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Posts marcados como ‘arte’

Maria Montero
11 de setembro de 2010, às 12:09

ABOTOADOS PELA MANGA

por Maria Montero

Como eu já havia comentado vai rolar uma maratona das artes aqui em São Paulo, por causa abertura da Bienal.

Mas esse é um post muito especial!

É um post para divulgar o Abotoados Pela Manga. Um projeto que estou mergulhada há cerca de um ano, junto com o querido curador e artista Franz Manata. O resultado dessa aventura  terá início no 18 de setembro aqui em São Paulo. Anota na agenda.

Olha que eu já fiz muita coisa nessa vida mas esse é um projeto que além de afetivo, me transformou (isso por que ainda nem começou) como profissional e como ser humano e estou extremamente agradecida por ter sido abotoada.

Ainda vou falar muito sobre esse assunto, enquanto isso as informações estão no blog Abotoados pela Manga ou no evento criado no Facebook.

Começa dia 18 (próximo sábado) e todo mundo que estiver em São Paulo está super convidado. Um detalhe importante, nem estamos chamando o dia 18 de abertura. Estaremos abertos todos os dias e a programação de encontros, performances e debates será intensa. Pode chegar qualquer dia e qualquer hora.

Espero vocês lá!


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Maria Montero
30 de agosto de 2010, às 20:08

SEM TÍTULO

por Maria Montero

Acho que era março quando a Aninha Strumpf me convidou para ser uma Mina. Na época escrevi um post gigante todo comovido me apresentando.O post ficou aqui quieto, armazenado até a hora certa. Que chegou!

O tempo passou e o momento não poderia ser mais propício para esse novo desafio/exercício.

Momento propício por vários motivos: São Paulo está agitada em vésperas de Bienal. Se recuperando daquela última do vazio, um tanto deprimente, esse ano ela vêm com nova gestão e com uma bela verba captada (dá pra ver acessando o site do Minc e dando uma busca em 29ª Bienal).

Mais que a Bienal em si, que só vai dar pra falar depois de ver, bom mesmo é que vão rolar mil coisas paralelas e uma circulação intensa de gentes das artes. Todo mundo mega pilhado com os acontecimentos culturais da cidade.

Eu mesma estou envolvida em 4 ou 5 coisas, sendo uma delas um projeto daqueles transformadores, que agitam tudo lá dentro e vou adorar contar tudo aqui (logo mais).

Outra coisa boa é que estou, no meio de tudo, também mergulhada na minha graduação na PUC (em Arte: História, Critica e Curadoria), fato que abriu uma nova porta mental dentro do cérebro e estou vibrando.

A aula de estética é do grande Peter Pál Pelbart, não vou conseguir descrever nem ele nem a força dessa aula agora. Guardo esse assunto para depois.

O fato é que está tudo reverberando em mim.

Seu último conselho foi que adotássemos nas nossas vidas a prática diária da escrita, além, claro, de sempre ler literatura.

Ando viciada nas leituras faz tempo, quase leio embaixo do chuveiro. E começo aqui, ao vivo e a cores no Minas de Ouro, meu compromisso com a escrita.

Um pouco aqui e um pouco acolá, que os meus projetos também precisam de mim. E as palavras vão ter que se multiplicar magicamente por que tem MUITO pensamento para organizar!

By the way, aquele post de apresentação passou da data de validade, mas no próximo post eu coloco os highlights!

Até breve.

PS: E para inaugurar a minha vida no mundo virtual (Sim! Essa é a primeira vez que escrevo num blog) apresento o SENSACIONAL vídeo do artista André Sicuro, que estará em São Paulo para o incrível projeto que vocês vão conhecer logo mais.

