberg e achei genial, nesse vídeo ele resume um pouco sobre uma das figuras mais importantes de todos os tempos do cinema:
Muitas pessoas podem criticá-lo como um diretor que não quer dizer muita coisa com seus filmes, você dificilmente sairá do cinema com questões existenciais profundas depois de assistir Indiana Jones. Mas a questão é, que Spielberg sempre se propôs a ser um contador de histórias e NINGUÉM consegue dizer que ele não é um fantástico contador de histórias. Claro que ele já errou, e os últimos filmes dele deixaram a desejar… mas ele é humano afinal.
Sério mesmo, ele realizou nas telonas as mais emocionantes e excitantes histórias e fantasias. Ele é um gênio e não tem nenhuma pessoa na industria cinematográfica que não queira trabalhar com ele. Não vou tentar ficar argumentando com você, acho que os filmes dele falam por si só. Ele dirigiu Tubarão, Os Caçadores da Arca Perdida, E.T., Jurassic Park, Encontros Imediatos de Terceiro Grau, Amistad, Hook, entre outros. Não está convencido? Ok, ele produziu a trilogia de De Volta Para o Futuro, Os Goonies, Poltergeist, Homens de Preto, Band of Brothers, Bravura Indômita, Super 8 e muitos (muitos) outros.
Eu sou fã dele. Prontofalei! E que forma melhor de começar o ano do prestar uma pequena homenagem ao homem que conta nos cinemas as novas mil e uma histórias?
Faziam uns trinta minutos que o filme tinha começado e de repente o menino sentado na minha frente se levanta irritado, olha pra namorada e faz um sinal de “já chega” com as mãos. A namorada o puxa pra baixo e o segura em seu lugar. Alguns minutos a mais se passam e, bem na cena em que a protagonista conta para seu novo amigo, futuro caso amoroso, que tem câncer, o menino da minha frente volta a se levantar, dessa vez a namorada junto, e os dois saem do cinema…
Coincidência ou não, o filme que estava assistindo se chama Inquietos (Restless).
A trama é essa: jovem órfão, assombrado por um fantasma, que tem enorme fascínio pela morte e seu principal interesse é frequentar funerais de desconhecidos, acaba por conhecer e se apaixonar por menina doente, com pouco tempo de vida. Dá pra entender, só com esse resumo, o motivo da irritação do casal adolescente. Amor e morte são temas difíceis de serem lidados, ainda mais quando são colocados lado a lado, como no filme.
A verdade é que o filme é de uma sensibilidade sem igual. Poderia ser o clichê do clichê, até certo ponto é, todos sabemos como a história termina… Mas existem jeitos e jeitos de se contarem a mesma história, e nessa, toda suas peculiaridades e detalhes fazem a diferença. Gus Van Sant dessa vez acerta em praticamente tudo, fotografia, trilha sonora, elenco (Mia Wasikowska e Henry Hopperestão muito bem e tão lindos, que você gostaria que fossem um casal de verdade), figurino e tudo mais…
Chorei praticamente da metade do filme pra frente! Isso faz parte da inquietude, muito mais sentida por quem vê o filme do que os personagens dele, mas a emoção não só pela tristeza das perdas ou da felicidade de um amor, mas sim de uma inocência que o filme capta que há tempos não via no cinema (talvez no Onde Vivem os Montros, mas com um aspecto mais melancólico no filme de Jonze). Enoch e Annabel, com suas roupas tiradas de um guarda roupa que parece de seus avós, são personagens tão velhos quanto crianças, vivem algo fantasioso delicioso de se assitir e quando dão de cara com a realidade, a fazem da maneira mais leve que conseguem…
Se pudesse, teria puxado o casal da minha frente de volta ao cinema e falado para darem uma chance a mais ao filme – fica! sentados! -, mas talvez estaria causando discussões de relacionamento desnecessárias para pessoas que nunca vi na vida – não, muito obrigado! De qualquer maneira, recomendo a emoção!
Para aqueles de estômago forte, que não se importam em sair do cinema depois de uma tijolada na cabeça e que gostam de um drama bem feito, hoje tenho minhas três recomendações de filmes que ainda vão estreiar por aqui, infelizmente, só no ano que vem. São filmes que tem dado o que falar pelos festivais internacionais. Pela trama e trailer, acho que serão bem indigestos, mas em um bom sentido. Afinal, o cinema não é só entretenimento, a arte não é só bonita e a literatura não se resume em conto de fadas.
O primeiro deles é Another Earth, que me lembra de cara o belíssimo filme Melancholia. Dirigido pelo estreante Mike Cahill, o filme tem o toque da ficção cientifíca com a descoberta de um outro planeta Terra, com um toque de um drama, envolvendo um acidente de carro entre uma estudante e um compositor. Acidente esse, que muda as vidas de ambos completamente (como o esperado). O trailer é lindo e o filme ganhou nesse ano o Special Jury Prize no Sundance Film Festival.
