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Paty Moll Novaes

3 de fevereiro de 2012, às 17:02

DUAS RECEITINHAS FRESCAS PARA O FIM DE SEMANA


por Paty Moll Novaes

Atendendo a pedidos, duas receitinhas de verão bem fresquinhas para fazer no fim de semana! Uma é do Carlota e a outra do Suri, dois restaurantes que sou suspeitíssima para falar e que adoro!

Tartar de Salmão com marinada de cítricos do Carlota

Ingredientes:

500g de salmão limpo picado na faca

2 colheres de sopa de pepininho em conserva bem picado

1 colher de sopa de mini alcaparras

1 colher de sopa de ovas de arenque

Azeite extravirgem

Sal

Tabasco a gosto

Modo de preparo:

Misture bem todos os ingredientes, junte o sal e o tabasco aos poucos, provando sempre.

Para a marinada de cítricos:

1 xícara de água

1 xícara de açúcar

150mL de saquê mirim

1 pitada de sal

2 laranjas (só os gomos, sem nenhuma parte branca)

1 limão grande (só os gomos, sem nenhuma branca)

1 limão siciliano (só os gomos, sem nenhuma branca)

1 grapefruit (só os gomos, sem nenhuma parte branca)

Galhinhos de dill (só as folhinhas)

Modo de preparo:

Junte a água e o açúcar, leve ao fogo e ferva até reduzir à metade. Junte o sakê e 1 pitada de sal e ferva mais 5 minutos. Retire do fogo e reserve. Corte os suprêmes das frutas em 3 pedaços cada, junte-os à calda ainda morna e por último acrescente as folhinhas de dill, depois de frio.

Ceviche Macarena do Suri

Ingredientes:

70g de tilápia

30g de camarão pré-cozido

30g de polvo pré cozido

70ml de limão

40g de cebola roxa em gomos

3g de pimenta dedo de moça

5g de coentro

30g de manga

10 g de pepino

Modo de preparo:

Corte a tilápia em cubos grandes e coloque em uma pequena vasilha junto com o camarão e o polvo. Adicione sal, pimenta e o limão para que o cozimento seja uniforme. Acrescente a cebola, a manga cortada em cubinhos e o pepino em cubos. Finalize com o coentro.

Paty Moll Novaes

2 de fevereiro de 2012, às 00:02

PERNIL E CHOPE NO CENTRO


por Paty Moll Novaes

No feriado do aniversário de São Paulo, na última quarta-feira dia 25, fui ao show do Ney Matogrosso que rolou na Praça da República, às 20h. Estava uma noite deliciosa, quente, e as ruas estavam bem iluminadas. Mas a apresentação foi bem curta e ficamos com um gostinho de quero mais centro! Por unanimidade decidimos ir ao Bar do Estadão, um clássico da cidade que funciona desde o fim dos anos 60, pioneiro no atendimento 24h. Um sucesso total, barato e famoso pelo sanduíche de pernil maravilhoso, que muitos já devem conhecer. Mas lá é o tipo de lugar que dá vontade de voltar sempre, principalmente porque dá para ir a qualquer hora do dia, como por exemplo em pleno feriado, a noite, e no centro. O sanduíche de pernil tradicional leva a carne fatiada e depois salteada com cebola e pimentão, o que deixa a carne suculenta, servida no pão francês. Com  uma cerveja, comendo em pé no balcão, é melhor ainda! Se ainda tiver alguma fome, prove a coxa-creme, que nunca provei mas parece que é incrível, vintage!!