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Clarice Reichstul
11 de maio de 2010, às 10:05

jamac na ovo

por Clarice Reichstul

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você conhece o jamac? o jardim miriam arte clube? é como se fosse um clube de futebol de várzea, mas de arte. é também um projeto de pelo menos 6 anos da artista mônica nador, a conca. é mais ou menos assim: o trabalho dela é feito à base de stencils, que geralmente são elaborados em conjunto com  membros de uma comunidade e são usados como pintura decorativa nas casas e imóveis dessas comunidades. movida pela ideia de “romper e expandir limites na intervenção artística” ela começou a aplicar esses estencils em bairros periféricos como uma maneira de recuperar moradias da população que habita espaços urbanos desassistidos pelo poder público.

o desenvolvimento dos stencils se baseia em elementos presentes nas casas, do gosto de cada freguês que vai usando a técnica ensinada pela mônica para enfeitar o seu espaço. o resultado é fenomenal.

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a partir de hoje, na loja de design ovo, haverá uma invasão do jamac, que desenvolveu uma série de livros-objetos, papéis e luminárias que estarão expostos e à venda por lá. as luminárias são os já conhecidos cubos de acrílico da ovo, com padronagens jamac. o que é mais legal e o que tem mais a ver com o assunto aqui do jaguadarte, é que a monica vai dar uma oficina de stencil no dia 15 de maio e, se você anda com preguiça da decoração do quarto dos seus filhos ou quebrando a cabeça em como fazer algo bonito e não tão custoso para o quarto do seu bebê, essa pode ser uma boa idéia! tô me animando para dar um pulo lá…

downloads

vai aqui o serviço:

jamac na ovo
abertura
dia 11.5, às 20h

exposição
de 12 a 22.5
de segunda a sexta, das 10h às 19h; sábados, das 11h às 17h

oficina de estêncil com mônica nador
dia 15.5, às 15h

ovo
r gomes de carvalho, 830, tel. (11) 3045-0309, vila olímpia

fotos: fernando lazlo

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Gisela Gueiros
24 de abril de 2009, às 03:04

insaciável

por Gisela Gueiros

enquanto andava pelas de ruas de manhattan, minha amiga de infância que está aqui de passagem perguntou – ‘qual a melhor parte de morar em nova york?’. sem pensar muito respondi, ‘são as infinitas exposições de arte’.

ny tem essa qualidade/problema – a gente está sempre perdendo alguma coisa. é show do flight of the concords no radio city, a peça waiting for godot no studio 54, o tribeca filme festival, etc. mas são as mostras de arte que me fazem sentir que coisas muito boas vão ficando pra trás.

neste exato momento, estão em cartaz uma exposição sobre nossa incrível mira schendel junto com león ferrari no moma; outra do alex katz na galeria pace wildenstein downtown com pinturas monumentais de paisagens feitas em maine; os vídeos, instalações, esculturas e fotografias de jonathan horowitz no p.s.1; as frases de jenny holzer no whitney museum; the generational: younger then jesus no new museum com artistas que têm menos de 33 anos de idade;  a coletiva the pictures of generation 1974-1984 no met, que inclui cindy sherman e sherrie levine; e on the money na morgan library, com cartoons da revista new yorker que falam de dinheiro (tudo por conta da crise financeira mundial), além de muitas outras.

só de escrever esta listinha já fiquei meio aflita! porque mesmo se você se dedica e vê tudo o que dá, sempre escapam vários programas… enquanto um roteiro cultural é preparado no seu moleskine, milhares de outras atividades são acrescentadas à agenda novaiorquina. pois bem – a minha parte favorita de ny é essa sensação constante de que sempre há algo mais que precisa ser visto urgentemente… ny é bom pra gente faminta!

