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Posts marcados como ‘arte’

Marina Pontieri
8 de dezembro de 2011, às 14:12

PRA RESPIRAR NOVOS ARES

por Marina Pontieri

Eu sou super partidária da idéia de que a arte conquiste cada vez mais espaços expositivos fora das galerias – acho meio estranho ver uma exposição com a mesma sensação que eu tenho quando estou olhando roupas numa loja caríssima, ou seja, sob o olhar da vendedora que, enquanto analisa você de cima a baixo, tenta entender se você é uma milionária excêntrica ou se o seu jeito meio largado é coisa de pobretão mesmo.

Fora que no caso da expo “Em dezembro”, o espaço é o próprio atelier dos artistas e seus colaboradores. Muito legal, porque dá para ter um vislumbre de como é o dia a dia de um atelier onde convivem seis artistas com poéticas totalmente diversas e como estas poéticas se entrelaçam.

E ademais, acho o máximo que em vez de chorar a falta de uma galeria ( exceto no caso de Rafael Coutinho, que é artista da Choque Cultural), o povo está colocando a mão na massa e se organizando em espaços alternativos! Power to the art people! Fora que o preço sem intermediários é um convite para quem quer começar uma coleção.

Não conheço o trabalho de todo mundo, por isso não posso falar, mas posso dizer que uma delas é our very own Sofia Costa Pinto, que continua no seu rolê mundo afora, mas mandou um trabalho sobre… Ausências. Sugestivo, vai?

E tive a oportunidade de ver as telas do Rafael Coutinho e os Bordados da Rita Vidal e da Angela May e tenho que dizer: vale a visita. Muito.

O Rafa é meu marido e eu sou absolutamente suspeita, mas acho que são as melhores telas que ele já fez.

E a Rita e a Ângela pegaram aquelas roupinhas infantis super trabalhadas por bordados à mão, que ficam guardadas por anos e rebordaram valorizando as marcas e manchas de mofo e do tempo. Um trabalho LINDO, que pra  mim diz muito sobre a memória e a inexorabilidade do tempo.

Do resto das meninas vi apenas fragmentos, que posso dizer, me deixaram bem animada para amanhã.

Nos vemos?

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Marina Pontieri
28 de novembro de 2011, às 16:11

MULTIDAMA

por Marina Pontieri

Não é nenhuma novidade, mas de tempos em tempos eu re descubro essa multi artista incrível que é a Dame Darcy e volto a me apaixonar por ela. Como ela continua bem underground, mesmo depois de uma longa e super prolífica carreira, achei que valia a pena trazer aqui.

Sabe essas pessoas que eu vivo falando que não criam só um estilo, mas todo um universo em volta de si? Essas pessoas que podem desenhar, escrever, compor e que executam todas essas funções de uma maneira única e inconfundível?

Pois é, a Dame Darcy é dessas. Além de ser uma incrível ilustradora, ela escreve, filma, tem banda, faz bonecas e se você quiser vai na sua casa e pinta sua parede ( ela fez isso com para os dois filhotes da Courtney Love e eu sou louca pra pedir um orçamento no site, vai que é viável)!

Além disso, ela tem uma linha homemade de papeis de carta, chapéus para o Halloween, underwear e vários outros afins, tudo vendido na lojinha do Etsy, a preços super convidativos (tai o presente de natal perfeito, uma ilustração da Dame Darcy exclusiva e feita a mão. E não é caro mesmo, olha lá!)

Meu primeiro contato com a moça foi lá por 1998, lendo o zine que ela fazia e continua fazendo ( só por isso já sou fã, quem é que faz zine hoje, gente?) o MeatCake,  que é um apanhado de contos, ilustrações e quadrinhos ( ah é, esqueci, ela é quadrinista também. Tão contando?) e uma maneira superbacana de entrar em contato com o trabalho dela. E se pedir pelo site, vem assinado!

Pois é, essa aí em cima é a banda dela e ela é a de peruca descolorida. Uma amigona minha entrevistou a dama no final da década de noventa e disse que ela se veste assim o tempo todo: meio vitoriana meio vampira.

Tudo bem né? Normal acho que vocês sacaram que ela não era lá no começo do post. E que bom. Porque como eu disse ela ainda me impressiona toda a vez que eu a leio ou vejo ou ouço.