Saindo de lá resolvemos beber um chope e então fomos ao Amigo Leal, bar que fica ali bem perto, embaixo do Minhocão. Irmão mais novo do Bar Léo, este outro clássico do centro é contemporâneo do Estadão e também abriu suas portas no fim dos anos 60. Trata-se de uma choperia alemã bem pitoresca, tipo chalezinho, decorada com fotos, quadros, canecas e muitos outros detalhes. O chope é realmente muito bom, é Brahma, servido em uma caldereta especial, mais fina e alta que a tradicional. Para comer, são famosos o eisbein, joelho de porco com chucrute e batata, e o kassler, costeleta de porco também acompanhada de chucrute e batata. Mas tem ainda sanduíches,  pastéis, bolinhos de carne e bacalhau, frango à passarinho e outros itens da nossa petiscaria. Pena que já tínhamos comido!

Quando me levantei para ir tirar fotos aqui para o Minas, encontrei esse simpático cozinheiro na boqueta que sorriu para nós!!

Paty Moll Novaes

20 de dezembro de 2011, às 00:12

Ô LÁ EM CASA


por Paty Moll Novaes

Já faz tempo que queria falar aqui no Minas sobre as cerâmicas incríveis da Gisele Gandolfi, da Muriqui, um atelier que atende somente com hora marcada, em Perdizes. Na verdade, aqui em São Paulo fica o show-room. Seu atelier é em Ibiúna, em uma fazenda maravilhosa e toda sustentável! As peças são, segundo ela, “produzidas à partir de usos e costumes dos brasileiros, texturas regionais, formas naturais, influências culturais externas e insigts bem humorados”. A história da Gi é o máximo: ela trabalhava no mercado financeiro e foi em uma viagem pelo nordeste que se deu conta que não estava feliz. Aí percebeu que queria se dedicar às artes! Hoje ela fornece peças exclusivas para vários restaurantes da cidade, como o Brasil à Gosto e o Dui, e suas cerâmicas são sempre um super presente, inclusive de casamento. Quem quiser agradar algum gourmet nesse Natal, ainda dá tempo! Aí vão algumas sugestões de peças:

Abóbora

R$ 50, 40

Caldeirão

R$ 166,80

Azeiteiro Azeitona

R$ 46,80

Frigideirinha

Jogo com 4 unidades R$ 57,60

Abóbora

R$ 50,40

Paty Moll Novaes

8 de dezembro de 2011, às 12:12

Ô LÁ EM CASA!


por Paty Moll Novaes

Estou louca para provar esse tal miojo milagroso que fez a Nigella emagrecer! Sou louca por macarrão, estou de regime, e um sem calorias é sim um sonho de consumo! São 10 calorias por pacote, na verdade, ou seja: NADA!!! Trata-se, na verdade, de uma massa feita com um tubérculo chamado konjac, muito utilizado na gastronomia japonesa. E mesmo não sendo nada nutritivo, ele tem 97% de água e fibras que trazem saciedade e agem como uma “vassoura para o estômago”. Ou seja, é mais para matar aquela vontade de comer macarrão, e se combinado com carnes e vegetais, deve ficar uma delícia e, sim, nutritivo! Ontem mesmo fui procurar no Gaivota, um supermercado japonês incrível na rua Cunha Gago, em Pinheiros, e acreditem: estava esgotado (!!!!) Conversei com o dono e ele disse que chamar essa massa de miojo é uma ofensa e me alertou que o nome desta espécie de lamen aqui no Brasil é itokonyaku. Hoje volto de qualquer maneira para comprar o meu e depois conto a minha experiência!

Paty Moll Novaes

17 de novembro de 2011, às 09:11

GALINHA HYPE


por Paty Moll Novaes

Cumpri mais uma obrigação gourmet esse feriado! Fui finalmente provar a famosa galinhada do Dalva e Dito, servida todo sábado, da meia-noite às 3h, na segunda casa do chef Alex Atala. Desde que começou a ser oferecida, em fevereiro deste ano, foi e continua sendo um frisson! Isso graças ao esquema que é muito legal: você paga o preço hiper justo de R$ 39 e se serve do prato à vontade e diretamente na cozinha. A cozinha, aliás, é um capítulo à parte: incrível, toda em aço inox e mega moderna, cheia de equipamentos de última geração. Ótima oportunidade para conhecer o restaurante, que é lindíssimo, sentir o serviço – muito bom e com garçons super simpáticos – e provar a comida do maior chef do país de uma forma totalmente acessível. Que puta ideia!

