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Posts marcados como ‘damien hirst’

Gisela Gueiros
14 de maio de 2010, às 20:05

nós, gatos

por Gisela Gueiros

outro dia tive uma conversa gostosa e sentimental com uma amiga. o assunto? gatos. claro que falamos um pouco de tudo, mas os felinos deram o tom. isso porque nossos gatos persa, pina e fellini, eram prometidos um para o outro e faleceram antes do previsto, deixando nossas vidas menos felpudas.

o fato é que o papo me fez lembrar de um gato lindo que conheci na casa de um colecionador de arte. fomos visitar sua coleção – com a turma do mestrado –, em washington d.c., e eu, em vez de prestar atenção nos trabalhos incríveis que o senhor tinha, só conseguia olhar pro gato que circulava pela sala.

se um dia eu tomar coragem de ser mãe de gato de novo (meu marido é mais canino que felino), não tenho dúvida de que quero um como o dele, da raça maine coon – uma das mais antigas dos estados unidos, nativa do estado de maine. por ser dócil e grande, o maine coon também é chamado de ‘gentle giant’ – gigante gentil.

vejam alguns ‘exemplos’ do bichano seguidos de um damien hirst e um eric fischl – artistas que estavam lá, dando sopa nas paredes da casa, enquanto eu só conseguia seguir o gato com meu olhar.

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Sandra Soares
19 de abril de 2010, às 12:04

viva a morte

por Sandra Soares

adoro caveirinhas. e por isso estou super curiosa para visitar a exposição c’est la vie, vanités de caravage à damien hirst (é a vida, vaidades de caravage a damien hirst), em cartaz no museu maillol, em paris, até o fim de junho. quem passar por lá verá 160 obras que têm como tema… caveiras, obviamente.

criaturas e criadores: a caveira do mickey é de nicolas rubinstein. à direita, obra de annette messager. a caveira com detalhes dourados é na verdade um anel, dos anos 1940, de designer desconhecido. quem fez a caveira de nariz vermelho foi niki de saint phalle. e, por último, a famosa caveira de damien hirst.

criaturas e criadores: a caveira do mickey é de nicolas rubinstein. à direita dela, obra de annette messager. a caveira com detalhes dourados é na verdade um anel, dos anos 1940, de designer desconhecido. quem fez a caveira de nariz vermelho foi niki de saint phalle. e, por último, a famosa caveira de damien hirst.

eu adoro caveirinhas bem humoradas porque acho que elas prestam um grande serviço: o de nos fazer pensar sobre a morte. vocês já perceberam como a morte e o sexo trocaram de lugar ao longo da história? quando os partos eram feitos em casa, alguém se encarregava de levar as crianças para longe porque o sexo era tabu – por isso achava-se que, vendo de perto um nascimento, a criança teria sua curiosidade despertada sobre o todo processo que levou um bebê até ali. na mesma época, crianças frequentavam enterros. a família do morto ficava feliz se os amigos levavam seus filhos ao velório do ente querido (achava-se que os pequenos eram anjos na terra, capazes de abençoar o defunto). hoje, partos são transmitidos ao vivo pela internet e as crianças são levadas para longe quando há um enterro (a morte virou tabu, enquanto o sexo passou a ocupar um lugar sobre holofotes). ainda bem que temos as caveiras para nos fazer pensar sobre a morte. quem pensa nela aproveita muito melhor a vida, vocês não acham?

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Clarice Reichstul
20 de janeiro de 2010, às 08:01

other criteria

por Clarice Reichstul

já pensou em ter uma toalha de praia estampada com uma obra do julian schnabel? ou mesmo do jeff koons? ou quem sabe uma mantinha de cashmere  criada pelo damien hirst? na other criteria você encontra tudo isso e muito mais: posters, impressões mais baratas, jóias, roupas e acessórios criados por artistas consagrados, cujo trabalho não sairia por menos de algumas centenas de milhares de dólares.

mesmo sendo mais barato do que as obras originais, não é que a loja é  uma pechincha. mas tem coisas realmente mais em conta como camisetas e as tais das toalhas de praia. a sensação que dá é que é um pouco como as linhas de óculos, cosméticos e perfumes das grandes marcas como chanel, bvlgari e etc… o consumidor sente que tem um pouquinho do luxo e do glamour que essas marcas representam  pagando pouco. na other criteria a lógica é aplicada à obras de arte.

quem entrar no site da loja, vai perceber uma quantidade imensa de produtos criados pelo damien hirst. dá o que pensar, ehehehe!

p.s.: esse post é primo irmão quase gêmeo siamês de um post da regina sobre a gagosian gallery. só fui perceber depois de escrever, procurando links para os artistas no minas de ouro. como o enfoque é quase diferente, resolvi deixar, afinal, não é todo dia que a gente vê uma mantinha de cashmere do damien hirst por aí, né? ;ˆ)

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Regina Strumpf
3 de dezembro de 2009, às 21:12

consumo&arte

por Regina Strumpf

somos uma sociedade de consumo, não podemos negar. como resolver isto numa nova era ecológica/anticonsumo?  minha sugestão; vamos gastar nosso suado dinheirinho em coisas mais duráveis.  investir em arte!

ah vão dizer, mas é besta né.  não sou. quer coisa melhor do que gastar em arte!?

bonito;  todo mundo – pelos menos os amigos – podem apreciar – o que é democrático.

durável;  ninguém joga fora, no máximo vende ou dá.

e ainda pode virar um mecenas;  descobrir um novo andy warhol, jeff koons,   francesco clemente ou  damien hirst todos artistas da gagosian…

gagosian-store

fachada da gagosian store, madison ave, 988.