E eu torço para que venham na minha vida muitas outras freaks do bem como esta!

GO DAME!

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Sofia Costa Pinto
18 de novembro de 2011, às 00:11

SOBRE ARTE CONTEMPORÂNEA PORTUGUESA

por Sofia Costa Pinto

Eu acabei de passar um mês em Lisboa, uma experiência maravilhosa. Fui expor dois trabalhos, um deles em parceria com a artista Inês Moura. Foram duas exposições coletivas, uma em Lisboa e outra em Montemor-O-Novo. Tive a sorte de conhecer pessoas muito especiais e entre um almoço e outro constatei um fenômeno curioso. Os brasileiros não sabem (quase) nada sobre arte em Portugal. Não que Portugal seja uma grande potência nas artes mas mesmo assim dá vergonha. Dá vergonha perceber que os artistas portugueses em geral, conhecem pelo menos um pouco de arte brasileira, podem citar pelo menos uns 6 ou 7 nomes de artistas brasileiros; Hélio Oiticica, Lygia Clark, Vik Muniz e etc… eles conhecem um pouco. E a gente? Nada.

Ah! Estou falando das artes plásticas mas posso dizer que na música e no cinema acontece o mesmo, a literatura é um caso um pouco diferente. Não vou me aprofundar em pensamentos para tentar explicar esse fenômeno, deixarei-os para as mesas de bar, para as teses de antropologia e para os artigos de revistas intelectuais. Combinei comigo mesma que eu sairia de Portugal conhecendo um pouquinho mais a arte contemporânea portuguesa. Fiz uma lista com cinco nomes, sim apenas cinco e já estou me achando super à frente. Helena Almeida, Joana Vasconcelos, João Penalva, Miguel Palma, Pedro Cabrita Reis. Eu não escolhi esses artistas por que gosto especialmente do trabalho de cada um deles. Alguns eu gosto muito outros nem tanto mas uma coisa é certa, é necessário conhecer esses nomes. Equivale mais ou menos à conhecer Lígia Pape, Beatriz Milhazes, Nuno Ramos, Cildo Meireles e Ernesto Neto deles. É uma comparação completamente estúpida mas quero pelo menos dar uma ideia do peso desses artistas. (Tá bem? Sem drama!)

Helena Almeida, 1934. Vive e trabalha em Lisboa. A notícia mais recente que temos sobre ela é que a Tate Modern em Londres acabou de comprar a série de fotografias “Pintura Habitada” feita pela artista nos anos 70. Os trabalhos de Helena Almeida são em sua maioria fotografias mas ela não é fotógrafa, ela sempre está nas fotos e em muitos casos ela intervém com pintura sobre as fotos. Seus trabalhos são fotografias mas ela é fotógrafa-performer-pintora.

Joana Vasconcelos, 1971. Vive e trabalha em Lisboa. A comparação do trabalho de Joana Vasconcelos com o da Beatriz Milhazes é ao mesmo tempo absurda e perfeita. Joana gosta da mistura de cores vivas. Seus trabalhos são instalações, muitas feitas em crochê e bordados. As vezes esses “bordados” são feitos também com objetos. Sinceramente não sou grande fã de seu trabalho mas gosto muito do colar de bóias que Joana fez para a Torre de Belém em Lisboa. Não se assustem com o site dela que é horroroso!

João Penalva, 1949. Vive e trabalha em Londres. Penalva tem uma história de vida bem interessante, artista multi-talentos, ele é português embora more em Londres desde os anos 70. Antes de ser artista plástico Penalva foi bailarino, dançou com com Pina Baush (não é brinquedo, não!). No início de sua carreira Penalva estava mais dedicado à pintura, nos seus trabalhos mais recentes tem utilizado técnicas variadas mas sempre há uma presença de narrativa muito forte, quase sempre tem textos, palavras criando situações onde as pessoas são levadas a seguir uma narrativa sem perceber que são elas mesmas que estão criando-as. Confuso? Só vendo.

