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Posts marcados como ‘tricô’

Marina Pontieri
2 de fevereiro de 2012, às 13:02

TRICÔ ARTE

por Marina Pontieri

Faz um tempão que eu não falo de moda aqui. O que é estranho, porque é meu ganha pão principal e teoricamente meu assunto por excelência. O motivo é que eu ando meio desanimada com os rumos da moda em geral.

Via de regra o que temos visto é muita logística de distribuição, muita estratégia de marketing, muita comunicação visual de ponta. E pouca inspiração, pouca referência.  O que é resultado direto da aceleração do desenvolvimento de coleções imposto pela indústria. Que duas coleções por ano que nada! O que é que o povo vai comprar no meio delas? E dá-lhe cruising colletion; premium collection; edição especial e afins.

Tudo baseado nos famosos bureaus de estilos, relatórios preparados por agencias de pesquisa de tendência de moda e mercado. O resultado é que o mercado virou nosso grande criador de moda!

Por isso, volta e meia visito sites dos poucos estilistas que considero grandes  pesquisadores – profissionais da moda que transitam um pouco a margem do grande mercado. Eles estão em extinção, mas existem!

A minha preferida de já algum tempo é a Sandra Backlund. Sandra é Sueca e formada em design de moda pela universidade de Estocolmo.

Até 2010, todas as suas peças eram produzidas a mão, em séries limitadas. Hoje em dia, um pedaço da coleção é produzido industrialmente, mas com a mesma pesquisa de técnica, forma e material que acompanha sua marca desde 2004.

O primor da pesquisa de construção de formas é a primeira coisa que chama a atenção no trabalho da estilista e ela já é bastante celebrada  - inclusive no Brasil – por conta disso.

Mas o que não aparece nos editoriais e que eu acho fundamental no trabalho de Sandra é que ela tem consciência de que tão importante quanto a técnica e as incríveis imagens de divulgação da marca,  é o tempo dedicado à pesquisa e produção.

Tanto que ela se retirou da semana de moda de Londres, por não concordar com o calendário opressor da indústria. segundo ela, nos moldes do movimento Slow food, sua moda seria um “slow fashion”.

Também é interessante perceber que todas as coleções dela seguem as mesmas linhas: são o desenvolvimento de um trabalho contínuo. Sem a necessidade de um tema; imagem e inspiração completamente novos a cada temporada. E ainda assim, a cada coleção, ela se transforma e se supera: com o descobrimento de novas possibilidades e técnicas que só uma pesquisa aprofundada permite.

Além, claro, de recuperar técnicas incríveis no espírito DIY e transformar recursos tão prosaicos quanto um passa fitas ( aquele que você só vê no paninho de prato ou na loja ruim da esquina) em detalhes mega atuais de peças que por si carregam toda a informação de moda do que vem acontecendo de melhor no design atual – como na peça acima, uma das minhas favoritas de todos os tempos.

Por essas e outras, Backlund é uma inspiração para a vida.

Ficou querendo? Eu também. Sente o drama aqui.

sdadaddddddddddddddd
Clarice Reichstul
30 de junho de 2009, às 10:06

gorro tubarão

por Clarice Reichstul

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o gorro mais fofo da paróquia… pena que o benja nunca que vai querer usar… pra quem tem habilidades manuais e é louca por um tricô… vão aqui as instruções (não me dei ao trabalho de traduzir porque não entendo nada do assunto, ia ser uma vergonha master…):

“I made this hat for my son – he wanted a mean shark. I saw the dead fish hat pattern and loved the idea – I just varied the pattern quite a lot to make different looking species. and felted it so it looks like it jumped out of the water and landed on his head…

I basically cast 90 stitches onto a size 9 circular needle and winged it from there. I usedpPatons wool and it felted great.”

(via geekologie, gracias cis!)

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