Tudo começou dentro do D.O.M., onde todo sábado um cozinheiro é responsável por preparar o jantar para toda a equipe. Receita mais querida, a galinhada do subchef Geovane Carneiro fazia tanto sucesso que todos queriam experimentar. Até que o Alex resolveu oficializar e compartilhá-la com seus clientes, que agora podem ter o simples e singelo prazer de ir até a boqueta, pegar talheres e prato e se servirem lá mesmo desta maravilhosa refeição. Mas não espere peito de frango (fomos muito bem – ou mal acostumados?). Você vai se deparar com a galinha caipira inteira, com pé, pescoço, miúdos e outras partes, digamos, mais “rejeitadas”, cozida em fogo baixo durante cinco horas com vários temperos. Ela vem acompanhada de arroz branco, arroz com pequi, uma fruta típica do cerrado, de cor amarela e sabor bem forte – tem que provar, quiabo refogado, farofa e pirão. No Buffet tem também asinhas de frango e costelinhas de porco no estilo “TV de cachorro”, feita em uma máquina francesa muitoooo charmosa importada especialmente para o restaurante. Ah, e não deixe de provar a caipirinha de limão cravo, maracujá, hortelã e extrato de priprioca, outra das descobertas do chef e quase mais uma obrigação gastronômica! E depois, no andar de baixo, rola sempre uma música bem animada, com ritmos como forró e samba! Difícil é segurar a fome até a meia-noite, mas juro, garanto que compensa!

Paty Moll Novaes

9 de novembro de 2011, às 22:11

EXPLORANDO O EMBU


por Paty Moll Novaes


No último feriado fui almoçar em um restaurante delicioso chamado Empório São Pedro, que fica no Embu das Artes. O espaço é um misto de cozinha e antiquário e fica numa vilinha muito, muito fofa chamada Viela das Lavadeiras! E a comida é super boa! O cardápio é variado e tem principalmente receitas italianas e francesas. O mais legal é que demora só uns 20 minutos para chegar, é muito perto de São Paulo, e você se sente completamente no interior, sabe, com barraca de churros e crepe suíço, senhoras vendendo bala de coco e cheiro de pipoca doce? Ou seja, para mudar total de clima não é preciso ir tão longe…

As massas são feitas lá mesmo e viraram os maiores hits da casa. O cardápio é pequeno, tem umas quatro massas, um risoto, um peixe e algumas carnes. Nas entradas, além de petiscos como mini coxinhas e croquetes de mandioca com carne seca, me interessei pelo foie grelhado com abacaxi, mel de laranjeira e aceto balsâmico. Mas não comi, vai ficar para a próxima. Ficamos no couvert, com pãezinhos também caseiros, alho confit e manteiga aromatizada. Depois comi esse lindo prato da foto, um fettucine com molho de tomate fresco, berinjela assada (!!), creme de alho confit e ricota cremosa (!!), que recomendo bastante. Na primeira vez que fui, provei o nhoque de mandioca com rabada desfiada, tomate fresco e ervas do jardim, de sabor forte, tão bom quanto. De sobremesa, creme brûlée de chocolate amargo com laranja confit ou petit gateau de nutella são tentadores! Ou vá caminhar pelas ruas principais, entrar naquelas mil lojinhas de móveis, relembrar a adolescência nas barraquinhas hipongas e escolher uma das várias opções de doce que você vai encontrar por lá!