Miguel Palma, 1964. Vive e trabalha em Lisboa. Miguel Palma nessa lista talvez seja o menos conhecido mundialmente provavelmente por ser mais novo… não sei. Mas os trabalhos do Miguel são bem bonitos. Ele trabalha com instalação, tem uma fixação por máquinas, aviões, carros, barcos e engenhocas. Tem algo que nos faz lembrar brincadeiras de menino mas tudo isso em grade escala. Brincadeira de menino grande.

Pedro Cabrita Reis, 1956. Vive e trabalha em Lisboa. Pedro Cabrita Reis é com certeza o mais megalomaníaco dessa lista e talvez de todos os artistas portugueses. Acho que é o que tem um estilo menos definido, faz várias coisas de vários jeitos diferentes. Instalação com luz, pintura, escultura minimalista, escultura em concreto, tijolo. Não quer saber vai fazendo. Para mim, seu nome sugeria um cara pequeno magrelo mas é o oposto, é figura é muito forte, tem um que de Hitchcock em sua aparência. O escritor português António Lobo Antunes escreveu sobre Cabrita Reis logo, não faz o menor sentido eu ficar falando muito mais sobre ele. Quem quiser leia aqui

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Maria Montero
26 de setembro de 2011, às 09:09

SEM CONFIANÇA NÃO HÁ ENTREGA!

por Maria Montero

Já conhece a Mãe Duchampa?

Entra no site, assiste o vídeo institucional que lá está tudo bem explicadinho.

Eu contratei os serviços. E garanto resultado. Pode confiar.

Sem confiança não há entrega!



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Sofia Costa Pinto
22 de setembro de 2011, às 12:09

DO YOU WANT LOVE OR LUST?

por Sofia Costa Pinto

Do you want love or lust é um trabalho do artista conceitual francês Claude Closky. Essa obra linda ele fez há mais de 10 anos, na época em que fazer coisas para web ainda era uma questão. Conheci ele na Bienal de Istambul e fiquei muito fã do trabalho dele. Esse trabalho foi feito pra o  Dia Art Foundation é assim como vários trabalhos dele é infinito. Cliquem, respondam e vejam que belezura!

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Maria Montero
11 de agosto de 2011, às 15:08

ARTE-KUNST

por Maria Montero

Eu sei.

Tô sumida.

Tava curtindo uns bons drinks no verão europeu. Berlim e Veneza.

Foi mais que uma viagem, foi uma trip mesmo. Buraco da Alice. Sumi no buraco. Foi mal.

Apesar de ter fotografado muito e vivido intensamente cada minuto, não consegui escrever uma linha. Nadinha. Eu que vivo de caderninhos, poeminhas, devaneios, de anotar tudo, fazer diários, blog…Nada.

Estava num outro ritmo. Image-nation.

Justificativa dada, estou transbordada de arte (kunst, em alemão), e muitos posts se desdobrarão dessa jornada.

Como cheguei hoje, o primeiro post será de duas coisas bem pertinho de mim. Uma em Berlim, outra em São Paulo.

Em Berlim, a mostra coletiva Friends of Agora. Estou participando com um trabalho, mas, lá no Agora, tudo vale a pena, a começar pela casa e pelo jardim, e o clima de amizade.

Vai sair um texto sobre tudo mas, como acaba domingo…Vá aproveitar o Agora, pois o texto é coisa do futuro.

Em São Paulo, outra coletiva, na Luciana Brito Galeria, onde eu trabalho.

A mostra Estratégias Para Luzes Acidentais, ocupa todas as salas, e está bem linda.

Com curadoria de Eder Chiodetto, a mostra explora a poética da luz, na obra de 18 artistas.

Eu ia postar umas fotos, mas deu um pau aqui e não vou conseguir.

Mas é em São Paulo, vêm visitar que vale a pena mesmo.

Vai até 3 de setembro.

Luz no Agora para todos (desculpem, fiquei mística).

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Sofia Costa Pinto
4 de agosto de 2011, às 17:08

EXPOSIÇÃO ÍNDEX

por Sofia Costa Pinto

Esse sábado é a última chance pra visitar a exposição Índex, um projeto meu em parceria com Inês Moura e Juliana Froehlich. A proposta do Instituto Pensarte era que fizéssemos um trabalho com material encontrado num raio de 1500m tendo a galeria do instituto como centro. Passamos alguns dias andando, pesquisando e conhecendo a região, o Campos Elíseos. E o que aconteceu é que as coisas que encontramos não tinham como serem levadas para dentro de uma galeria pois são paisagens, postes, plantas, muros.

