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Posts marcados como ‘bob dylan’

Manô Miklos
30 de agosto de 2011, às 17:08

EL AMOR AÚN ES MI CANCIÓN

por Manô Miklos

Provocada pelo meu compadre Helio Flanders, passei boa parte da minha última madrugada pensando nos meus 5 álbuns de folk favoritos. Missão dureza. Ele já tinha a lista dele, lindíssima. E eu, que gosto de um desafio, resolvi fabricar a minha.

No final da noite, cheguei numa lista bonita. Vem comigo.

No topo, primeiríssimo lugar de qualquer lista que eu faça sobre qualquer coisa: Blue, da minha Joni Mitchell. De 1971. Um disco épico. Arrepios do começo ao fim. Está em “A Case of You”, a faixa 4 do lado B, uma das declarações de amor mais deliciosas do mundo: “I could drink a case of you, darling/And I would still be on my feet”.

Blue é meu álbum de folk preferido. Meu sorvete predileto. Meu vestido mais bonito.

Depois, no segundo lugar do pódio, está o belíssimo “Comes a Time”, do genial Neil Young. O álbum é de 1978. Um deleite. E se for pra você experimentar assim, de conta-gotas, eu sugiro começar com “Lotta Love”. Faixa 4 do lado A. Néctar: “It’s gonna take a lotta love/To make this work out right”.

O terceiro lugar é de Mr. Bob Dylan. Como não podia deixar de ser. E o álbum é o absurdo “Blood on the Tracks”, de 1975. Só coisa boa. Um clássico.

Um som clássico é aquele que você nunca termina de ouvir. Porque é sempre novidade. É sempre desvirginar um pedacinho intocado de si mesmo. “Blood on the Tracks” é assim.

Em quarto lugar, senhoras e senhores, Lady Karen Dalton e seu álbum de 1971, “In My Own Time”. Dalton canta de um jeito que não é para ouvir com o ouvido, só. Bate lá dentro. É um disco pra ouvir com as entranhas. Pro seu pulmão, fígado, pro seu estômago balançarem ao som bittersweet da moça.

Meu partner in crime, Guilherme Saldanha, vocalista dos Garotas Suecas, é que trouxe Karen Dalton pra mim. E por isso, e por tanto mais, eu serei eternamente grata.

Enfim, o quinto lugar. E aí, minha gente, nem vem que não tem. Porque o quinto lugar é indiscutivelmente de “Passado, Presente & Futuro”, dos pais do rock rural: Sá, Rodrix e Guarabyra. 1972. Um discão. Três cara incríveis. Um som da pesada. “Hoje Ainda é Dia de Rock”, minha faixa preferida, é mais que uma canção, é um hino: “Eu tô doidin por um pianin/Mãe e pai, com caixa Leslie e amplificador/Pra eu poder tocar lá na cidade/Mãe e pai, um rockizinho para o meu amor/Depois formar a minha eletrobanda/Que vai deixar as outras no roncó.

Sá, Rodrix e Guarabyra, meus amores, deixam os outros no roncó.

Deixo vocês com um poquito de Karen Dalton. Sigam-me os bons. E os maus. Sigam-me todos.

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participação especial
2 de março de 2011, às 19:03

MUSAS

por participação especial

Por Marcela Paes *

Todo artista tem uma musa ou uma fonte forte de inspiração. Algumas musas podem não ser únicas, mas acabam escolhidas como as mais marcantes, pelas músicas e pinturas que inspiraram. Esta semana, morreu, aos 67 anos, a artista americana Suze Rotolo, principal musa do cantor Bob Dylan. Suze e Dylan namoraram no começo da carreira do cantor. A garota de 17 anos foi a inspiração pra algumas canções do disco The freewheelin – que eu adoro. A icônica capa do álbum com a foto dos dois abraçados em Nova York, se tornou símbolo de uma época idealista e cheia de mudanças.

Outro artista muito conhecido por suas musas foi o pintor Pablo Picasso. Suas fases totalmente distintas são atreladas às mulheres com quem estava na época. A primeira delas, a bailarina Olga Koklova, foi alvo de sua ira. Com o fim do casamento, a figura de Olga aparecia nas pinturas cada vez mais feia, quase desfigurada.. Ao mudar de parceira, o artista também alterava sua obra. Na época em que era amante da francesa Marie Therese, e o relacionamento ia bem, seu trabalho era solar e alegre.

Às vezes a figura da musa ganha tanto destaque que acaba por transcender a esfera de referências do artista. Este foi o caso da atriz alemã Anita Pallenberg. Anita namorou Brian Jones e se casou com Keith Richards, dos Rolling Stones. A atriz ficou famosa por representar o estilo de vida desregrado dos roqueiros dos anos 70. Suas roupas e atitude única foram muito copiados na época e até hoje são referência em moda.

