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Posts marcados como ‘restaurante’

Clarice Reichstul
10 de março de 2010, às 11:03

canil salatino

por Clarice Reichstul

eu nunca gostei muito de cachorro, fora a lassie e um bando de outros cachorros de filmes. acho que o meu senso de espetáculo sempre foi mais forte do que o real amor pelos animais. eu gosto e tal, mas tenho preguiça de cuidar, de limpar cocô, levar no veterinário. quando criança, tentamos alguns cachorros, mas nunca dava certo, a minha mãe odiava e a gente se cansava rapidinho.

o processo culminou com a surica, um buldogue francês maluco, que era linda e tinha sérios problemas de má formação do cérebro. mordeu faxineira, namorado, eu mesma, atacava visitas, treinador, veterinário, era um monstrinho. as pessoas não vinham mais em casa, por conta do cachorro louco. por isso, não muito pra dizer que eu gosto de cachorro, eu gosto do dito, cachorro da minha irmã, que eu vejo às vezes e é bem educado, mas o resto, ai, só acho bom de fazer carinho e pronto.

para pessoas como eu, que não gostam muito de cachorro mas tem filhos que são vidrados pelos bichos, existe um lugar mágico chamado canil salatino. sério, é mágico porque, fora a possibilidade de você poder largar a sua cria correndo com mini cachorros fofinhos que não mordem, o lugar é lindo e tem um restaurante gostoso, um bar incrível e é pertinho de são paulo.

o salatino é um canil que cria raças de cães considerados raros, como o papillon, o italian greyhound, o saluki ou um tal de cachorro chinês. eu não entendo muito do assunto, mas tinha uns cachorros bem estranhos por lá, junto com outros vira-latas e de raças mais comuns por aí.

fui lá por conta de dois amigos loucos por cães (tá vendo, mesmo traumatizada eu socializo), que descobriram o canil ao comprar uma filhote da papillon. era praticamente uma excursão de crianças, adultos e cachorros. chegando lá, largamos as crianças e os cachorros correndo na pista de agility (maior felicidade para as crianças pequenas, juro!) e demos uma volta pelo canil, conhecendo os cachorros, araras e bichos soltos que habitam o lugar. é super legal! tem coelho, papagaio, galinha, jumento, micos e macacos, até uma cobra (essa na gaiola, meda!) .

fora o restaurante, que é uma delícia. dá para passar o dia por lá, petiscando, bebendo, conversando. vale a pena uma visita, que deve ser reservada. rochester e claudio são grandes anfitriões e rapidinho dá aquela sensação de conhecer o pessoal há tempos.

foi um dia em que até banho de chuva o benjamim tomou, uma grande farra. liga lá e vai!

serviço:
canil salatino

rochester oliveira e claudio gornati

salatino@salatino.com.br

+55 (11) 4703-0262 +55 (11) 4616-3859

+55 (11) 9720-5870 +55 (11) 9658-9333

embu das artes – são paulo – brasil

Clarice Reichstul
28 de julho de 2009, às 16:07

post de bh: mercado central

por Clarice Reichstul

o mercado central deve ser o ponto turístico mais famoso de belo horizonte. museus, pampulha, botecos, todos perdem em popularidade entre turistas que visitam a cidade. e não é para menos, o mercado é incrívis. toda vez que passamos por aqui a parada no mercado é obrigatória. dessa vez passamos duas vezes, uma para passear e outra para almoçar.

lá tem de tudo um pouco, lojas mais turísticas convivem em paz com bancas que vendem proteína para marombeiros e outras que vendem incensos para místicos de plantão. uma coisa que eu achei engraçada é que tem umas duas ou três lojas só de havaianas. deve ser por conta dos gringos que vem visitar inhotim e passam no mercado, sei lá!

minhas lojas/bancas favoritas são as de verduras que ficam mais no miolinho do mercado, tem cada coisa! jurubeba, fava belém, jenipapo, umbigo de bananeira, queijo de araxá, são roque, canastra, patrocínio (o favorito de casa!) dá para escolher de qual “terroir” vem o seu queijo, que aliás, para ser bom mesmo, tem que ser feito com leite cru, sem pasteurizar (isso é um problema para nós, que não vivemos em minas gerais, porque pelas leis brasileiras, lojas de laticinios não podem comprar queijos feito com leite cru, então, ficamos chupando o dedo).