A segunda recomendação é o intenso e difícil We Need To Talk About Kevin, que retrata o ponto de vista dos pais de um jovem que comete um atentado em sua escola. Só pelo tema, já sabemos que é pesado. O filme recebeu ótimas críticas em Cannes deste ano e a Tilda Swinton, pelo o que falam, está absolutamente impressionante como a mãe do menino. Esse é categoria peso-pesado, mas quero muito ver.
O terceiro, na verdade, é para cumprir minha promessa de um post antigo. Lembra que eu falei da minha nova paixonite, o Michael Fassbender?! Então, acabou de finalmente lançar o trailer do filme Shame, dirigido por Steve McQueen (diretor do momento, está despontando!). No filme, Michael é um homem recluso, que tenta lidar com seu vício em sexo. Carrey Mullingan faz sua irmã, também um tanto quanto mulher problema. Achei a prévia lindíssima e esse eu estou louca para assistir!
Em um próximo post recomendo os meus filmes água-com-açúcar que adoro! Amo dramas, ainda mais esses que ficam na cabeça semanas depois de ter assistido, mas um pouco de felicidade instantânea nas telas também não faz mal a ninguém!
Chegamos em Outubro e a loucura de fim de ano começa a bater. Por incrível que pareça, não é só natal e o ano novo que deixam o povo acelerado, mas na indústria cinematográfica o fim de ano significa que a nova temporada de premiações se aproxima. Assim, todos os filmes que são potenciais oscarizados e globalizados começam a dar as caras nos cinemas gringos e os críticos adooooram falar que tal ator “já ganhou o oscar”. Sim, Outubro é mês das fantasias afloradas, condensado no Halloween. As pessoas começam a sonhar com o que vai ser o ano que vem, como vou passar o meu ano novo e, para as celebridades, já começam a fantasiar com o discurso do “and the oscars goes to…”.
Nesse fim de semana, por exemplo, teve a pré-estréia do filme My Week With Marilynem Nova York e foi muito bem elogiado! Obviamente já apontam Michelle Williams como uma possível candidata as estatuetas que estão por vir. Isso, por uma série de motivos. Primeiro, a ex- Dawson’s Creek vem provando que de fato é talentosa. Segundo, ano passado ela foi renegada nas premiações por Blue Valentine (vou deixar o título em inglês mesmo por que o em português é vergonhoso!). E em terceiro lugar, a própria Marilyn nunca foi reconhecida pela crítica cinematográfica, não sendo indicada por nenhum de seus trabalhos. Convenhamos, Hollywood adora esse tipo de premiação em que o ator vinga os erros dos críticos no passado, deixa tudo muito mais emocionante!
O filme não se propõe a fazer uma cinebiografia do maior sex symbol da cultura pop, que já é um pouco inovador nessa categoria, mas narra a vida da atriz durante as filmagens do filme The Prince and the Showgirl, em 1965 na Inglaterra. É incrível que Marilyn Monroe nunca foi explorada direito nos cinemas, mas acho que agora ela foi belamente homenageada e mal posso esperar pra ver o filme! Só pelas fotos, a semelhança entre a bombshell e Michelle já é impressionante! E olha que muitas mulheres já tentaram fazer o mesmo e falharam…
Vejam o trailler, aluguem os filmes da Marilyn antigos e se acomodem nas poltronas, pois foi dada a largada a mais uma temporada de prêmios…
Na semana passada, no dia 20, aconteceu em Londres uma passeata em protesto da primeira visita do Papa Bento XVI. No Hyde Park os manifestantes usavam camisetas escritas “Some people are gay. Get over it”. Entre eles estava o incrível Sir Ian McKellen, ator fodástico assumidamente gay há tempos, dando a cara a bater! Achei, não só corajoso, mas passei a gostar mais ainda dele.
Agora, o verdadeiro babado aconteceu depois que a foto caiu na rede e foi alterada por algum gênio geek do photoshop, com a camiseta estampada com a seguinte frase: I’m Gandalf and Magneto. Get over it. Em pouco tempo foi um dos assuntos mais comentados do twitter, inclusive por outras celebridades que gostaram da brincadeira e se espalhou como uma praga pela internet.
Como eu não tenho twitter, não twitto, nem sou twittada (e acho não sei conjulgar o verbo twittar), fiquei sabendo do assunto só hoje. Sendo verdadeira fã de quadrinhos, Senhor dos Anéis e de todo o mundo geek, amei a camiseta fake. Photoshop ou não photoshop, o ator é um ícone em ambas as versões!
E quem tiver as manhas de superar a tríade politicamente ativo + magneto + gandalf que faça uma nova camiseta! Até lá, continuarei amando as duas mensagens.
Interessada e viciada em diversas drogas como cinema, TV, quadrinhos, artes plásticas e literatura, habito o estranho e cativante mundo paulistano, buscando inspiração por todos os cantos. Analítica desde o nascimento, acabo de me formar em Psicologia, mas evito os psicologismos exagerados.