Essas duas fotos foram postadas no Instagram pela minha grande amiga Tata Pedrosa, acho que dá para vocês terem uma idéia do que se trata.

Catalogamos cada uma das coisas e colocamos plaquinhas, como as de museus em cada um dos pontos. Na galeria, você pega um mapa que te indica a posição das plaquinhas e te convida para uma caminhada. É um exercício do olhar, um convite a um passeio diferente pela cidade. Bom programa para esse sabadón.

Recomendo também a visita na Galeria Baró (alí do lado) para a abertura da exposição de Iván Navarro e Courtney Smith, também no sábado.

Índex
Inês Moura, Juliana Froehlich e Sofia Costa Pinto
Sábado, 06 de agosto de 12h até 17h
Alameda Nothmann, 1029 – Campos Elíseos

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Maria Montero
7 de julho de 2011, às 14:07

FAZENDO ARTE

por Maria Montero

Tenho um interesse particular por artistas que vão fazendo arte assim….da própria vida.

Ivan Fagote, colombiano radicado em Paris é assim… uma pitada de cara de pau, uma pitada de demência e….se joga!

O site dele é incrível, tem 43 projetos e as imagens ficam bem grandes, dá pra visitar o trabalho.

Olha o projeto número 5, “Feeling”.

Por que a arte não precisa ser solene.

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Maria Montero
18 de junho de 2011, às 13:06

SOLID LIGHT FILMS

por Maria Montero

Está de bobeira em São Paulo nesse maravilhoso dia de outono?

Que delícia. Já eu, não estou de bobeira . Operária das artes que sou, estou aqui na Luciana Brito Galeria, um dos meu trabalhos!

Mas confesso que aqui também está uma delícia! Vêm me visitar! Hoje é o último dia da imperdível exposição do Anthony McCall, artista britânico que reside em NY.

Eu conhecia pouco, mas fiquei fã. O trabalho é muito consistente e o cara é gente fina, elegante e sincera. Foi amigo do John Cage nos anos 70. Dessa turma.

A exposição é peso pesado. Uma mostra que poderia estar em qualquer grande museu do mundo. Obras históricas dos anos 70 como os filmes “Landscape for fire” (algo como paisagem para o fogo, mas não dá pra traduzir) e “Earthwork” (trabalho de terra- eu amo esse trabalho!) dividem o espaço com suas monumentais instalações, os “solid light films”. Alguns realizados nos anos 70 como “Line describing a cone” e outros mais recentes como ” Meeting you halfway”.

Além disso desenhos (lindos!) e cadernos originais.

No dia da abertura McCall realizou a performance “Five minutes drawing”, um desenho em cinco minutos, como o nome sugere. No vídeo dá pra ver a performance. Eu acho comovente. O gesto preciso do artista. Veja até o final!

O desenho do “Five Minutes Drawing” está logo na entrada da galeria. Um detalhe peculiar. McCall abandonou as artes por 20 anos. Aqui vemos então os anos 70, e a retomada nos anos 2000, era da tecnologia. Muito interessante perceber o que aconteceu no mundo.

Essa exposição é uma passeio zen, um buraco da Alice. Uma experiência interativa sem os truques da era dos espetáculos. Uma obra para ver, sentir, contemplar, participar e refletir.

Um silêncio pra ficar gravado na memória.





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Maria Montero
9 de junho de 2011, às 20:06

O QUE EU QUERO SÃO PALAVRAS CHEIAS DE VERDADE.

por Maria Montero

Só o que eu quero.

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Maria Montero
13 de maio de 2011, às 17:05

ARTHOLICRAZY

por Maria Montero

Semana das artes em São Paulo, tô correndo tipo gincana.

Tenho cerca de 5 minutos para escrever esse post, portanto, vamos ao que interessa.

Tem SP-Arte até domingo. Vai lá. Lembre-se que não se trata de uma exposição de arte. É uma feira. Viu gente? Sem romantismos. Fundamental pra sacar o estado das coisas. Amanhã  tem o lançamento do livro do AVAF. Acontecimento das artes, eu acho. Livro incrível, de uma artista mega talentoso.

