
Saí do meu antigo trabalho faz mais ou menos 2 meses, no meio de uma mega master crise de não saber o que fazer da vida. Bom, antes que isso vire um post auto-ajuda, ou um psicologismo barato sobre a crise dos 35 e blá-blá-blá, é melhor ir direto ao assunto. Me apaixonei pela Martha Stewart. Tá, eu sei, cheguei tarde pro clubinho de 1 bilhão de pessoas (quase todas mulheres) mas com a Martha, aprendi a dar vazão ao meu lado control-freak, que andava tão sumido, a dona de casa perfeita que há dentro de mim, uma daquelas mulheres daquele filme engraçado, Mulheres Perfeitas.
Mas nesse tempinho marthastewartiano, eu já consegui fazer: menu de refeições das próximas semanas e lista de compras de acordo, tabela de tipos de mancha na roupa e as possíveis soluções, organizei o quartinho das tranqueiras, plantamos um jardim pré-histórico (vulgo: suculentas) para os dinossauros do Benja, fizemos uma hortinha de temperos e já estamos organizando a horta horta mesmo. Agora, os meus feitos favoritos são a composteira, que fiz ontem seguindo um post de um menino de Curitiba e o iogurte pincelado nos vasos, ele serve como ativador do musgo, que cresce como uma beleza, dica da Martha, é claro!


Mas como toda Martha Stewart precisa de uma Pereirão, arregacei as mangas e finalmente fui apresentada para a furadeira, até pendurei as prateleiras da lavanderia. Antes que qualquer mina me ache uma perua da marca maior, tenho que dizer que geralmente os homens que realizam essas pequenas coisas para a gente, geralmente tendem a supervalorizar a sua própria habilidade e tripudiar de nossa falta de conhecimento. E isso cansa.

O que eu tenho aprendido nesse tempo é que não precisa ter medo da furadeira (eu tinha, nem sei direito porquê), que dá para começar e terminar uma coisa num dia só, plantar e regar as plantas é uma delícias e que sair um pouco do caos e cuidar da casa é um alívio nessa vida corrida de São Paulo. É óbvio que não é sempre que a gente tem esse tempo livre, é bem provável que daqui a pouco eu passe um booooooom tempo sem isso, mas tá dando para ter um gostinho. Espero que quando a rotina ficar maluca novamente, eu consiga preservar um pouquinho da Martha Stewart e da Pereirão que existe em mim.