Paty Moll Novaes

2 de novembro de 2011, às 20:11

EMPANADITAS NO EL GUATON


por Paty Moll Novaes

Não sei como nunca escrevi no Minas sobre o querido El Guaton, restaurante familiar chileno delicioso e baratex que frequento muito e preciso recomendar aqui! No almoço a casa funciona com dois cardápios, o de comidas típicas e o de pratos do dia, com PFs de receitas bem caseiras brasileiras, como feijoada na quarta, por exemplo. Mas o menu do jantar e happy hour traz apenas as especialidades do país, sendo as empanadas os maiores hits. Tem de vários sabores, como carne, escarola e mariscos, e também as fritas, que são maravilhosas, como a de camarão com queijo e a de pizza. Mas para mim o melhor do cardápio é esse ceviche que vem com pan amassado, um pão chileno incrível feito lá mesmo, e manteiga. Nunca tinha pensado em comer ceviche com pão e manteiga, mas fica muito bom. E a porção é enorme, dá para dividir com mais uma ou duas pessoas. Para beber, cerveja de garrafa ou pisco sour!

Gosto de pedir também uma tortilla de ovos com batatas e queijo que vem acompanhada de uma ensalada a la chilena – de tomates sem pele, cebola e coentro! Entre os pratos típicos estão também as humitas, as pamonhas salgadas tão tradicionais por lá, o pastel de choclos, uma torta de milho com carne moída, cebola e peito de frango gratinada no forno (na América Latina é bem comum misturar carnes diferentes na mesma receita, como carne bovina e frango), e o mariscal, que traz mariscos, vôngoles, lulas e camarões marinados no limão com cebola e coentro. Tudo com essa base de cebola e coentro, que eu adoro!  E para fechar, recomendo a torta milhojas, um bolo de massa folhada com doce de leite, e os alfajores que são vendidos no caixa. E não deixe de reparar na decoração com artesanato, mapas e fotos do Chile. Bem simples e rico em cultura local. Mas quem rouba a cena mesmo no restaurante é o próprio Guaton, o dono, que é super simpático! Uma vez eu presenciei uma cena muito engraçada: passou na rua um ônibus cheio de crianças e ele correu para lá e ficou brincando com elas, que gritavam e riam sem parar. Uma figura!

O El Guaton fica na Artur de Azevedo, 906, bem perto da Francisco Leitão. E eles têm delivery! Dá para pedir empanaditas em casa!!!

Paty Moll Novaes

20 de outubro de 2011, às 14:10

Ô LA EM CASA!


por Paty Moll Novaes


Bomba de pistache e de blueberry da nova Faire La Bombe Patisserie, uma confeitaria dedicada exclusivamente às bombas não só de chocolate, mas de frutas vermelhas, maracujá, jabuticaba, capuccino, damasco, brigadeiro, creme, limão siciliano……!!! Feitas só com ingredientes muito gourmets! O site ainda está em construção, mas o endereço é rua dos Pinheiros, 223, e o telefone é o 2628-7667. Vai lá!

Paty Moll Novaes

12 de outubro de 2011, às 18:10

DONÓSTIA, UM BAR DE ESPÍRITO BASCO


por Paty Moll Novaes

Donóstia é o nome do bar que uns amigos acabaram de abrir em Pinheiros e eu preciso recomendar aqui porque é uma delícia! O endereço é rua Simão Álvares, entre a Cardeal e Teodoro, mais um lugar para a série de pontos improváveis, ótimos por serem fora e dentro do circuito ao mesmo tempo! Quem comanda a cozinha é o chef espanhol Juantxo Martín, que nasceu em San Sebastián (que significa Donóstia, em basco, daí o nome da casa). O salão é responsabilidade do argentino Christian Angel Civitale, que morou dez anos em Barcelona. Trata-se de uma taberna de espírito basco, onde se pode sentar no balcão ou em uma das mesinhas e se servir de pintxos, que são petiscos em pequenas porções, geralmente servidos no palito, e outras tapas para compartilhar, além de alguns pratos mais fuertes. E para beber, uma pequena carta de vinhos com 23 rótulos, sendo a metade servida em taças (!!). Também tem sangria de vinho ou cava e cervejas especiais, como a espanhola Weiss Damm, por exemplo, que eu tomei e achei super gostosa, adoro cerveja de trigo.