Imperdível também a exposição paralela Entretanto- O Desvio é o Alvo, com curadoria de Luisa Duarte. Tão importante ter esse tipo de “evento paralelo”. Muito saudável a quebra do monopólio.

A casa é absurda e tem muito trabalho bom. A montagem está muito legal. Um passeio.

Bom final de semana. Fui!

sdadaddddddddddddddd
Maria Montero
30 de dezembro de 2010, às 13:12

MONO-KULTUR

por Maria Montero

Caminhando apressada na Feira de Arte de Miami (Miami Basel Art Fair), as zilhares de “obras de arte” (devo colocar aspas?) penduradas nas paredes daquele espaço imenso, iam passando por mim, sem fôlego.
Inúmeras escalas, materiais, assuntos, escritos, estampados, esculpidos, ampliados.
De tudo: pseudo- pornográficos, aleatórios, delicados, de brilhantes cravejados.
De ouro, de crochê, em papel fosco, em papel brilhante, em alta, em baixa, em full hd, com som, sem som, espetaculares, singelas, belas, grotescas, históricas e, emocionantes de ver na vida real, no meu caso, o trabalho da artista Francesca Woodman (minha musa!).
E essa questão de como organizar a sensibilidade em meio aos excessos é um dos grandes lances da contemporaniedade, não?
Daí topei com uma parede com alguns desenhos do artista escocês David Shrigley.
Parei, olhei, gostei, fotografei. Ele tem um humor bem peculiar que me interessa bastante; humor meio negro, meio engraçado, meio dócil.

Daí fui pesquisar…e tudo fez sentido. Eu já conhecia o trabalho dele. Quem me apresentou foi uma amiga de Berlim, editora (junto com outras pessoas legais, interessantes e talentosas) da revista independente mono-kultur.

Quando visitei Berlim faz uns anos, ela me deu algumas edições- é daquelas coisas que eu guardo como se fosse tesouro.
Trata-se de uma publicação pequena. Em papel gostoso, com desenho gráfico clean, sofisticado e inteligente. Cada edição apresenta apenas uma entrevista. Uma única (muito boa essa idéia).
Sem fofocagem. Conversas honestas, tratadas com cuidado, delicadeza e bom tom.
A publicação é quadrimestral e tem entrevistas com gente tipo Nine Inch Nails, Tilda Swinton, François Ozon, Miranda July e mais um monte, ao todo são 25 edições.
A número 09 é a do artista David Shringley. Pronto. Tá feito o link.
Os dois sites, do David Shringley e da mono.kultur são MUITO bons, salva nos seu favoritos e volte sempre. Tem um mundinho (mundão) em cada um deles, entra lá.

Mas lembre-se: navegar é preciso, viver é mais preciso ainda.

Feliz ano novo.

sdadaddddddddddddddd
Maria Montero
11 de setembro de 2010, às 12:09

ABOTOADOS PELA MANGA

por Maria Montero

Como eu já havia comentado vai rolar uma maratona das artes aqui em São Paulo, por causa abertura da Bienal.

Mas esse é um post muito especial!

É um post para divulgar o Abotoados Pela Manga. Um projeto que estou mergulhada há cerca de um ano, junto com o querido curador e artista Franz Manata. O resultado dessa aventura  terá início no 18 de setembro aqui em São Paulo. Anota na agenda.

Olha que eu já fiz muita coisa nessa vida mas esse é um projeto que além de afetivo, me transformou (isso por que ainda nem começou) como profissional e como ser humano e estou extremamente agradecida por ter sido abotoada.

Ainda vou falar muito sobre esse assunto, enquanto isso as informações estão no blog Abotoados pela Manga ou no evento criado no Facebook.

Começa dia 18 (próximo sábado) e todo mundo que estiver em São Paulo está super convidado. Um detalhe importante, nem estamos chamando o dia 18 de abertura. Estaremos abertos todos os dias e a programação de encontros, performances e debates será intensa. Pode chegar qualquer dia e qualquer hora.

Espero vocês lá!


sdadaddddddddddddddd
Maria Montero
30 de agosto de 2010, às 20:08

SEM TÍTULO

por Maria Montero

Acho que era março quando a Aninha Strumpf me convidou para ser uma Mina. Na época escrevi um post gigante todo comovido me apresentando.O post ficou aqui quieto, armazenado até a hora certa. Que chegou!