o colecionador e galerista americano, foi considerado, pela revista inglesa art review -  o maior businessmen de arte do mundo – e sabe como ele começou? vendendo posters na ucla, em los angeles aonde estudava. que tal?

existem gagosian gallery em los angeles,  londres,  roma, atenas e 3 em nyc. a da rua madison, 988, em ny,  abriu uma gagosian shop  para vender seus artistas em preços mais acessíveis, e nem tão acessíveis assim!  têm desde posters e camisetas a  partir de  U$ 20 até U$ 8 000 por um vaso de cachorrinho do jeff koons.

detalhes do interior da gagosian store

detalhes do interior da gagosian store

e tem mais, nem comprar precisa,  ficar só olhando é um grande prazer!!!!

alguns produtos; poster da cindy sherman; livro de eric serra; vaso de flores de jeff koons; quadro e escultura de damien hirst assim como a camisata de borboletas.

alguns produtos; poster da cindy sherman; livro de richard serra; vaso de flores de jeff koons; quadro e escultura de damien hirst assim como a camisata de borboletas.

aqui no brasil tem várias galerias investindo em obras com preços mais acessíveis;  monica filgueiras com o livro em edição limitada da monica vendramini e a ultima exposição do fernando ribeiro;  baró cruz e renato de cara na mezanino com jovens artistas; e a choque cultural com seus grafites são alguns exemplos.

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Gisela Gueiros
4 de agosto de 2009, às 11:08

clássico

por Gisela Gueiros

ainda dá tempo de ver a retrospectiva do francis bacon no metropolitan museum. a exposição que comemora o centenário do artista irlandês fica em cartaz até dia 16 de agosto. bacon é considerado um dos pintores mais importantes do século 20 e vários de seus trabalhos mais incríveis estão à mostra no met.

vale prestar atenção nas pinturas que ele fez inspirado por velázquez – como ‘study after velázquez’ –, em ‘painting’, que claramente inspirou damien hirst, e no tríptico feito em memória de seu parceiro – ‘triptych – in memory of george dyer’. figuras contorcidas, cores de carne e cenários que lembram um cubículo são algumas das marcas características das pinturas de bacon. para saber mais sobre a exposição, clique aqui.

recently-updated70(pintura de francis bacon e instalação de damien hirst e, ao lado, pintura de bacon e velázquez)

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Regina Strumpf
31 de março de 2009, às 12:03

vai levar?

por Regina Strumpf

em fevereiro, em paris, durante o badalado leilão do yves saint laurent, foi vendida uma pequena poltrona de couro por 19 milhões de libras!!! a peça mais cara de mobiliário do século xx vendida até hoje. recorde mundial, vendida seis vezes mais do que o preço estimado. com uma aparência, digamos um pouco sinistra, a partir do nome, dragon armchair, ou cadeira do dragão, devido aos exóticos ornamentos esculpidos no braço da cadeira.

se é bonita ou não, depende do gosto de cada um, eu acho interessante, mas a pergunta é: você pagaria este preço por uma cadeira? tá bom, o ysl sentou nela e talvez outras celebridades. multiplica por 2! ok, a cadeira é da grande designer escocesa, eileen gray, da época da bauhaus, que tem móveis clássicos lindíssimos e modernos até hoje. aumenta mais um pouquinho o preço. mas 19 milhões… de libras! na tão falada crise, me parece uma loucura.

eileen gray - a dragon chair com peças mais conhecidas com a e.g. table e a bibendum.

eileen gray - a dragon chair com peças mais conhecidas com a e.g. table e a bibendum.

pegando carona no post da gi (muito bom por sinal), sobre o damien hirst, que eu adoro! a skull toda cravejada de brilhantes, foi vendida no ano passado por us$ 100 milhões de dólares! eu adoraria ter qualquer óleo do dh, da série ópium, ou as embalagens de remédio, mas francamente, uma caveira de diamantes que nem dá para usar como brinco ou anel…vejam as imagens no post da gisela.

dispenso todos os trabalhos dele no formol: tubarões, vacas e ovelhas, irk!

em abril a moderna e futurista lockheed lounge, do ótimo designer marc newson vai a leilão em londres. a chaise de alumínio virou um ícone depois que madonna deitou nela no lindo vídeo de rain, dirigido por ryuichi sakamoto músico japonês, compositor, produtor e ator.

está estimada em fabulosos 700 mil libras, pode ser que chegue a 1 milhão!!! tá até baratinha, hein. quem vai levar?! dou-lhe uma, dou-lhe duas, dou-lhe três…

marc newson - lockheed chaise no video rain da madonna.

marc newson - lockheed chaise no video rain da madonna.

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Gisela Gueiros
30 de março de 2009, às 00:03

casulo

por Gisela Gueiros

tem um tubarão de verdade exposto numa caixa de vidro com formol no metropolitan museum. o preço de uma caveira cravejada com 8.601 diamantes é us$100 milhões. cigarros apagados estão dispostos lado a lado numa vitrine. tudo isso é arte de damien hirst.

o tema central dos trabalhos dele é a morte. mórbido, literalmente, mas ainda assim fascinante. no bar do gramercy park hotel, um dos mais tchap-tchuras da cidade, tem uma tela gigantesca feita pelo artista inglês, com centenas de asas de borboletas (ui!) coladas. sempre que vou lá, fico hipnotizada com as cores – parece um caleidoscópio.

neste fim de semana, andando pelo soho vi uma barraquinha de rua vendendo borboletas emolduradas, aquelas de laboratório de ciências. inspirada por hirst, decidi decorar a parede da minha casa com uma delas (us$10). o senhorzinho simpático, que traz os insetos da américa do sul, fica na spring street entre a broadway e a crosby todos os sábados. para quem quiser brincar de ter um damien hirst meia-boca, fica a dica.

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