O cardápio também é enxuto e tem opções que variam de acordo com o dia. Ele começa com os embutidos e queijos, como o típico Manchego, de ovelha, e o famoso Jamón serrano, e logo vem as tostas, que são tostadas maravilhosas e ótimas para dividir como a de Choriço gratinado com queijo e a de Tomate com jamón ibérico. Entre os pintxos, provei o de Queijo de cabra com cebola caramelizada e marmelada de vinho e a Croqueta de presunto cru e bechamel, ambos muito bons. Nos pratos, experimentei as Patatas bravas, com batatas em cubos fritas e servidas com molho picante, e os Txipirones en su tinta, que são lulas recheadas e cozidas em sua própria tinta. Ainda tem Gazpacho, aquela sopa fria de tomates bem tradicional, e o já candidato à carro-chefe da casa, o Bacalao al pil pil, receita basca bem clássica que traz uma posta de bacalhau cozido simplesmente no azeite e alho. Para fechar, preciso voltar lá só para comer o Miel y mató, uma sobremesa de queijo de ovelha com mel que parece incrível! Mude um pouco de assunto, deixe o boteco ou o seu bar do coração um pouco de lado e vá sentir o clima do Donóstia, uma casa de espírito basco que ainda não tinha representante por aqui, e que vale muito a visita.


Paty Moll Novaes

29 de setembro de 2011, às 12:09

Ô LÁ EM CASA


por Paty Moll Novaes

Novo McFlurry do McDonald´s, de Toblerone!!!! Meldels!

Outra boa ideia é provar um desses minis Toblerones, só para dar um gostinho!!!! Tem amargo, ao leite, branco, e um incrível que mistura ao leite e branco, o mais gostoso. Quem inventou foi gênio!! E viva o Toblerone!

Paty Moll Novaes

21 de setembro de 2011, às 23:09

RINCONCITO PERUANO


por Paty Moll Novaes

Estou fazendo aula de inglês com um professor peruano e sempre acontece da gente começar a conversar loucamente sobre gastronomia no meio da aula. Um dia ele me contou que quando quer matar a saudade da comida de seu país, ele vai a um restaurante de uma família de imigrantes que fica no centro e é muito bom e barato: o Rinconcito Peruano, que significa “cantinho peruano”. Fiquei curiosa e no último sábado fui lá almoçar com uma amiga que também ama comida latina. Só que por mais que conheça super bem o centro, ela disse que era bom a gente ficar esperta porque a casa fica em plana rua Aurora, a rua dos puteiros, e era sim perigoso, principalmente  a noite. Dei uma pesquisada e não encontrei nada sobre a casa em nenhum guia, nenhuma referência. Então peguei um taxi e fui, me sentindo a maior aventureira roots explorando a cidade e, ao mesmo tempo, um pouco patricinha, lógico, confesso, hahá!

Cheguei lá realmente com um pouco de medo porque a rua é bem trash, e depois de subir as escadas e entrar no restaurante, me senti um pouco desconfortável porque era a única não peruana que estava lá, e parece que eles não estão nada acostumados com pessoas que não são da comunidade. Minha amiga chegou logo depois, sentamos e um menino que não falava nada de português veio nos atender. Na TV passava um reality show peruano comandado pelo chef Gastón Acurio que parece que virou febre no país. Muito divertido! O cardápio tinha ceviches e pratos com peixes e frutos do mar que eram muito, muito baratos. Desconfiei da procedência e achamos melhor começar com uma carne, mais garantido, e depois voltaríamos para provar um arroz com mariscos ou um ceviche mesmo!