O tempo passou e o momento não poderia ser mais propício para esse novo desafio/exercício.

Momento propício por vários motivos: São Paulo está agitada em vésperas de Bienal. Se recuperando daquela última do vazio, um tanto deprimente, esse ano ela vêm com nova gestão e com uma bela verba captada (dá pra ver acessando o site do Minc e dando uma busca em 29ª Bienal).

Mais que a Bienal em si, que só vai dar pra falar depois de ver, bom mesmo é que vão rolar mil coisas paralelas e uma circulação intensa de gentes das artes. Todo mundo mega pilhado com os acontecimentos culturais da cidade.

Eu mesma estou envolvida em 4 ou 5 coisas, sendo uma delas um projeto daqueles transformadores, que agitam tudo lá dentro e vou adorar contar tudo aqui (logo mais).

Outra coisa boa é que estou, no meio de tudo, também mergulhada na minha graduação na PUC (em Arte: História, Critica e Curadoria), fato que abriu uma nova porta mental dentro do cérebro e estou vibrando.

A aula de estética é do grande Peter Pál Pelbart, não vou conseguir descrever nem ele nem a força dessa aula agora. Guardo esse assunto para depois.

O fato é que está tudo reverberando em mim.

Seu último conselho foi que adotássemos nas nossas vidas a prática diária da escrita, além, claro, de sempre ler literatura.

Ando viciada nas leituras faz tempo, quase leio embaixo do chuveiro. E começo aqui, ao vivo e a cores no Minas de Ouro, meu compromisso com a escrita.

Um pouco aqui e um pouco acolá, que os meus projetos também precisam de mim. E as palavras vão ter que se multiplicar magicamente por que tem MUITO pensamento para organizar!

By the way, aquele post de apresentação passou da data de validade, mas no próximo post eu coloco os highlights!

Até breve.

PS: E para inaugurar a minha vida no mundo virtual (Sim! Essa é a primeira vez que escrevo num blog) apresento o SENSACIONAL vídeo do artista André Sicuro, que estará em São Paulo para o incrível projeto que vocês vão conhecer logo mais.

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Clarice Reichstul
11 de maio de 2010, às 10:05

jamac na ovo

por Clarice Reichstul

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você conhece o jamac? o jardim miriam arte clube? é como se fosse um clube de futebol de várzea, mas de arte. é também um projeto de pelo menos 6 anos da artista mônica nador, a conca. é mais ou menos assim: o trabalho dela é feito à base de stencils, que geralmente são elaborados em conjunto com  membros de uma comunidade e são usados como pintura decorativa nas casas e imóveis dessas comunidades. movida pela ideia de “romper e expandir limites na intervenção artística” ela começou a aplicar esses estencils em bairros periféricos como uma maneira de recuperar moradias da população que habita espaços urbanos desassistidos pelo poder público.

o desenvolvimento dos stencils se baseia em elementos presentes nas casas, do gosto de cada freguês que vai usando a técnica ensinada pela mônica para enfeitar o seu espaço. o resultado é fenomenal.

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a partir de hoje, na loja de design ovo, haverá uma invasão do jamac, que desenvolveu uma série de livros-objetos, papéis e luminárias que estarão expostos e à venda por lá. as luminárias são os já conhecidos cubos de acrílico da ovo, com padronagens jamac. o que é mais legal e o que tem mais a ver com o assunto aqui do jaguadarte, é que a monica vai dar uma oficina de stencil no dia 15 de maio e, se você anda com preguiça da decoração do quarto dos seus filhos ou quebrando a cabeça em como fazer algo bonito e não tão custoso para o quarto do seu bebê, essa pode ser uma boa idéia! tô me animando para dar um pulo lá…

downloads

vai aqui o serviço:

jamac na ovo
abertura
dia 11.5, às 20h

exposição
de 12 a 22.5
de segunda a sexta, das 10h às 19h; sábados, das 11h às 17h

oficina de estêncil com mônica nador
dia 15.5, às 15h

ovo
r gomes de carvalho, 830, tel. (11) 3045-0309, vila olímpia

fotos: fernando lazlo

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