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(flight of the concords, cartoon da new yorker, jenny holzer, cindy sherman, alex katz e new museum)

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Gisela Gueiros
30 de março de 2009, às 00:03

casulo

por Gisela Gueiros

tem um tubarão de verdade exposto numa caixa de vidro com formol no metropolitan museum. o preço de uma caveira cravejada com 8.601 diamantes é us$100 milhões. cigarros apagados estão dispostos lado a lado numa vitrine. tudo isso é arte de damien hirst.

o tema central dos trabalhos dele é a morte. mórbido, literalmente, mas ainda assim fascinante. no bar do gramercy park hotel, um dos mais tchap-tchuras da cidade, tem uma tela gigantesca feita pelo artista inglês, com centenas de asas de borboletas (ui!) coladas. sempre que vou lá, fico hipnotizada com as cores – parece um caleidoscópio.

neste fim de semana, andando pelo soho vi uma barraquinha de rua vendendo borboletas emolduradas, aquelas de laboratório de ciências. inspirada por hirst, decidi decorar a parede da minha casa com uma delas (us$10). o senhorzinho simpático, que traz os insetos da américa do sul, fica na spring street entre a broadway e a crosby todos os sábados. para quem quiser brincar de ter um damien hirst meia-boca, fica a dica.

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Gisela Gueiros
27 de março de 2009, às 00:03

ao pé da letra

por Gisela Gueiros

uma das melhores coisas que vi em nova york no ano passado foi a projeção site-specific que jenny holzer fez para o guggenheim. o trabalho comemorava o fim da restauração do prédio do museu.

a boa notícia é que acabou de abrir uma retrospectiva dela no whitney museum. protect protect fica em cartaz até 31 de maio e foi uma das exposições mais silenciosas que assisti. por conta dos textos, os visitantes passam a maior parte do tempo lendo. clima de concentração – são centenas de frases, em vários painéis eletrônicos seguidos, às vezes passando na mesma linha em sentidos diferentes ou piscando.

a artista americana ficou conhecida no fim dos anos 70 com a série truisms, que já foi projetada no times square e na pirâmide de vidro do louvre. além das frases, também estão à mostra os trabalhos mais recentes, que incluem documentos do governo americano sobre as guerras no oriente médio (em forma de painéis eletrônicos e serigrafias sobre tela) e uma mesa com ossos humanos, que faz referência a estupros e assassinatos de mulheres na guerra da bósnia.

e como é sempre bom reler as frases dela, preparei uma listinha com algumas das minhas preferidas. mas, na verdade, o trabalho de jenny é incrível mesmo quando a gente não lê – basta olhar.

– the most profound things are inexpressible
– being sure of yourself means you’re a fool
– enjoy yourself because you can’t change anything anyway
– if you have many desires your life will be interesting
– just believing something can make it happen
– lack of charisma can be fatal
– low expectations are good protection
– people are nuts if they think they are important
– raise boys and girls the same way
– repetition is the best way to learn
– when something terrible happens people wake up
– words tend to be inadequate

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Gisela Gueiros
5 de março de 2009, às 13:03

8760 horas

por Gisela Gueiros

só dá ele: tehching hsieh (juro que o nome é este, não teclei errado) foi capa do caderno de artes do new york times na semana passada (25/2), é a estrela da exposição performance 1, no moma, e faz parte da mostra the third mind – american artists contemplate asia –, no guggenheim.

suas performances mais conhecidas são as de um ano de duração (feitas entre 1978 e 86). hsieh (lê-se sei), que nasceu em taiwan em 1950 e se mudou pra ny aos 24 anos, já ficou amarrado com uma mulher sem encostar nela, se trancou numa prisão dentro de seu próprio apartamento e passou 365 dias ao ar livre – sem entrar em nenhum lugar coberto.

a minha preferida é a que está no guggenheim: o artista tirou um auto-retrato a cada hora do dia durante um ano (de 11 de abril de 1980 a 11 de abril de 1981). além da foto, ele batia ponto, como os funcionários faziam em seus empregos antigamente. no primeiro dia, hsieh raspou o cabelo. assim, a passagem do tempo fica bem clara nas fotografias.

também fazem parte da exposição trabalhos de jackson pollock, ann hamilton, franz kline, brice marden, bill viola, paul kos, yoko ono, agnes martin, jasper johns e robert rauschenberg.

no site do museu dá pra assistir um videozinho ótimo, que por sinal foi dirigido pelo meu namorado! (momento tiete). vale conferir.

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