Por fim, minha musa preferida: Anna Karina. A bela e talentosa atriz foi mulher de Godard e o relacionamento conturbado dos dois fica claro na maneira como o cineasta a filma. Anna Karina afirmou em um documentário que, após a separação dos dois, Godard fazia questão de deixá-la feia nos filmes. Em “O Desprezo”, o cineasta usava frases que Anna Karina tinha dito em discussões do casal para compor a personagem de Brigitte Bardot.

As musas podem ser tão ou mais interessantes que seus admiradores artistas e é fato que muitas obras de gênios das artes estão marcadas pelo relacionamento com suas mulheres.

* Marcela Paes: Experimentada em direito e filosofia, teço minhas observações a partir do olhar inquietante de uma curiosa nata. Me aventurei na terra de Gaudí e escolhi o jornalismo como profissão. No resto do tempo, me divido entre a devoção à gastronomia, maratonas ocasionais e reuniões regadas a cerveja. Aguardo o dia em que viverei sob o sol de Hemingway.

Twitter: @mahpaes

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Gisela Gueiros
4 de fevereiro de 2010, às 16:02

gaitinha

por Gisela Gueiros

atenção, mamães! vai ser lançada em setembro uma edição em forma de livro infantil da música man gave names to all the animals de bob dylan com ilustrações de jim arnosky. e a melhor parte é que o livrinho vem acompanhado de um cd com a gravação original de dylan – do disco slow train coming.

eu, que até hoje sei de cor várias músicas que escutava na infância (saltimbancos, balão mágico, etc), acho o livro do dylan ‘obrigatório’ para os pequenos desta geração. outro dia meu irmão desenterrou o lp do sítio do pica pau amarelo e eu pude cantar de novo a minha música preferida de quando eu tinha pouco mais que 5 anos – ‘emília’ com baby consuelo (baby do brasil? nunca sei). uma delícia! mas enfim, tudo para dizer que se o livro tem o dedo do bob dylan, então já se tornou um clássico! mas, por enquanto, só a capa do livro foi divulgada…

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Stephanie Choate
24 de dezembro de 2009, às 15:12

rock n’ roll christmas

por Stephanie Choate

dia 24 de dezembro é sempre a mesma coisa. peru, presentes, família e…. uma trilha sonora de chorar. (ainda tenho pesadelos com um cd da simone cantando “então é nataaaal e o que você feeeez”) bom, não esse ano.

christmas in the heart é o nome do último cd lançado por bob dylan, onde ele canta algumas das melhores músicas e hinos tradicionais natalinos. na verdade, o verbo “cantar” fica pouco para o que ele faz… ele interpreta as canções com sua voz rouca inconfundível, tocando gaita, guitarra e piano.
bem folk e bem dylan (e surpreendentemente, bem natalino!)
este é o seu 34˚ álbum, mas o primeiro especialmente dedicado ao natal com músicas como “little drummer boy”, “winter wonderland” e “have yourself a merry little christmas”.
porém, mais do que um disco, este cd é um projeto de caridade. toda a renda será revertida para instituições contra a fome mundial. os royalties serão inteiramente doados para organizações como o feeding america dos estados unidos e o world food program da onu.
e para animar o espírito natalino, o vídeo de “must be santa”, a única do cd com direito à clipe.

e eu que achava que o natal na minha casa era animado…

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Regina Strumpf
9 de maio de 2009, às 00:05

design psicodélico

por Regina Strumpf

se você é designer e não conhece o milton glaser , pode mudar de profissão, segundo meu amigo ronald  kapaz.

ele  é um grande designer que criou em 1967 o  poster para o disco “bob dylan’s greatest hits” .  foi o primeiro a ter a idéia de inserir um poster dentro de um disco.  poster hoje que  é um clássico, ícone não só do design e da música como também de uma era.

seu segundo álbum, “The Freewhellin’ Bob Dylan”(1963), contendo apenas canções de sua autoria, consagrou o músico com o  “blowin’ in the wind, que se tornou um hino do movimento dos direitos civis. titulo que sempre recusou, e que recebeu por cantar nos protestos pela liberdade civil e contra a guerra do vietnã.

bom, voltando ao milton glaser, se você não conhece seu nome certamente conhece o slogan criado por ele para NY, um dos mais famosos do século.

trabalhos do milton glaser-capa do disco do bob dylan e um dos mais famosos logos de todos os tempos

trabalhos do milton glaser-capa do disco do bob dylan e um dos mais famosos logos de todos os tempos

este estilo, o do cabelo multicolorido,  foi chamado de psicodélico e volta agora com todas as forças, numa nova era hippie.  não é surpresa ver que mesmo em crise o remake do musical da broadway “hair”, da década de 70, com seu hit “aquarius”, está fazendo o maior sucesso, com filas dando a volta no quarteirão.

hair - cartaz da produção original e imagem do remake.

hair - cartaz da produção original e imagem do remake.

paz e amor!

sdadaddddddddddddddd
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