“desenhar uma cadeira é mais difícil do que projetar um arranha céu”, dizia mies van der rohe, um dos arquitetos da bauhaus, que pregava que a forma segue a função. mies também é pai de uma das cadeiras mais bonitas já feitas até hoje, a barcelona.
já sabem que eu gosto, e muito, de design. quando a monica figueiredo, editora da revista licia, pediu que eu escolhesse 100 cadeiras e escrever sobre o assunto, foi muito difícil… que dúvida… que responsabilidade…
editei o artigo e coloquei só as minhas top 10 de hoje, por que amanhã… tudo pode mudar! e com certeza esqueci de muitas cadeiras. se quiserem ver todas as selecionadas comprem a revista, edição nº 3, hehehe…

no alto a direita, no sentido horário: cadeira caruaru amarela de marcelo rosembaum para micasa, cadeira plywood preta , simplicidade em madeira de joaquim tenreiro, cadeira setu lançamento da herman miller, clay laranja de maarten baas, cadeira emeco desenvolvida para a marinha dos eua, cadeira amarela no quadro de van gogh, lizz de piero lissoni em tecnopolímero vermelho, linda a lcw de charles eames e a juliana de aristeu pires.
fui olhar em casa as cadeiras que tenho. bom, as minhas cadeiras da sala de jantar não têm design nenhum e são pesadas. dia sim, dia não, meus filhos reclamam delas. mas é o lugar onde mais conversamos e onde, quando o dudu cozinha com os amigos, ficamos horas na mesa batendo papo. e no sítio… não são nem cadeiras, são aqueles bancões de madeira. para quem fica no meio é uma tortura sentar ou levantar. e, mais uma vez…é naquela varanda, debaixo das mangueiras, ao lado do fogão de lenha, já fizemos almoços inesquecíveis que duraram horas.
portanto, se você tem uma família legal, bons e queridos amigos, às vezes uma cadeira… é só uma cadeira.