Pedimos um lomo saltado, uma receita muito tradicional feita com carne em tirinhas salteada com tomate, cebola, coentro, cebolinha, pimenta e… batata frita!! Estava maravilhoso! Já tinha comido esse prato outras vezes, já até tinha feito em casa, mas esse foi, sem dúvida, o melhor que já provei. E era tão bem servido que nós dividimos e ainda sobrou. Para beber, um guaraná Kuat! Aquele dia não tinha sobremesa, mas meu professor contou que foi no dia seguinte e tinha turrón, espécie de torrone deles feito com caramelo e amêndoas. Perdemos…. A conta? R$ 13, ou seja: R$ 6,50 para cada uma hahahaha! Que prazer, que emoção! Gostei muito da experiência. O restaurante é limpo e não me senti insegura lá dentro de modo algum, só fora. E a comida estava muito gostosa. A sensação de estar saindo da zona de conforto e do circuito também é muito legal! Tudo pela comida! O endereço é rua Aurora, 451. Ah, eles só aceitam dinheiro vivo.

Paty Moll Novaes

15 de setembro de 2011, às 00:09

PARA FAZER VALER A RESTAURANT WEEK


por Paty Moll Novaes

Sempre dá para aproveitar a Restaurant Week para descobrir lugares novos. Ou para fazer um almoço especial no meio da semana. Ou ainda para ir naquele restaurante que você adora e quer levar algum amigo para conhecer. Sei que muita gente foge nesses dias e eu mesma sinto que não sou exatamente o público do evento. Mas algumas casas sabem fazer muito bem a RW, preparando menus caprichados e treinando bem a brigada. Vou falar aqui de duas que visitei nessa edição e que valeram super a pena.

Uma delas foi o Dui, da chef Bel Coelho, que eu ainda não conhecia (nem acredito!!!!) e adorei. Gostei da experiência como um todo! O espaço é lindo, colorido e descolado, e a comida estava muito boa e muito bonita também: comi esse risoto de beterraba da foto, que vinha com ervilha torta crocante e essas folhinhas lindas da própria beterraba. De entrada pedi a salada verde com espinafre, queijo meia-cura, manga seca e vinagrete de melaço de cana. Podia ter um pouquinho mais de molho, mas achei a combinação muito interessante. E no fim a mesa toda foi unânime ao pedir a espuma morna de chocolate com farofa de avelã, maravilhosa! Ah, me apeguei ao maître que me levou à mesa, ele era muito, muito simpático!!

O outro restaurante que fui foi o AK Vila, da chef Andrea Kaufmann, que sou fã e já tinha ido algumas vezes. Fizemos a mesa da firrma, reservada com bastante antecedência. Pedi essa incrível berinjela da foto, chamuscada com tahine e tomates temperados. Mas provei o croquete de pato com geléia picante do colega do lado e também achei delícia, me deu uma ponta de inveja. De prato principal, pedi o spaghettini com pesto de manjericão e lulas provençais, que tava bem bom. De sobremesa, a taça merengue de morango e calda de mirtillo fez páreo duro com a torta mousse de chocolate, praliné de nozes e caramelo salgado.

O evento vai até domingo e ainda dá para aproveitar nesse fim de semana! Mas sugiro ver direitinho no site os menus e horários de funcionamento, ligar e reservar para não ter surpresas. E vá preparado porque provavelmente a casa estará o dobro de cheia do normal. Tenha um pouco de paciência, faz parte do pacote, da proposta. É só saber aproveitar!


Paty Moll Novaes

8 de setembro de 2011, às 23:09

JANTANDO POR MENOS DE R$ 30


por Paty Moll Novaes

Em semana de Restaurant Week, tenho pensando muito em como está caro comer em São Paulo e em como é maravilhoso quando encontro algum lugar muito bom e barato. Quando janto por menos de R$ 30 fico até deslumbrada! Continuando nesse clima, aí vão duas sugestões de restaurantes japoneses incríveis e muito baratex que vão te deixar super felizes na hora que chegar a conta!!

