Faz um tempão que estou querendo “roubar” e traduzir este post da KJ Dell’antonia, blogueira do New York Times que escreve sobre pais e filhos. Pra mim, foi uma luz. Um jeito simples de aprender a viajar com crianças sem ter muita dor de cabeça. Acabei de chegar na Flórida, onde vou passar o Natal, e pude testar as dicas da jornalista. Para o Minas de Ouro, fiz uma tradução livre (e levemente resumida). Para quem lê em inglês, recomendo o original, claro! Boa viagem…
“1 – Seja legal com os funcionários da companhia aérea
A sua poltrona provavelmente está a 10 fileiras de distância da do seu filho de 3 anos. Você vai precisar de ajuda dos atendentes. Peça ajuda logo de cara, com um largo sorriso no rosto. Capriche no visual. Capriche no visual das crianças (roupinhas iguais em irmãos fazem as aeromoças dizer “ah!!!”). Seja simpática.
2 – Seja legal com os outros passageiros
“Oi”, eu digo para a pessoa sentada em frente ao meu filho menor. “Estou viajando sozinha com quatro crianças, pode ser que eu me distraia, então por favor me avise se eles estiverem te irritando, chutando sua poltrona ou brincando com a bandejinha. Eles sabem que não devem fazer isto, mas se esquecem”. Diga isto na frente das crianças, para que eles escutem também.
3 – Seja muito legal com os outros passageiros
Se seu bebê chorar o vôo inteiro, sem parar, peça desculpas. Peça para a aeromoça dizer aos outros passageiros que você sente muito pelo transtorno causado. Se estiver com um dinheirinho sobrando na carteira, ofereça drinks para seus vizinhos. Conheço uma pessoa que ofereceu plugs de ouvido. As pessoas percebem que você está tentando de tudo e sentem menos ódio. Não é culpa sua que o ouvido do seu bebê está doendo. E daí? Desculpe-se mesmo assim.
4 – Seja legal com seus filhos
Avião não é lugar para brinquedos de madeira e minicenourinhas. É hora de DVDs e pirulitos. Batatas chips. Nintendo. E pilhas extras.
5 – Seja legal com você
Para mim, levo chocolate e a memória de como me senti mal quando briguei com todo mundo no último vôo, de filho a atendente de vôo até o cara que não quis trocar de assento comigo. Se você não vai me ajudar, eu vou sorrir e dizer obrigada. Vou procurar alguém que me ajude. Se as coisas derem errado, vou dar risada e tirar o melhor que der da situação. Se eu não conseguir fazer isto, vou respirar fundo, me desculpar e começar de novo. Não porque eu queira ser uma deusa zen da bondade. Mas porque eu não preciso de outra úlcera.”
Não é ótimo? Recomendo : )
