outro dia tive uma conversa gostosa e sentimental com uma amiga. o assunto? gatos. claro que falamos um pouco de tudo, mas os felinos deram o tom. isso porque nossos gatos persa, pina e fellini, eram prometidos um para o outro e faleceram antes do previsto, deixando nossas vidas menos felpudas.
o fato é que o papo me fez lembrar de um gato lindo que conheci na casa de um colecionador de arte. fomos visitar sua coleção – com a turma do mestrado –, em washington d.c., e eu, em vez de prestar atenção nos trabalhos incríveis que o senhor tinha, só conseguia olhar pro gato que circulava pela sala.
se um dia eu tomar coragem de ser mãe de gato de novo (meu marido é mais canino que felino), não tenho dúvida de que quero um como o dele, da raça maine coon – uma das mais antigas dos estados unidos, nativa do estado de maine. por ser dócil e grande, o maine coon também é chamado de ‘gentle giant’ – gigante gentil.
vejam alguns ‘exemplos’ do bichano seguidos de um damien hirst e um eric fischl – artistas que estavam lá, dando sopa nas paredes da casa, enquanto eu só conseguia seguir o gato com meu olhar.













(pintura de francis bacon e instalação de damien hirst e, ao lado, pintura de bacon e velázquez)