aliás, para queijos e cachaças, fica a dica da banca do ronaldo. lá tem o nosso queijo favorito, de patrocínio e a seleção de cachaças é excelente. eu não sou especialista no assunto, mas os amigos indicam a canarinha e a biquinha.

num corredor elevado, numa das laterais do mercado, fica o buxixo dos turistas, é onde tem panelas, cestaria e milhares de badulaques turísticos, se você quiser um pano de prato bordado em ponto cruz escrito “belo horizonte”, tem lá. todas aquelas panelas e utensílios de cozinha que imediatamente a gente associa com roça mineira, tipo canequinha esmaltada, panela de pedra ou de cobre, também tem.

algumas coisas valem a pena, como as panelas de paella de cobre estanhadas por dentro da casa wingester. essa foi dica do meu pai, dri, dá para ligar e encomendar, eles mandam pelo correio!

no mercado também tem um monte de tranqueirinhas legais para crianças, brinquedinhos antigos como pião, bodoque, vassourinha (o benjamim amou, agora ele varre a casa falando “chença”, que é dá licença na língua dele), cadeirinhas, nossa, éum montão de coisas. vale a pena se embrenhar nas entranhas do mercado para encontrar essas coisas por um preço melhor do que no corredor dos turistas.


dessa vez a gente almoçou no jorge americano, mas a melhor pedida do mercado é o casa cheia, tanto é que é quase impossível comer por lá sem pegar fila. tudo é gostoso, e o casa cheia já ganho diversos prêmios de melhor comida de buteco em bh. já o jorge americano é mais simplezinho, é uma casa de um americano fanático (do time, que acho que está na 3ª divisão, o américa), tudo é verde e os pfs, deliciosos, saem pela média de r$ 7,50, uma maravilha!

bom, as fotos não estão lá essa maravilha, a gente esqueceu de levar a câmera então tirei do site do mercado, é isso mesmo, eles tem site, com lista de lojas e tudo!

não precisa passar o dia no mercado, uma manhã basta. aliás, o imperdível para as criancas é o corredor dos bichos, é meio fedido, mas a criançada se amarra!

serviço:

mercado central

av. augusto de lima, 744 · centro.  belo horizonte – mg. Brasil.

ronaldo queijos e cachaças
loja: lj34 corredor: i 17 telefone: (31) 3274-9611
ronaldoqueijosecachacas@hotmail.com

casa wingester
corredor: k 21 telefone: (31) 3273-2924

bar e restaurante casa cheia
corredor: s16 telefone: (31) 3274-9585

restaurante jorge americano
loja: 150 corredor: l 2 telefone: (31) 3274-9415 / 9681

Gisela Gueiros
15 de abril de 2009, às 02:04

comendo no brechó

por Gisela Gueiros

os garçons usam gravata borboleta, quase todos com bigode ou barba. o restaurante tem aquela cara de antiguinho, parece que sempre esteve lá. mas não! o walter foods abriu em williamsburg faz pouquíssimo tempo. essa é a febre – restaurante novo com cara de velho.

seguindo a mesma escola está outro dos meus favoritos, o five leaves, também conhecido como ‘o café do heath ledger’ – mencionado numa matéria incrível do caderno viagem, no estadão de ontem.

quem decorou o five leaves foi john mccormick, um dos donos do moto – mais um restaurante com cara de velhinho pra nossa coleção. e todos estes citados a cima devem alguma coisa a keith mcnally – criador dos já clássicos pastis e balthazar, além do mais recente, morandi. no caso de mcnally, a ideia é fazer uma réplica, mesmo. seja de um bistrô francês ou de uma cantina italiana.

tudo isso porque o povo sabe que panela velha é que faz comida boa. mesmo se a gente tiver que fingir que a panela é velha!

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(pastis, balthazar,  five leaves, walter foods, morandi e moto)

Gisela Gueiros
3 de abril de 2009, às 01:04

pawng dee keydjoo

por Gisela Gueiros

nova york e são paulo têm uma coisa em comum – restaurantes muito bons. e de várias partes do mundo. antes de jantar fora é possível escolher as mais variadas nacionalidades – japonesa, mexicana, árabe, italiana, tailandesa, alemã… e brasileira.