Um deles é o Mussashi, um japonês bem tradicional e pequenininho que fica no final da Rua Padre Carvalho, em Pinheiros. A casa é famosa por um yakisoba caseiro na chapa que é maravilhoso e dá para duas pessoas tranquilamente, ou até três dependendo da sua fome, e custa somente R$ 23. Para beber, a dose de saquê nacional sai por R$9.

O outro é o Aska Lamen, na Liberdade. O programa perfeito é sentar no balcão e pedir um lamen (foto acima) que custa entre R$ 11 a R$ 15. Só!!!! É e é enorme, uma delícia, com um caldo muito saboroso e um macarrão feito na hora à vista dos clientes, a coisa mais linda! Para beber, o saquê vem numa moringuinha de porcelana fofa, bem da vovó, e o nacional sai apenas por R$ 10. Mas provavelmente você vai ter que esperar para sentar, porque com esse preço e por ser tão bom, lá sempre tá lotado.

Viu como é ainda é possível encontrar lugares com uma boa relação custo-benefício na cidade? São poucos, mas tem que insistir nesses restaurantes com preço justo se quiser continuar saindo SEMPRE para comer – e não detonar seu orçamento.

Mussashi – Rua Padre Carvalho, 753 – Pinheiros. Telefone 3816-2739 (não tem site)

Aska Lamen – Rua Galvão Bueno, 466 – Liberdade. Telefone 3277-9682 (não tem site)

Paty Moll Novaes

29 de agosto de 2011, às 16:08

Ô LÁ EM CASA


por Paty Moll Novaes

Picolé de iogurte com limão da Diletto, maravilhoso! Por apenas 63 calorias.

Paty Moll Novaes

24 de agosto de 2011, às 23:08

PASTA DOURADA DO FALAFA


por Paty Moll Novaes

Já fui várias vezes ao Falafa e sempre como faláfel, óbvio! Mas desde que provei a Pasta Dourada do restaurante, ela nunca mais saiu da minha cabeça (a exagerada – rá!) É uma receita da querida chef Ana Soares que leva penne integral gratinado com molho branco, chancliche (aquele queijo árabe super gostoso), tomatinhos confitados, couve flor e brócolis refogados, queijo parmesão e farofinha de pão às ervas, bem a cara da Aninha. Imaginou???? Eu amo macarrão e confesso que, desde que fui para a Turquia, um novo leque de possibilidades de molhos apareceram na minha cabeça, como simplesmente o de tomate com coalhada, ou berinjela, tomate e coalhada, ou ainda fica incrível com carne (ou uma massa recheada de carne) com molho de tomate e coalhada – porque não? Hortelã no lugar do manjericão e chancliche ao invés de parmesão são ótimas substituições e também ficam uma delícia! Então aí vai a receita, que tentei explicar de uma maneira fácil de fazer em casa. Espero que gostem! Ah, desculpem pela foto escura, foi improviso total!

Pasta Dourada

Rendimento: 1,5 kg ou 5 porções de 300 g

Ingredientes:

450 g de penne Integral pré-cozido – al dente!

450 g de creme bechamel leve

100 g de chancliche esfarelado

200 g de tomatinhos confitados no azeite

200 g de couve flor cozida

200 g de brócolis cozido

15 g de parmesão ralado

15 g de farofa de pão às ervas

Modo de preparo:

Cozinhe o brócolis e a couve flor e reserve. Refogue os tomatinhos no azeite e reserve. Faça uma farofa de pão com azeite e ervinhas e reserve. Faça um molho bechamel leve e reserve. Cozinhe o penne até que fique al dente. Unte um refratário ou cumbucas individuais com um fio de azeite e metade da farofa. Faça camadas de penne, molho bechamel, chancliche esfarelado, verduras e tomatinhos. Finalize com o restante da farofa de pão e o queijo parmesão. Leve para gratinar no calor.

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