se bate aquela saudade de arroz-feijão, a gente vai no casa, no west village. acontece que os gringos quando querem experimentar alguma coisa bem exótica… também vão lá! isso significa que, apesar de comer muito bem, os brazucas não se sentem tão em casa assim. já os novaiorquinos devem achar que estão no meio da ‘selva’, com algumas mesas de brasileiros falando brazilian bem alto pra eles ouvirem. (pouquíssimos sabem que ‘lá embaixo’ se fala português).

por um lado, é impossível entender completamente a comida do outro povo. já pensaram nisso? a gente come farofa, eles comem yucca root flour sautéd with herbs and bacon. a gente come picanha, eles comem brazilian prime cut steak. e, de sobremesa, a gente come brigadeiro enquanto eles provam brazilian nutella!

tudo isso pra dizer que o casa é uma delícia, super pequenininho, sempre tem fila, os garçons são todos muito simpáticos e brasileiros , o strogonoff é ótimo e a moqueca, também. vale a pena.

(este post é uma homenagem às melhores companhias para o programa – carol e guga).

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Gisela Gueiros
25 de março de 2009, às 02:03

panela nova

por Gisela Gueiros

neste fim de semana, meu namorado e eu junto com dois amigos fomos conhecer o mais-ou-menos-novo café select. o restaurante, que abriu no fim do ano passado, fica na lafayette perto da kenmare street, em nolita. o menu é suíço e o ambiente, bem aconchegante.

assim como no mexicano la esquina, do mesmo dono serge becker, o café select tem uma salinha nos fundos – o back room. como se fosse uma ala vip, onde acontecem festas privée. para chegar lá, tem que cruzar a cozinha ou entrar por uma outra porta na calçada e passar por um túnel (dá trabalho ser vip).

a uma certa hora, a tal sala abre para as pessoas normais e todo mundo pode fazer o trajeto restaurante-cozinha-back room numa boa.

a parte da salinha é divertida, mas gosto mesmo de comer bem. depois de muita indecisão, pedi o beef silvia – finíssimas fatias de roast-beef com rúcula e batatas gratinadas – e só de lembrar já me dá vontade de voltar. recomendo.

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Gisela Gueiros
10 de março de 2009, às 15:03

casquinha

por Gisela Gueiros

era carnaval e eu tinha convidado meus amigos pra comer uma pizza aqui em casa, só pra não deixar um feriado tão festivo passar em branco. daquelas coisas que a gente fica com saudade quando mora fora…

aí começou a discussão sobre qual pizza é mais gostosa – a americana ou a brasileira. “não tem como explicar a diferença”, dizia um, “a brasileira é melhor”, dizia outro, “é parecida, mas o queijo não tem comparação!” e assim foi até que uma das americanas na mesa disse: “que povo mais patriótico… pizza é pizza e pronto!”

tudo isso pra contar que saiu uma matéria na new york magazine nesse fim de semana (8/3) com mario batali – o chef mais querido da cidade – decidindo qual a melhor nova pizza de nova york. e, pra minha surpresa, batali elegeu a pizzaria da esquina de casa, em williamsburg, no brooklyn, como a número 1! mais precisamente a de margherita, que estávamos comendo quando a polêmica começou.

a pizzaria motorino é um charme e tem, de fato, pizzas quase perfeitas. se fosse no ranking das pizzarias de são paulo… ela estaria em 16º lugar: depois de camelo, cristal, brás, primo basílico, a tal da pizza, castelões, via blu, estação, etc, etc. fica a dica.

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(mario batali, a pizza número 1 e a pizzaria motorino)

Gisela Gueiros
6 de março de 2009, às 20:03

zagateando

por Gisela Gueiros

a primeira coisa que os amigos querem saber quando visitam nova york é: onde comer?

minha resposta muda de tempos em tempos. tive uma fase casa mono. pra todo mundo que vinha eu dizia: tem que comer tapas neste espanhol, é ótimo.

aí teve a febre williamsburg: experimentem o cheese burger do dumont burger. é suculento e vem acompanhado por batatas fritas mágicas!

depois veio morandi, bar pitti, café habana, peasant

e o queridinho do momento é o back forty. além do clima-luz-de-velas, o menu é daqueles de enlouquecer. bolinhos fritos recheadas com risoto de beterraba e blue cheese, abóbora ao forno com quinoa e queijo mexicano, frango temperado com açafrão e alho, couve flor gratinada e sopa de cogumelos são só algumas das delícias.

o restaurante fica no east village e não aceita reservas (para evitar filas é só chegar antes das 19:00 ou depois das 22:00).

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